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Neuromielite óptica: qual é a importância do diagnóstico?

A NMO (Neuromielite Óptica) também conhecida como Síndrome de Devic, é uma doença inflamatória autoimune que acontece quando o sistema imunitário ataca a proteína das células do SNC (Sistema Nervoso Central), chamada Aquaporina 4, bem como o nervo óptico (neurite óptica) e a medula espinhal (mielite).

Sua descrição foi feita há mais de 150 anos, mas só após diversas evoluções científicas foi identificado que ela consiste em um conjunto de manifestações clínicas e laboratoriais pertencentes à apenas uma doença. Desta forma, a NMO pode ser apresentada como um quadro definido, ou apenas como um “espectro”, isto é, quando o paciente apresenta somente alguns sintomas da doença.

Diagnóstico

O diagnóstico da NMO é feito principalmente de forma clínica, contudo alguns critérios também podem levar a esta constatação, como:

  1. Presença de pelo menos um ataque de neurite óptica e de mielite;
  2. Ao menos dois dos três critérios de apoio:
  3. Lesão contígua na medula espinhal de extensão maior ou igual a três corpos vertebrais à ressonância magnética;
  4. Ressonância magnética do crânio que não preencham os critérios da esclerose múltipla;
  5. Presença do anticorpo Aquaporina 4 no sangue.

 

A importância do diagnóstico está também na chance de poder buscar conhecimentos sobre a doença, além de possivelmente possibilitar um tratamento adequado, fazendo com que o paciente possa viver de forma tranquila, mesmo convivendo com a Neuromielite Óptica.

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hidrocefalia de pressão normal

Hidrocefalia de Pressão Normal

Hidrocefalia de Pressão Normal

A Hidrocefalia de Pressão Normal é uma doença ou patologia que acomete homens e mulheres na terceira idade. Caracterizada pelo acumulo do volume de líquor – líquido cefalorraquiano (LCR) nas cavidades cerebrais chamadas de ventrículos, que pressiona o cérebro causando alterações neurológicas.

A hidrocefalia é resultante de anomalias genéticas herdadas, ou desordens desenvolvidas, podendo acometer também jovens, pacientes de traumatismo crânio encefálicos e aparecer após outras patologias neurológicas. Uma estimativa recente revela que o Brasil irá registrar cerca de 10 mil novos casos por ano, devido ao contínuo crescimento da população idosa no país. Alterações cognitivas, ou neuropsicológicas se apresentam na maioria dos casos destes pacientes.

As mais típicas são a lentidão no processamento cognitivo, e nas respostas motoras, com prejuízo da memória de longo prazo, e das funções executivas (flexibilidade mental, planejamento de ações). Existe a possibilidade de reversão, mesmo que parcial, do quadro clínico com a diminuição da pressão no sistema do líquor, para isso deve ser realizada uma punção lombar com retirada de 30 a 40 ml do líquido cefalorraquiano.

Nos pacientes que respondem positivamente a esse procedimento, com declínio dos sintomas (alteração de marcha, comportamento e incontinência urinária), após a punção, há a indicação da Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP), ou seja, um procedimento cirúrgico que estabelece uma comunicação entre os ventrículos cerebrais e o peritônio (membrana que recobre a parede abdominal) por meio de um cateter. Isso irá implicar no desvio do líquido cefalorraquidiano para a cavidade abdominal, e assim, baixar a pressão no sistema do líquor.

TAP Test

Busca auxiliar no diagnóstico da Hidrocefalia de Pressão Normal, onde uma equipe multidisciplinar que atua no Teste Terapêutico de Punção Lombar (TAP Test), realiza análises psicomotoras nos pacientes. A avaliação neuropsicológica quantifica objetivamente o desempenho do paciente em tarefas cognitivas através do estabelecimento de medidas individuais, e da comparação com as médias de desempenho da população nas diversas faixas etárias, podendo assim indicar o padrão de normalidade, ou o prejuízo do desempenho, nas esferas cognitivas avaliadas.

Etapas do TAP Test (Teste Ambulatorial realizado em 01 dia).

  • 1° parte: Avaliação Neuropsicológica e Avaliação de Marcha no Laboratório de Marcha.
  • 2° parte: Coleta de Líquor Cefalorraquidiano.
  • 3° parte: Reavaliação Neuropsicológica e de Marcha.

Para a realização do TAP Test o CRM Líquor conta com uma completa estrutura altamente modernizada, trazendo extrema qualidade, desde a Punção Liquórica para análise, até a liberação dos resultados obtidos, com uma equipe totalmente especializada, composta por médicos com mais de 30 anos de experiência em líquor. Realizamos todos os exames em nossa própria unidade (in house) garantindo segurança na liberação, e agilidade em seus processos, disponibilizando nos laudos todos os dados precisos para o fechamento do diagnóstico.

*Obs: Pode-se associar à Punção Lombar, a dosagem de biomarcadores para Alzheimer para um diagnóstico mais completo do paciente.

