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Crescem as evidências de que o Alzheimer pode ser transmissível

Um novo estudo realizado por pesquisadores suíços e austríacos lançou a hipótese de uma possível forma de transmissão da doença: por meio de cirurgia

A doença de Alzheimer pode ser transmitida durante alguns procedimentos médicos, como cirurgia, de acordo com os resultados de um estudo publicado nesta terça-feira, no periódico científico Swiss Medical Daily. No estudo, foram encontrados sinais de Alzheimer no cérebro de sete pacientes que haviam morrido de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma encefalopatia espongiforme transmissível de caráter neurodegenerativo que acomete os humanos e não tem cura. As informações são da revista científica Nature.

Os pesquisadores suíços e austríacos realizaram autópsias no cérebro das sete pessoas que haviam morrido em decorrência da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Esses pacientes foram infectadas com a rara condição décadas antes de morrerem, após receberem enxertos cirúrgicos de dura-máter (membrana que cobre o cérebro e a medula espinhal). Estes enxertos, preparados a partir de cadáveres humanos, estavam contaminados com a proteína príon que causa a doença.

Além dos danos causados pelos príons da DCJ, cinco dos sete cérebros examinados apresentavam placas de proteína beta-amiloide, associada ao Alzheimer, na matéria cinzenta do cérebro e nos vasos sanguíneos. De acordo com os cientistas, os pacientes, com idades entre 28 e 63 anos, eram muito jovens para terem desenvolvido essas placas. No grupo de controle, composto por 21 pessoas que haviam morrido de DCJ, mas que não haviam realizado enxertos cirúrgicos de dura-máter, não foram encontrados estes depósitos de proteína.

Para os autores, é possível que, além dos príons que causam a doença de Creutzfeldt-Jakob, as dura-máter transplantadas pudessem estar contaminadas com pequenos pedaços de beta-amiloide. As doenças têm longos períodos de incubação. Mas, enquanto a DCJ progride rapidamente, o Alzheimer se desenvolve lentamente, por isso nenhum dos pacientes tinha apresentado sintomas claros de Alzheimer antes de suas mortes.

Evidências anteriores – Esta é a segunda vez que um estudo sugere que o Alzheimer pode ser transmitido por meio de procedimentos médicos. Em setembro de 2014, um trabalho publicado na Nature havia sugerido que o Alzheimer poderia ser transmitido por meio de um tratamento para crescer que utilizava injeções de hormônio de crescimento retirado da hipófise de cadáveres humanos.

Os oito pacientes então avaliados também eram relativamente jovens (entre 36 e 51 anos) e haviam morrido da doença de Creutzfeldt-Jakob após receberem estas injeções. Como no estudo atual, os pesquisadores da University College de Londres, na Inglaterra, encontraram um acúmulo incomum de proteína beta-amiloide no cérebro de seis destes pacientes.

“Nossos resultados são consistentes. O fato de que o novo estudo mostra a mesma patologia emergente após um procedimento completamente diferente aumenta a nossa preocupação”, disse o neurologista John Collinge, coautor do estudo, à Nature.

Os autores ressaltam que o Alzheimer não é uma doença infecciosa e por isso não há risco de ser transmitida pelo contato humano. Os tratamentos médicos com material provenientes de cadáveres que levaram à morte dos indivíduos dos estudos também não são mais realizados atualmente.

Entretanto, estas descobertas são importantes para a classe médica, principalmente no que diz respeito à esterilização de materiais cirúrgicos. Por exemplo, as proteínas beta-amiloides são extremamente pegajosas e os procedimentos de esterilização padrão da cirurgia geral não são capazes de removê-la dos instrumentos, o que pode ser um risco potencial.

“É nosso trabalho como médicos ver de antemão o que pode se tornar um problema na clínica”, disse Herbert Budka, coautor do estudo.

Apesar dos resultados, os cientistas afirmam que ainda não é possível afirmar que a beta-amiloide pode ser transmitida por procedimentos médicos ou instrumentos cirúrgicos e, por isso, são necessários mais estudos sistemáticos em organismos modelo.

