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Dosagem dos biomarcadores no Liquor e o Diagnóstico da doença de Alzheimer

Os sintomas iniciais da doença de Alzheimer (DA), são geralmente confundidos com o processo de envelhecimento normal. No entanto, essa confusão faz com que o paciente e seus familiares adiem a busca por uma orientação profissional, provocando um diagnóstico tardio.  Os quadros de demência apresentam um início lento dos sintomas, podendo levar meses ou até mesmo anos, mas tendo uma piora progressiva das funções cerebrais.

A certeza do diagnóstico da DA só pode ser obtida através do exame microscópico do tecido cerebral, porém, ele só é feito após o falecimento do paciente. Antes disso, o exame não é indicado, por apresentar risco ao doente. Na prática, o diagnóstico do paciente é feito através da base clínica, dependendo da avaliação feita por um médico, analisando exames e a história do paciente, para assim chegar na principal causa para a demência.

A bateria de exames é uma parte essencial para uma avaliação profunda das funções cognitivas, pois o mapeamento pode ser útil na programação do tratamento de estimulação cognitiva, que considera as habilidades que merecem investimento para serem preservadas e outras que precisam ser compensadas.

O Alzheimer não pode ser a principal hipótese no quadro demencial se houver evidências de outras doenças que justifique a demência, como uma doença vascular cerebral ou características típicas de outras demências, ou até mesmo quando o uso de medicamentos possa prejudicar a cognição.

A fase da DA anterior ao quadro de demência é o comprometimento cognitivo leve, onde ocorre alterações cognitivas que são relatadas pelo paciente ou por algum familiar, que tenha evidências de comprometimento, mas que há preservação da independência nas atividades diárias.

Pesquisas científicas estão sendo realizadas para auxiliar no diagnóstico preciso da Doença de Alzheimer, nelas são analisados os biomarcadores Beta-amiloide e a Proteína Tau. Contudo, essa análise ainda não é indicada para a prática clínica.

A Beta-amiloide é acumulada na placa senis, um dos marcos patológicos da DA. Esta proteína é produzida normalmente no cérebro, em uma quantidade pequena, que mantem os neurônios viáveis. No Alzheimer, a produção da Beta-amiloide aumenta, e essas moléculas acumulam—se como oligômeros, tendo alterações nas sinapses, como a perda de neurônios e sintomas da doença.

Normalmente, a Beta-amiloide é eliminada pelo Liquor, porém, na doença de Alzheimer o seu acúmulo faz com que o nível de liquor caia, e simultaneamente, ocorre a fosforilação da proteína tau, onde é formado emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios, que é uma representação de outra alteração patológica da DA.

A morte neuronal faz com que o fosfo-tau seja eliminado pelo liquor, aumentando ainda mais a sua concentração. Desta forma, no Alzheimer ocorre a diminuição da concentração da Beta-amiloide e aumento do fosfo-tau no liquor.

Os marcadores biológicos promovem um diagnóstico da doença prodrômica, ou seja, pessoas com queixa e dificuldade objetivamente verificadas. Entretanto, não preenche os critérios para diagnóstico de demência como, por exemplo, as que não tem prejuízo nas suas atividades. A doença prodrômica tem uma chance muito grande de se evoluir, ou até mesmo, desenvolver a demência de Alzheimer.

 

Referência

http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/atualizacoes-cientificas

http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/diagnostico

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