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AVC em Idosos e Jovens Mitos e Verdades

AVC em Idosos e Jovens – Mitos e Verdades

AVC em Idosos e Jovens Mitos e Verdades

As chances de ter AVC é maior para homens do que para mulheres. PARCIALMENTE VERDADE – “Sabe-se que ser do sexo masculino é um fator de risco para se ter AVC. No entanto, pela expectativa maior de vida, a mulher acaba tendo mais chances de se ter AVC, já que o risco da doença também aumenta com a idade do indivíduo, sobretudo acima dos 55 anos”, segundo Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares.

Estresse pode provocar AVC. PARCIALMENTE VERDADE – O sintoma “estresse” não leva ao AVC de forma direta. “O AVC é uma doença cardiovascular, uma doença de vasos, e o estresse leva a uma descarga de adrenalina muito grande ao corpo e faz com que o corpo fique mais propenso a arritmias, ao aumento da pressão arterial, e estes são os fatores de risco para o AVC. Então, uma pessoa muito estressada pode ficar mais hipertensa, e isso sim pode levar ao AVC”, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama

Crianças e jovens não têm chances de sofrer AVC. MITO – O AVC em crianças e jovens é mais comum do que se imagina, de acordo com o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. “Quando a gente fala em AVC em jovem estão inclusos os casos em pessoas abaixo dos 55 anos. O fator mais comum em crianças são doenças genéticas. Já nos jovens, é a dissecção das artérias do pescoço, que é quando há uma lesão na parede do vaso que leva o sangue ao cérebro. Esta lesão pode ocorrer por causa de um trauma, por exemplo, como a batida de um carro”.

AVC não apresenta sinais antes de ocorrer. PARCIALMENTE VERDADE – Existem pequenos AVCs, chamado de lacuna, que podem ocorrer várias vezes sem que a pessoa perceba, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. Este tipo da doença, a longo prazo, pode afetar a memória do paciente. O grande problema, segundo o especialista, é que as pessoas não se atentam aos sintomas e perdem tempo para iniciar o tratamento. “Os cinco principais sintomas são fraqueza de um lado do corpo, dormência de um lado do corpo, perda de visão súbita, dificuldade para falar e, por último, uma forte tontura”.

Se eu tiver um hábito alimentar saudável, com pouca gordura animal, não terei AVC. PARCIALMENTE VERDADE – “O que faz evitar a doença vascular e cardiovascular é um cuidado geral com a saúde. A dieta é um dos pilares deste cuidado. Se você tiver hipertensão e não tratar, mesmo tendo uma dieta saudável há o risco de se ter AVC”, afirma Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

Consumir álcool aumenta as chances de se ter AVC. PARCIALMENTE VERDADE – “O problema do álcool é que ele não vem sozinho. Ele é acompanhado de hábitos e estilo de vida não saudáveis que aumentam as chances de se ter um AVC”, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. De acordo com Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), o álcool em excesso aumenta a chance de se ter AVC hemorrágico, mas o consumo moderado, como uma taça de vinho por dia, pode ajudar na prevenção do AVC isquêmico e doenças do coração

AVC sempre deixa sequelas. MITO – Os pequenos AVCs, chamados de lacuna, não deixam sequelas instantaneamente, ocorrendo de modo silencioso. Entretanto, ocorrendo ao longo da vida, a repetição da ocorrência da doença pode causar perda de memória a longo prazo. “Se o tratamento for feito de maneira rápida, se a artéria foi recanalizada rapidamente, o paciente pode sair totalmente sem sequelas”, afirma Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN)

Sequelas do AVC são para vida toda. MITO – “Quanto mais jovem for o paciente, maior a chance de ele reverter as sequelas. Uma vez que você teve o AVC, neurônios acabam morrendo. Os jovens possuem uma neuroplasticidade que faz com que outros neurônios cubram a função dos que morreram, permitindo que o paciente se recupere em até 100%”, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. Segundo o especialista, há também casos de idoso que já se recuperaram, mas é mais recorrente em jovens.

Só se tem AVC uma vez na vida. MITO – Uma vez que você teve um AVC, há uma chance maior de se ter outro, alerta o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. “Toda vez que a gente fala em uma prevenção, falamos tanto da primária, que é para o indivíduo nunca ter a doença, e da secundária, que é o paciente que já teve o AVC e que deve se prevenir para não ter outro”, afirma. De acordo com Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), “quando o paciente tem AVC, a doença é um marcador de que o indivíduo é um doente de alto potencial”.

Diabético ou hipertenso têm mais chances de ter AVC. VERDADE – “Tanto o diabético quanto o hipertenso têm mais chances de ter doenças vasculares. E estas são as principais causas do AVC. Existem fatores de riscos não modificável e modificável. O primeiro é a idade e o sexo do paciente. O segundo, como já diz, é controlável. Então o paciente deve controlar bem a pressão, o diabetes, não fumar, praticar exercícios físicos etc.”

 

Fonte: Uol Saúde

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AVC em Idosos e Jovens

AVC em Idosos e Jovens

Só idosos têm AVC? Sequela é para sempre? O que você sabe sobre a doença?