Font: Veja.com

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Pesquisa internacional revela falta de conhecimento sobre a Meningite e suas consequências

Acaba de ser divulgada uma pesquisa internacional, conduzida pela GSK, que revela a falta de conhecimento que pais e mães têm sobre a doença meningocócica e suas potenciais consequências.

Acaba de ser divulgada uma pesquisa internacional, conduzida pela GSK, que revela a falta de conhecimento que pais e mães têm sobre a doença meningocócica e suas potenciais consequências. Quase sete em cada dez responsáveis disseram que não sabem o suficiente sobre os diferentes sorogrupos da meningite e sequelas que a doença pode causar. Em média, mais da metade dos responsáveis não sabiam ou não tinham certeza de que existem diferentes tipos de bactérias que causam a meningite.
A pesquisa com 5.000 responsáveis no Brasil, Canadá, Alemanha, Itália e Portugal também mostra que, de uma lista de 14 doenças com prevenção através da vacinação, a doença meningocócica é considerada pelos responsáveis como a de maior risco à saúde dos filhos.1 A meningite foi considerada a doença mais grave por 57% dos entrevistados, seguida pela Hepatite B (34%), doença pneumocócica (27%), poliomielite (25%), tétano (20%) e coqueluche (17%).1

Uma doença súbita, potencialmente fatal, a doença meningocócica mata em média uma pessoa a cada oito minutos no mundo.2 Tipicamente, ela se manifesta como meningite bacteriana – uma infecção da membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal; ou sépsis – uma infecção da corrente sanguínea. A doença tem rápida evolução e pode levar à morte entre 24 e 48 horas desde os sintomas iniciais;3 até uma em cada 10 pessoas infectadas pode morrer.4

É impossível prever quem poderá contrair a doença meningocócica. Dentre as formas de prevenção estão: lavar as mãos frequentemente, evitar compartilhar alimentos, bebidas, pratos, copos e talheres, e a vacinação. Cinco dos seis principais sorogrupos da meningite podem ser prevenidos através da vacinação5, no entanto, mais da metade dos responsáveis não sabem quais vacinas contra a doença estão disponíveis nos programas de vacinação de seu país. Mais de um terço dos responsáveis disseram que contam com terceiros – profissionais de saúde ou o governo – para se assegurar de que os filhos estão em dia com a vacinação.1

“Os sintomas iniciais da meningite são inespecíficos. Isso torna ainda mais crítico que pais e mães conheçam os sinais e sintomas da doença”, afirma Dr. Felipe Lorenzato, da GSK. “O resultado desta pesquisa confirma a necessidade de informar melhor pais e mães sobre os diferentes tipos da doença e formas de prevenção para protegerem os filhos. ”

 

Principais resultados da pesquisa por país

Os resultados foram similares entre os grupos de responsáveis nos cinco países, mas algumas estatísticas se destacaram:

• De uma lista de 14 vacinas com prevenção através da vacinação, a doença meningocócica foi considerada a de mais alto risco para as crianças por 72% dos responsáveis em Portugal e 68% dos responsáveis na Itália

•  56% dos responsáveis no Canadá disseram que não sabiam que há diferentes sorogrupos da doença meningocócica

•  Aproximadamente um terço dos responsáveis no Canadá e na Alemanha disseram não ter certeza sobre as formas mais comuns de contágio

• No Brasil, 60% dos responsáveis afirmaram que obtém informação sobre vacinação através de campanhas de conscientização ou via imprensa, enquanto que 68% dos responsáveis em Portugal disseram que profissionais de saúde são a principal fonte de informação

 

Pais e Mães querem saber mais

Apesar de sua falta de conhecimento, os responsáveis afirmaram que gostariam de ter mais informações dos profissionais de saúde sobre como proteger os filhos da doença meningocócica. A maioria dos entrevistados disse que deveriam ser informados sobre as vacinas que não fazem parte da rotina de imunização de programas nacionais e estariam dispostos a falar sobre isso com os profissionais de saúde. Nove em cada dez responsáveis disseram que estes profissionais devem informá-los sobre todas as vacinas de prevenção a doenças.

