Parkinson e Alzheimer: qual a diferença entre eles?

Parkinson e Alzheimer: qual a diferença entre eles?

Muitas pessoas confundem o Mal de Parkinson com a Doença de Alzheimer. Mas isso tem uma razão. Ambas são enfermidades degenerativas crônicas, que se manifestam depois dos 60 anos, provocadas pelo decréscimo na produção de neurotransmissores responsáveis pela propagação de sinais na cadeia de circuitos nervosos. No entanto, há diferenças entre elas que são fundamentais para o diagnóstico e tratamento.

O Mal de Parkinson é um distúrbio motor que apresenta quatro características principais: rigidez muscular, tremor em repouso, bradicinesia – lentidão dos movimentos e instabilidade postural.

Esta patologia se manifesta quando ocorre uma falha na produção de dopamina, um neurotransmissor encarregado de múltiplas funções, entre elas a transferência de informações entre os neurônios que regulam a realização dos movimentos voluntários, como por exemplo, andar e conversar ao mesmo tempo. O quadro se agrava à medida que as células nervosas, que fabricam a dopamina, uma estrutura do cérebro chamada de parte compacta da substância negra, vai morrendo. Nesses casos, existe uma tendência de se instalar um comprometimento cognitivo semelhante aos que surgem nos acidentes vasculares cerebrais.

Já na doença de Alzheimer, a principal característica é o declínio progressivo de funções intelectuais. Na verdade, ela representa a forma mais comum de demência.

O processo degenerativa desta patologia se instala quando as placas de proteína beta-amiloide e emaranhados formados pela proteína tau destroem os neurônios em regiões do cérebro, como o hipocampo e o córtex cerebral. Isso explica a perda progressiva da memória, do pensamento abstrato, da capacidade de aprendizado, do domínio da linguagem e da orientação espacial, assim como algumas mudanças de comportamento. Conforme a doença vai progredindo, o seu processo degenerativo cerebral afeta as funções motoras, levando à incapacidade de realizar as atividades diárias por mais simples que sejam.

Por fim, o Parkinson e o Alzheimer são duas enfermidades neurodegenerativas distintas, cuja incidência aumenta com a idade e para as quais ainda não se conhece a cura. A manifestação dos sinais e sintomas são provocados por alterações em diferentes regiões do cérebro. Em ambos os casos, o seu início é insidioso e, muitas vezes, os primeiros sintomas não são valorizados, ficando por conta do processo de envelhecimento.

Referências

http://vivabemcomparkinson.com.br/noticias/parkinsonismo-sindrome-parkinsoniana/

http://alzheimerportugal.org/pt/text-0-9-39-41-doenca-de-parkinson-e-demencia

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