Durante uma visita ao Brasil, o pai do cantor Michael Jackson sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico associado a um quadro de arritmia cardíaca. Joe Jackson ficou internado durante oito dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O empresário norte-americano foi vítima do tipo mais comum de AVC, que é quando uma artéria do cérebro entope. O outro tipo é o hemorrágico, conhecido como derrame, que é quando um vaso se rompe e extravasa sangue para o cérebro. De acordo com a coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Gisele Sampaio Silva, quando o paciente chega a uma unidade hospitalar dentro de 4h30 é possível tratá-lo com um medicamento chamado trombolítico, no caso do isquêmico, que desfaz o coágulo e normaliza o fluxo sanguíneo até o cérebro. Caso isto seja possível, a chance de se ter uma sequela diminui consideravelmente.

“Se o tratamento for feito de maneira rápida, se a artéria foi recanalizada rapidamente, o paciente pode sair totalmente sem sequelas”, diz a especialista.

Existem também os pequenos AVCs, chamados de lacuna, que podem ocorrer várias vezes sem que a pessoa perceba, explica o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama.

Este tipo da doença, a longo prazo, pode afetar a memória do paciente. O grande problema, segundo o especialista, é que as pessoas não se atentam aos sintomas e perdem tempo para iniciar o tratamento.”Os cinco principais sinais de que se está tendo um AVC são fraqueza de um lado do corpo, dormência de um lado do corpo, perda de visão súbita, dificuldade para falar e, por último, uma forte tontura”.

A doença não afeta exclusivamente pessoas idosas, apesar de ser mais comum em quem tem acima de 55 anos.

“Quando a gente fala em AVC em jovem, nós também apontamos casos em pessoas abaixo dos 55 anos. O fator mais comum em crianças são doenças genéticas. Já nos jovens, é a dissecção das artérias do pescoço, que é quando há uma lesão na parede do vaso que leva o sangue ao cérebro. Esta lesão pode ocorrer por causa de um trauma, por exemplo, como a batida de um carro”, diz Gama.

Entretanto, segundo Gama, os jovens possuem uma maior neuroplasticidade no cérebro, que faz com que outros neurônios cubram a função dos que morreram durante o AVC, fazendo com que o paciente se recupere em até 100%.

Segundo os especialistas, a melhor forma de se combater um AVC é a prevenção. Uma boa dieta, associada com exercícios físicos, o controle da pressão arterial, do diabetes, do colesterol e do triglicerídeo diminuem as chances de o indivíduo ter a doença. “Toda vez que a gente fala em uma prevenção, falamos tanto da primária, que é para o indivíduo nunca ter a doença, e da secundária, que é o paciente que já teve o AVC e que deve se prevenir para não ter outro”, afirma Gama.

Fonte: Uol Saúde

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Esclerose Múltipla

TAP Test

TAP TestO TAP TEST é um exame realizado em nosso serviço por uma equipe multiprofissional, formada por profissionais da área da neurologia, patologia clínica, neuropsicologia e neurofisioterapia. O teste tem como função principal auxiliar na confirmação diagnóstica e prognóstica da hidrocefalia de pressão normal. Quando este é positivo, reflete uma chance maior do paciente se beneficiar do tratamento cirúrgico de colocação da válvula. O exame consiste na realização de punção lombar, com a retirada de 30 a 50 mL de líquor. Antes da coleta são feitas duas avaliações: desempenho da marcha do paciente e exame neuropsicológico, medindo-se as capacidades cognitivas (funções cognitivas: memória, rapidez perceptivo-motora e habilidade viso-construtiva). Nos dois dias subsequentes à punção lombar, as mesmas avaliações são repetidas. No dia seguinte à coleta, as mesmas avaliações são repetidas. O resultado é positivo quando há melhora objetiva nas medidas de marcha e/ou cognitivas. O teste tem duas funções principais:

  • Confirma o diagnóstico de HPN.
  • Quando positivo, reflete uma maior chance do paciente se beneficiar do tratamento cirúrgico de colocação de válvula.

O que é o HPN?

A Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) é um tipo de demência que acomete homens e mulheres na terceira idade. Estudos epidemiológicos revelam que o Brasil registrará cerca de 11 mil novos casos por ano, devido ao crescimento da população idosa no país.  é uma síndrome caracterizada por déficit cognitivo, alteração da marcha e incontinência urinária associada a uma disfunção da circulação do líquor. Dois desses sintomas já sugerem fortemente o diagnóstico, e a tomografia do crânio ou ressonância magnética aumentam a suspeita diagnóstica quando se encontra dilatação dos ventrículos cerebrais. Caracterizada pelo acúmulo de volume do líquor – líquido cefalorraqueano (LCR) nas cavidades cerebrais chamadas de ventrículos, que pressiona o cérebro causando alterações neurológicas. a hidrocefalia é resultante de anomalias genéticas herdadas ou desordens desenvolvidas, podendo acometer também jovens vítimas de traumatismo cranioencefálico.

