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AVC em Idosos e Jovens Mitos e Verdades

AVC em Idosos e Jovens – Mitos e Verdades

AVC em Idosos e Jovens Mitos e Verdades

As chances de ter AVC é maior para homens do que para mulheres. PARCIALMENTE VERDADE – “Sabe-se que ser do sexo masculino é um fator de risco para se ter AVC. No entanto, pela expectativa maior de vida, a mulher acaba tendo mais chances de se ter AVC, já que o risco da doença também aumenta com a idade do indivíduo, sobretudo acima dos 55 anos”, segundo Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares.

Estresse pode provocar AVC. PARCIALMENTE VERDADE – O sintoma “estresse” não leva ao AVC de forma direta. “O AVC é uma doença cardiovascular, uma doença de vasos, e o estresse leva a uma descarga de adrenalina muito grande ao corpo e faz com que o corpo fique mais propenso a arritmias, ao aumento da pressão arterial, e estes são os fatores de risco para o AVC. Então, uma pessoa muito estressada pode ficar mais hipertensa, e isso sim pode levar ao AVC”, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama

Crianças e jovens não têm chances de sofrer AVC. MITO – O AVC em crianças e jovens é mais comum do que se imagina, de acordo com o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. “Quando a gente fala em AVC em jovem estão inclusos os casos em pessoas abaixo dos 55 anos. O fator mais comum em crianças são doenças genéticas. Já nos jovens, é a dissecção das artérias do pescoço, que é quando há uma lesão na parede do vaso que leva o sangue ao cérebro. Esta lesão pode ocorrer por causa de um trauma, por exemplo, como a batida de um carro”.

AVC não apresenta sinais antes de ocorrer. PARCIALMENTE VERDADE – Existem pequenos AVCs, chamado de lacuna, que podem ocorrer várias vezes sem que a pessoa perceba, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. Este tipo da doença, a longo prazo, pode afetar a memória do paciente. O grande problema, segundo o especialista, é que as pessoas não se atentam aos sintomas e perdem tempo para iniciar o tratamento. “Os cinco principais sintomas são fraqueza de um lado do corpo, dormência de um lado do corpo, perda de visão súbita, dificuldade para falar e, por último, uma forte tontura”.

Se eu tiver um hábito alimentar saudável, com pouca gordura animal, não terei AVC. PARCIALMENTE VERDADE – “O que faz evitar a doença vascular e cardiovascular é um cuidado geral com a saúde. A dieta é um dos pilares deste cuidado. Se você tiver hipertensão e não tratar, mesmo tendo uma dieta saudável há o risco de se ter AVC”, afirma Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

Consumir álcool aumenta as chances de se ter AVC. PARCIALMENTE VERDADE – “O problema do álcool é que ele não vem sozinho. Ele é acompanhado de hábitos e estilo de vida não saudáveis que aumentam as chances de se ter um AVC”, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. De acordo com Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), o álcool em excesso aumenta a chance de se ter AVC hemorrágico, mas o consumo moderado, como uma taça de vinho por dia, pode ajudar na prevenção do AVC isquêmico e doenças do coração

AVC sempre deixa sequelas. MITO – Os pequenos AVCs, chamados de lacuna, não deixam sequelas instantaneamente, ocorrendo de modo silencioso. Entretanto, ocorrendo ao longo da vida, a repetição da ocorrência da doença pode causar perda de memória a longo prazo. “Se o tratamento for feito de maneira rápida, se a artéria foi recanalizada rapidamente, o paciente pode sair totalmente sem sequelas”, afirma Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN)

Sequelas do AVC são para vida toda. MITO – “Quanto mais jovem for o paciente, maior a chance de ele reverter as sequelas. Uma vez que você teve o AVC, neurônios acabam morrendo. Os jovens possuem uma neuroplasticidade que faz com que outros neurônios cubram a função dos que morreram, permitindo que o paciente se recupere em até 100%”, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. Segundo o especialista, há também casos de idoso que já se recuperaram, mas é mais recorrente em jovens.

Só se tem AVC uma vez na vida. MITO – Uma vez que você teve um AVC, há uma chance maior de se ter outro, alerta o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. “Toda vez que a gente fala em uma prevenção, falamos tanto da primária, que é para o indivíduo nunca ter a doença, e da secundária, que é o paciente que já teve o AVC e que deve se prevenir para não ter outro”, afirma. De acordo com Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), “quando o paciente tem AVC, a doença é um marcador de que o indivíduo é um doente de alto potencial”.

Diabético ou hipertenso têm mais chances de ter AVC. VERDADE – “Tanto o diabético quanto o hipertenso têm mais chances de ter doenças vasculares. E estas são as principais causas do AVC. Existem fatores de riscos não modificável e modificável. O primeiro é a idade e o sexo do paciente. O segundo, como já diz, é controlável. Então o paciente deve controlar bem a pressão, o diabetes, não fumar, praticar exercícios físicos etc.”

 

Fonte: Uol Saúde

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