Doença de Alzheimer e Liquor

Doença de Alzheimer e Liquor

A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa progressiva, que afeta mais de 37 milhões de pessoas ao redor do mundo e é a forma de demência mais comum em idosos, atingindo cerca de 5% da população a partir dos 60 anos e chega a 50% dos idosos a partir dos 85 anos. No entanto, pessoas mais novas pode desenvolver a doença. Caracteriza-se por um declínio cognitivo e comportamental, com acometimento mais precoce e intenso de memória.

A idade é o principal fator de risco da DA, aumentando ainda mais a sua incidência. Na última década, os conhecimentos sobre os diversos aspectos da doença aumentou, considerando a neuropatologia, os fatores de risco genético e ambientais, o quadro clínico e o tratamento medicamentoso e também o tratamento baseado na utilização de terapias psicossociais no controle dos pacientes com esse diagnóstico.

No Brasil, estima-se que cerca de um milhão de pessoas sofram com o Alzheimer. A doença acomete principalmente pessoas entre 60 e 90 anos, podendo aparecer antes e também depois desta faixa etária, porém com uma menor frequência.

Desde o início dos sintomas, como o esquecimento e a dificuldade para engolir, podem passar de 10 a 15 anos. A doença em si não leva à morte, mas sim as complicações decorrentes do comprometimento de diversas funções.

As causas do Alzheimer ainda são desconhecidas pela medicina, embora seja conhecido o processo de perda de células cerebrais. O se que sabe é que existe uma forte relação com a idade, ou seja, quanto mais idoso, maior a chance de desenvolver a doença.

O DA não tem um caráter nitidamente genético, com uma transmissão direta de geração a geração. O que se estima é que haja a transmissão da predisposição da doença, o que junto com os fatores ambientais, poderá ou não desencadeá-la.

Os primeiros sinais são a perda de memória e o comportamento alterado. No entanto, não é qualquer perda de memória que se deve ficar alerta, mas aquelas que se repete e começa a comprometer o dia-a-dia da pessoa, interferindo no funcionamento das suas atividades pessoais. Com o evoluir da doença, estas perdas são cada vez mais progressivas, comprometendo as memórias autobiográficas, como o nome dos filhos e netos.

As alterações comportamentais podem ocorrer desde o início e são muito frequentes no decorrer da doença. Indivíduos com Alzheimer podem ter características depressivas, de agitação e agressividade, ou até mesmo delírios e alucinação.

A análise do líquor (líquido cefalorraqueano), que banha todo o cérebro e a medula espinhal, pode refletir determinados processos anormais ou doenças que acometem o sistema nervoso central. Apesar da Doença de Alzheimer ser a maior causa da demência após os 65 anos, outras causas devem ser excluídas, tais como, neurossífilis, Creutzfeuldt-Jacob, entre outras, cuja análise do líquor tem importância fundamental nessa diferenciação.

O procedimento para a realização do exame de líquor é simples, seguro e pouco doloroso. A retirada do material é feita por meio da punção lombar, por um médico especialista, com uma agulha de raquianestesia, semelhante à punção da anestesia raquidiana. Após a extração do líquor, ele é analisado em equipamentos de alta tecnologia empregada, que quantificam as mínimas variações das baixas taxas de Peptídeo Beta Amilóide, associada às altas taxas de Tau e Tau Fosforilada. Essas associações estão relacionadas a Doença de Alzheimer entre 80 e 90% dos casos.

Referências
http://www.alzheimermed.com.br/diagnostico/exames-laboratoriais

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