A Hidrocefalia de Pressão Normal pode ser confundida ou até mesmo associada com Alzheimer e Parkinson, devido à similaridade dos principais sintomas. O tratamento de escolha para a HPN é a colocação de uma válvula que permita uma redução do volume do líquor na cabeça. “Quando o resultado é positivo, ou seja, quando há melhora na capacidade de andar ou nas funções mentais previamente avaliadas, existe 76% de chance do paciente se beneficiar do tratamento cirúrgico, por isso a importância de sua realização”. Quando o Tap-Test é inconclusivo ou negativo, a orientação é repetir o teste após um mês. Se pela segunda vez for negativo, mas a suspeita clínico-imaginológica permanece sustentada, é indicado outro exame.

Em caso de dúvidas:

Entre em contato com o seu médico ou com o Laboratório CRM Liquor, tel: (11) 2373-3352.

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Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla é a doença neurológica desmielinizante, ou seja, uma patologia do sistema nervoso, na qual a bainha de mielina dos neurônios (membrana que envolve e isola as fibras nervosas responsáveis pela condução dos impulsos elétricos – no cérebro, medula espinhal e nervos ópticos) é danificada. Isso prejudica a condução de sinais nos nervos afetados, causando prejuízos na sensação, movimento, cognição e outras funções dependendo dos nervos envolvidos. Calcula-se que a doença afete cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo (segundo a Organização Mundial da Saúde). A Esclerose Múltipla recebe essa denominação por que nos locais em que há desmielinização, formam-se placas, tecidos endurecidos, semelhantes a cicatrizes (Esclerose). Essas placas podem aparecer em distintas áreas do cérebro e da medula espinhal (Múltipla). A causa da esclerose múltipla ainda é desconhecida. Suspeita-se que o paciente possa nascer com uma predisposição genética e que alguns outros fatores , como por exemplo, a exposição solar, uma deficiência imunológica e alguns tipos de vírus possam participar no desencadeamento da doença.

Em aproximadamente 85% dos pacientes o quadro clínico da Esclerose Múltipla se inicia sob a forma de um surto (sintomas neurológicos que duram no mínimo 24 horas) para em seguida tornar-se mais recorrente. A perda da mielina pode dificultar e, até mesmo, interromper a transmissão de impulsos provocando contínua dificuldade de andar, de equilíbrio e visual. Outros sintomas comuns são transtornos de humor, como depressão e ansiedade e ainda, a fadiga, com falta de energia para as atividades diárias. O diagnóstico da doença é baseado na história clínica relatada pelo paciente, em associação ao exame neurológico. Exames como a ressonância magnética do cérebro, e o exame de líquor são importantes para a efetiva confirmação do diagnóstico, afastando outras doenças com quadros similares.

O CRM Liquor® conta com uma estrutura completa, moderna, e de alta qualidade, desde a punção do líquor, até a análise, e liberação dos resultados obtidos. O laboratório conta ainda com uma equipe altamente especializada, composta por médicos com mais de 30 anos de experiência na coleta e Análise de Líquor.

Realizamos o Exame de Líquor em uma unidade exclusiva, garantindo total segurança e agilidade na liberação dos resultados, onde processamos todos os testes possíveis para o auxílio no diagnóstico da esclerose múltipla e outras patologias neuro imunológicas, tal como o estudo proteico completo ( Dosagens de proteínas e imunoglobulinas no sangue e no Liquor, Eletroforese de proteínas,  Índice de Barreira, Índice de imunoprodução intratecal de IgG, e a Pesquisa de Bandas Oligoclonais por Isoeletro Focalização )

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doença de alzheimer

Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é a mais freqüente doença neurodegenerativa na espécie humana. Trata-se de uma doença que acarreta alterações do funcionamento cognitivo (memória, linguagem, planejamento, habilidades visuais-espaciais) e muitas vezes também do comportamento (apatia, agitação, agressividade, delírios, entre outros), que limitam progressivamente a pessoa nas suas atividades da vida diária, sejam profissionais, sociais, de lazer ou mesmo domésticas e de auto-cuidado. O quadro clínico descrito caracteriza o que em Medicina é denominado “demência”.

 A doença de Alzheimer manifesta-se através de uma demência progressiva, isto é, que aumenta em sua gravidade com o tempo. Os sintomas iniciam lentamente e se intensificam ao longo dos meses e anos subseqüentes. Muitos sintomas não ocorrem no início, mas surgem ao longo da evolução da doença.

Sintomas da doença de Alzheimer

Na grande maioria dos casos o primeiro sintoma é a perda de memória para fatos recentes. É importante salientar que esta perda de memória deve representar um declínio em relação ao funcionamento anterior e que também deve ser de intensidade suficiente para interferir com o desempenho do indivíduo em suas atividades diárias. Ou seja, uma perda de memória leve e ocasional não deve ser valorizada da mesma forma.

  • Perda progressiva da memória, principalmente para eventos recentes;
  • Dificuldade de linguagem, tanto para compreender quanto para expressar-se (ex., dificuldade para encontrar palavras);
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais;
  • Dificuldade de planejamento;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Dificuldade de raciocínio, juízo e crítica;
  • Em fases mais avançadas, dificuldade para lembrar-se de familiares e de amigos e para reconhecê-los;
  • Depressão;
  • Apatia;
  • Ansiedade;
  • Agitação, inquietação, às vezes, agressividade; muitas vezes com piora no final do dia;
  • Problemas de sono: troca o dia pela noite;
  • Delírios (pensamentos anormais, idéias de ciúme, perseguição, roubo, etc.);
  • Alucinações (alterações do pensamento e dos sentidos, como ver coisas que não existem);
  • Problemas motores, nas fases avançadas: dificuldade de locomoção, etc.;
  • Perda do controle das necessidades fisiológicas, nas fases avançadas
  • Dificuldade para deglutição, nas fases avançadas.

Prevenção contra a doença de Alzheimer

Há medidas gerais que ajudam a preservar a saúde mental e que diminuem o risco de a pessoa ter doença de Alzheimer.

  • Atividade mental regular e diversificada;
  • Atividade física regular;
  • Boa alimentação;
  • Bom sono;
  • Lazer;
  • Evitar maus hábitos: não fumar, beber com moderação;
  • Cuidados com a saúde física geral: tomar os medicamentos corretamente, ir ao médico regularmente.

Quando devo procurar o médico, ou levar meu familiar?

Os 10 sinais de alerta para doença de Alzheimer são:

  • Problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho;
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais;
  • Dificuldade para comunicar-se;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Diminuição da capacidade de juízo e de crítica;
  • Dificuldade de raciocínio;
  • Colocar coisas no lugar errado, muito freqüentemente;
  • Alterações freqüentes do humor e do comportamento;
  • Mudanças na personalidade;
  • Perda da iniciativa para fazer as coisas.

Diagnóstico da doença de Alzheimer

Não há, até o momento, nenhum método que isoladamente permita o diagnóstico de doença de Alzheimer com absoluta precisão. Avanços substanciais têm ocorrido nesta área, com alguns exames mais específicos e promissores em fase de pesquisa. No entanto, o diagnóstico ainda é feito pela identificação de quadro clínico característico e pela exclusão de outras causas de demência, por meio dos exames complementares (laboratoriais e de imagem).

Quando é seguido roteiro diagnóstico apropriado, baseado em recomendações e consensos internacionais e também nacionais, a identificação da doença fica em torno de 85% nas fases iniciais, aumentando de forma expressiva com o acompanhamento do paciente. Alguns casos, no entanto, podem apresentar manifestações clínicas atípicas ou, em fases muito iniciais, oferecer maiores dificuldades para sua correta identificação, necessitando de avaliação mais especializada.

É muito importante o diagnóstico ser feito o mais cedo possível, porque, nas fases iniciais da doença, o médico tem melhores condições de intervir em benefício da pessoa com doença de Alzheimer.

Ref : ABN  Doença de Alzheimer para leigos

CRM Liquor no diagnóstico de Doença de Alheimer

O CRM Liquor é um laboratório especializado em liquido cefalorraquiano ( Liquor ) . Possui equipe médica altamente especializada e infraestrutura completa para todas as análises laboratoriais no Liquor. No caso específico da Doença de Alzheimer , somos um dos poucos laboratórios a realizar em sua própria estrutura técnica  as dosagens de Biomarcadores da Doença de Alzheimer ( beta amiloide 1-42 e proteína TAU ) que podem auxiliar na investigação da Doença de Alzheimer.

www.crmliquor.com.br

Telefones : ( 11 )2373-3352 ou 2373-3392

Celular : (11 ) 96327-6867

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Hidrocefalia de Pressão Normal

Hidrocefalia de Pressão Normal

A Hidrocefalia de Pressão Normal é uma doença ou patologia que acomete homens e mulheres na terceira idade. Caracterizada pelo acumulo do volume de líquor – líquido cefalorraquiano (LCR) nas cavidades cerebrais chamadas de ventrículos, que pressiona o cérebro causando alterações neurológicas.

A hidrocefalia é resultante de anomalias genéticas herdadas, ou desordens desenvolvidas, podendo acometer também jovens, pacientes de traumatismo crânio encefálicos e aparecer após outras patologias neurológicas. Uma estimativa recente revela que o Brasil irá registrar cerca de 10 mil novos casos por ano, devido ao contínuo crescimento da população idosa no país. Alterações cognitivas, ou neuropsicológicas se apresentam na maioria dos casos destes pacientes.

As mais típicas são a lentidão no processamento cognitivo, e nas respostas motoras, com prejuízo da memória de longo prazo, e das funções executivas (flexibilidade mental, planejamento de ações). Existe a possibilidade de reversão, mesmo que parcial, do quadro clínico com a diminuição da pressão no sistema do líquor, para isso deve ser realizada uma punção lombar com retirada de 30 a 40 ml do líquido cefalorraquiano.

Nos pacientes que respondem positivamente a esse procedimento, com declínio dos sintomas (alteração de marcha, comportamento e incontinência urinária), após a punção, há a indicação da Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP), ou seja, um procedimento cirúrgico que estabelece uma comunicação entre os ventrículos cerebrais e o peritônio (membrana que recobre a parede abdominal) por meio de um cateter. Isso irá implicar no desvio do líquido cefalorraquidiano para a cavidade abdominal, e assim, baixar a pressão no sistema do líquor.

TAP Test

Busca auxiliar no diagnóstico da Hidrocefalia de Pressão Normal, onde uma equipe multidisciplinar que atua no Teste Terapêutico de Punção Lombar (TAP Test), realiza análises psicomotoras nos pacientes. A avaliação neuropsicológica quantifica objetivamente o desempenho do paciente em tarefas cognitivas através do estabelecimento de medidas individuais, e da comparação com as médias de desempenho da população nas diversas faixas etárias, podendo assim indicar o padrão de normalidade, ou o prejuízo do desempenho, nas esferas cognitivas avaliadas.

Etapas do TAP Test (Teste Ambulatorial realizado em 01 dia).

  • 1° parte: Avaliação Neuropsicológica e Avaliação de Marcha no Laboratório de Marcha.
  • 2° parte: Coleta de Líquor Cefalorraquidiano.
  • 3° parte: Reavaliação Neuropsicológica e de Marcha.

Para a realização do TAP Test o CRM Líquor conta com uma completa estrutura altamente modernizada, trazendo extrema qualidade, desde a Punção Liquórica para análise, até a liberação dos resultados obtidos, com uma equipe totalmente especializada, composta por médicos com mais de 30 anos de experiência em líquor. Realizamos todos os exames em nossa própria unidade (in house) garantindo segurança na liberação, e agilidade em seus processos, disponibilizando nos laudos todos os dados precisos para o fechamento do diagnóstico.

*Obs: Pode-se associar à Punção Lombar, a dosagem de biomarcadores para Alzheimer para um diagnóstico mais completo do paciente.

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Distonia causa Espasmos, mas é diferente do Tique Nervoso

A distonia é uma doença neurológica ainda pouco conhecida, mas que acomete cerca de 65 mil brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. Seu portador, na verdade, precisa aprender a conviver com movimentos involuntários — resultados de uma contração muscular muito forte — que causam dor, deformação do membro atingido e incapacidade funcional. O problema pode afetar qualquer área do corpo, como mãos, pernas e até olhos e cordas vocais.

A falta de diagnósticos ocorre com frequência, e é comum o paciente passar de médico em médico durante anos e ainda assim receber diagnósticos errados, inclusive de tique nervoso.

Segundo a dra. Elizabeth Quagliato, neurologista e docente da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), em 2/3 dos casos de distonia não é possível identificar nenhum fator desencadeante ou causa. Ainda assim, na chamada distonia primária, uma condição na qual a distonia é o único sintoma, a questão hereditária tem grande relevância e os sinais da doença costumam aparecer ainda na infância. Os demais casos são chamados de distonia secundária, e podem ser ocasionados por a um AVC, transtornos metabólicos ou até uso de drogas. “Por suas características, a distonia muitas vezes é confundida com tiques nervosos. A diferença é que os tiques são parcialmente controlados pela vontade do indivíduo, enquanto os movimentos provocados pela distonia não.”

Sem contar que o portador da distonia é obrigado a conviver com o problema durante todo período em que está acordado. Em algumas situações específicas que podem envolver algum grau de estresse, as contrações podem se acentuar. “Por exemplo, alguns indivíduos que têm uma distonia caracterizada pelo fechamento involuntário dos olhos, denominada blefaroespasmo, acabam sofrendo um pouco mais quando expostos a muita claridade”, explica a neurologista.

A distonia costuma acometer somente uma região do corpo. Em casos mais raros e que se iniciam na infância, a doença pode progredir até o indivíduo ficar completamente imobilizado. Um caso conhecido de distonia é o do maestro João Carlos Martins, cujas  mãos costumavam ficar completamente travadas e impossibilitadas de realizar qualquer movimento.

Até o início dos anos 1990, os recursos terapêuticos para tratar a doença eram escassos. De lá para cá, nos quadros generalizados a distonia pode ser tratada com medicamentos chamados anticolinérgicos. Nas formas focais, ou seja, quando a doença atinge apenas uma região, faz-se aplicação de toxina botulínica tipo A (a mesma usada em procedimentos estéticos) diretamente no músculo acometido para inibir a contração involuntária. Além disso, a substância ajuda a diminuir a dor e devolve a possibilidade de recuperar movimentos antes limitados.

“O paciente faz a aplicação a cada quatro meses e um mapeamento para saber quais músculos receberão o medicamento. O procedimento é bem rápido e dura aproximadamente três minutos. Depois a pessoa consegue ter uma vida normal, porque os músculos ficam relaxados e passam a não contrair mais de maneira involuntária”, diz a Dra. Quagliato.

O SUS fornece o tratamento com toxina botulínica tipo A gratuitamente. Diversos centros de excelência espalhados pelo país, como o Hospital das Clínicas e o Hospital São Paulo, na capital paulista, oferecem a aplicação.

Fonte: drauziovarella.com.br

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Hidrocefalia

Hidrocefalia

A hidrocefalia pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum nas crianças e nos idosos.

Hidrocefalia (hidro = água + céfalo = cabeça) é uma condição que se caracteriza pelo acúmulo do líquido cefalorraquidiano (LCR) nos ventrículos cerebrais (cavidades intercomunicantes localizadas em áreas do encéfalo) e no espaço subaracnoide entre as membranas aracnoide e pia-mater das meninges. Esse acúmulo pode ser causado por um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção do líquido cefalorraquidiano ou por algum tipo de obstrução que impeça sua circulação e drenagem. O fato é que o excesso retido faz os ventrículos cerebrais dilatarem, o que pode provocar compressão e danos nas estruturas encefálicas.

Líquido cefalorraquidiano: o que é?

O sistema nervoso central (SNC) é constituído pelo encéfalo (cérebro, bulbo e cerebelo) e pela medula espinhal. Essas estruturas são banhadas pelo líquido cefalorraquidiano (LCR), uma solução estéril produzida continuamente pelos vasos capilares do plexo coroide localizado nos ventrículos cerebrais (são quatro ao todo: dois laterais, o terceiro e o quarto ventrículo). Ele age como elemento de proteção dos centros nervosos, uma vez que amortece o impacto de choques contra o encéfalo e a medula espinhal. Está também entre suas funções transportar nutrientes essenciais para o cérebro, remover os resíduos metabólicos e manter a pressão intracraniana em níveis ideais.

Também conhecido por líquor ou fluido cerebroespinhal, o LCR circula por uma rede de canais existentes no sistema nervoso central e é absorvido pela corrente sanguínea de tal modo que sua renovação completa ocorre de duas a três vezes por dia.

Causas

A hidrocefalia pode ser congênita ou adquirida.

A forma congênita está presente no nascimento, mas pode ser identificada dentro do útero materno ou manifestar-se apenas ao longo dos primeiros meses de vida. Apesar de nem sempre ser possível determinar a causa exata do distúrbio, é certo que estão envolvidos fatores genéticos e hereditários, assim como a ocorrência de doenças infecciosas (toxoplasmose, citomegalovirusrubéola, sífilis, meningite, etc.), e o uso de drogas (cocaína, por exemplo) durante a gestação.  A espinha bífida (mielomeningocele), má-formação da medula espinhal e das estruturas que a protegem, é causa frequente da hidrocefalia congênita. Bebês prematuros e de baixo peso ao nascer também correm risco maior de apresentar a enfermidade.

A forma adquirida pode manifestar-se em qualquer idade e ser causada por infecções e tumores cerebrais, traumatismos cranianos, hemorragias ou AVC, por exemplo. Outra causa possível é a neurocistecercose, infecção provocada pela larva da Taenia solium, verme parasita do porco, que tem no homem o hospedeiro final. Esse verme, conhecido popularmente por solitária, pode atacar o cérebro e espalhar-se pela medula espinhal, acarretando sequelas neurológicas potencialmente mortais.

Classificação

A hdrocefalia pode ser classificada de acordo com a causa do distúrbio:

  • Hidrocefalia obstrutiva ou não comunicativa – quando há um bloqueio no sistema ventricular que impede a circulação do líquido cefalorraquidiano pelo encéfalo e medula espinhal. O estreitamento do canal que liga o terceiro ao quarto ventrículo cerebral (estenose do aqueduto de Sylvius) é a causa mais comum da hidrocefalia congênita.
  • Hidrocefalia não obstrutiva ou comunicativa – o LCR circula livremente. No entanto, a reabsorção na corrente sanguínea pode não ocorrer na proporção adequada ou, num número menor de casos, a produção do fluido é excessiva. Sangramentos intracranianos no espaço subaracnoide são causa frequente desse tipo de hidrocefalia.
  • Hidrocefalia de pressão normal idiopática (HPNI) – sem causa definida, é mais comum nos idosos. O líquido cefalorradiquiano, que não é reabsorvido, fica retido nos ventrículos cerebrais que aumentam de tamanho e comprimem as estruturas encefálicas sem alterar os níveis da pressão intracraniana.

Sintomas

Os sintomas da hidrocefalia variam de acordo com a faixa de idade que se manifestam:

  • Em recém-nascidos e bebês
  1. Crescimento rápido da cabeça e alteração do formato do crânio como resultado do acúmulo de líquido nos ventrículos;
  2. Fontanela (moleira) dilatada, quando os ossos do crânio ainda não se soldaram;
  3. “Olhar de sol poente” (olhos voltados para baixo);
  4. Couro cabeludo retesado;
  5. Irritabilidade;
  6. Sonolência;
  7. Atraso no desenvolvimento psicomotor.
  • Crianças maiores, adolescentes e adultos jovens
  1. Dor de cabeça;
  2. Perda de coordenação, do equilíbrio e de outras habilidades já anteriormente adquiridas;
  3. Náuseas e vômitos;
  4. Inapetência;
  5. Sonolência excessiva;
  6. Desatenção, irritabilidade;
  7. Queda no desempenho escolar;
  8. Convulsões.
  • Idosos
  1. Demência ou declínio mental, com perda progressiva da memória;
  2. Instabilidade para caminhar e lentidão de movimentos;
  3. Dificuldade para reter urina e urgência frequente para urinar.


Diagnóstico

A hidrocefalia congênita pode ser diagnosticada quando a gestante realiza os exames de ultrassom de rotina durante o acompanhamento pré-natal. O mais comum, porém, é o diagnóstico ocorrer depois do nascimento, na infância ou mais tarde na vida, quando alguns sintomas característicos da doença começam a chamar a atenção.

Além dos sinais físicos, o médico leva em consideração a história clínica do paciente e o resultado da avaliação neurológica. Exames de imagem, como o ultrassom convencional e o transfontanelar, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética são úteis para confirmar o diagnóstico, porque permitem visualizar os ventrículos cerebrais dilatados.

É fundamental destacar que, quanto antes o diagnóstico for feito, menor será o risco de ocorrerem danos cerebrais.

Tratamento

Quando possível, o tratamento da hidrocefalia deve voltar-se para a correção do distúrbio que está provocando o acúmulo de LCR, seja ele um tumor ou uma doença infecciosa, por exemplo. Em casos leves e de progressão lenta, podem ser introduzidos medicamentos que ajudam a reduzir a produção do líquido e a manter a pressão intracraniana em níveis adequados, mas têm a incoveniência de provocar efeitos colaterais adversos.

Na maior parte dos quadros de hidrocefalia, porém, o tratamento é cirúrgico. A técnica mais utilizada é a derivação ventriculoperitoneal (DVP) que, basicamente, consiste em aliviar a pressão intracraniana desviando o excesso de líquor contido no ventrículo cerebral para a cavidade abdominal. Para tanto, é intoduzida a extremidade de um cateter ao qual está conectada uma válvula que controla o fluxo do líquor nos ventrículos cerebrais. Passando por baixo da pele do pescoço e do tórax, a outra extremidade alcança a cavidade abdominal para onde o excedente de líquido é drenado. Outras intervenções podem ser indicadas no tratamento da hidrocefalia. Um exemplo é a terceiro-ventriculostomia endoscópica, procedimento neurocirúrgico minimamente invasivo utilizado no tratamento da hidrocefalia obstrutiva. Por via endoscópica, o cirurgião abre um espaço no assoalho do terceiro ventrículo, que facilita a saida do LCR represado.

Até o momento, a grande conquista no tratamento da hidrocefalia congênita,  sem causa genética ou provocada por doenças infecciosas, é a possibilidade de intervir durante a gestação, de duas maneiras: puncionando o excesso de líquido acumulado dentro do ventrículo do feto ou introduzindo um cateter que desvia o excesso para ser absorvido pelo líquido amniótico. Assim que o bebê nasce, o cateter é substituído  pelo sistema de derivação.

Existe, ainda, um exame chamado Tap test importante para encaminhar o tratamento. Ele é indicado para os casos de hidrocefalia com pressão normal e tem como objetivo avaliar a possibilidade de melhora dos sintomas neurológicos, se o implante do sistema de derivação ventriculoperitonial for realizado.

Recomendações

Infelizmente, a hidrocefalia ainda não tem cura. No entanto, se pouco ou nada se pode fazer contra as alterações cromossômicas responsáveis pelo aparecimento da doença congênita, nos outros casos, existem fatores de risco que podem ser evitados com alguns cuidados bastante simples. Veja algumas sugestões:

  • Use capacete de proteção apropriado para a prática de esportes que você curte, ou quando for andar de bicicleta, skate ou moto. Não invente desculpas para não utilizar o cinto de segurança mesmo que o percurso seja curto. Transporte bebês e crianças pequenas em equipamentos que respeitem as normas de segurança. Traumatismos cranianos e hemorragias cerebrais são fatores de risco que podem estar correlacionados com casos de hidrocefalia adquirida;
  • Procure o ginecologista, se está nos planos do casal engravidar. Talvez seja necessário atualizar o calendário de vacinas. Certifique-se de que tomou a vacina contra meningite meningocócica, inclusive as doses de reforço. Meningite é uma causa comum de hidrocefalia.  Além disso, tomar ácido fólico antes e durante a gestação é uma providência importante para evitar a espinha bífida na criança, um defeito no fechamento do tubo neural;
  • Cuide da alimentação. Não coma carne de porco crua, mal passada ou de procedência desconhecida para evitar que um parasita do porco danifique seu sistema nervoso central.

Font: drauziovarella.com.br

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