“Mesmo sendo uma doença rara, as consequências da meningite são representativas para o paciente, sua família e o sistema de saúde como um todo”, afirma Thomas Breuer, chefe medico de vacinas da GSK. “A melhor defesa contra uma doença agressiva que oferece pouco tempo para intervenção é a vacinação. ”

 

Pesquisa marca o lançamento da campanha “Vença a Meningite”

Os dados da pesquisa marcam o lançamento da nova campanha de conscientização da GSK, “Vença a Meningite”, que visa ajudar pais e mães a conhecer mais sobre todos os tipos de doença meningocócica e as medidas que podem ser tomadas para protegerem os filhos das sequelas potencialmente devastadoras.

A campanha está associada aos jogos paralímpicos 2016. A atletas paralímpicos que sobreviveram à meningite se uniram à mundialmente renomada fotógrafa e defensora global pela infância, Anne Geddes, que dedicou sua carreira a causas relacionadas à saúde infantil, incluindo a vacinação. Através de sua narrativa visual única, Geddes vai fotografar diversos atletas paraolímpicos com bebês, uma representação positiva do esforço de proteger as crianças da meningite. Vença a Meningite também conta com o apoio da Confederação Global de Organizações de Meningite (CoMo).

 

Sobre a Pesquisa

A pesquisa Vença a Meningite foi conduzida pelo instituto Ipsos MORI, encomendada pela GSK. Ela foi realizada entre fevereiro e março de 2016, via questionário online endereçado a pais e mães, com amostra de 5.000 entrevistados, de cinco países em três continentes: Brasil, Canadá, Alemanha, Itália e Portugal1.

Foram entrevistados 1.000 responsáveis de cada país. O critério para seleção dos entrevistados era terem ao menos um filho com idade de até quatro anos e participarem das decisões sobre a saúde dos filhos, por exemplo, que vacinas infantis já tinham sido, ou seriam aplicadas. Pais e mães foram incluídos na pesquisa na razão 2:1 e um mínimo de 150 responsáveis em cada país tinham que ter filhos com idade abaixo dos seis meses.

Fonte: onortao.com.br

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Alzheimer

Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Estudo da Universidade de Montreal mostra que esse sintoma aparece na fase inicial da enfermidade

Tudo começa com esquecer onde estão as chaves ou quem telefonou. Depois, o senso de orientação e as lembranças vão sendo afetados, e se termina na dependência total de outra pessoa para realizar atividades comuns, como comer ou tomar banho. O mal de Alzheimer é uma alteração neurodegenerativa geralmente conhecida pelos problemas associados à perda de memória em curto e longo prazo. As pessoas que padecem da doença não são capazes de recordar nenhuma de suas experiências ao longo da vida e deixam de reconhecer os entes queridos, o que dificulta as relações com os familiares.

Um estudo recente demonstrou que a perda de memória e a capacidade de percepção visual dos rostos não se manifestam só na fase severa da doença, mas alguns sintomas já são observados em sua etapa prematura. Isso explicaria por que essas pessoas deixam de reconhecer os filhos, cônjuges ou amigos. Nessa pesquisa da Universidade de Montreal, Canadá, são comparados os resultados de 25 pessoas afetadas e os de 23 idosos sem nenhum tipo de problema neuronal. Os participantes foram submetidos ao Teste de Reconhecimento Facial de Benton (BFRT, nas siglas em inglês), provas adotadas por neurologistas e neuropsicólogos para determinar as habilidades de reconhecimento facial. O procedimento é simples: é apresentada uma série de rostos e objetos comuns, neste caso, carros em diferentes posições, e a pessoa deve indicar quais imagens são iguais.

Os resultados revelaram que as pessoas com Alzheimer processam de forma menos eficaz os rostos em posição normal do que os invertidos e os carros. “O reconhecimento de rostos invertidos depende de técnicas de estratégia local (observar os olhos, o nariz e a boca de forma individual), enquanto que nós pensamos que quando processamos caras em posição normal as múltiplas partes de um rosto são percebidas integradas, como representações holísticas das caras, e é nesse último ponto onde se encontrou menos eficiência em pessoas com Alzheimer”, afirma o pesquisador principal do projeto, Sven Joubert.

Uma possível explicação apresentada pelo estudo para as dificuldades dos doentes é que existem regiões especificamente associadas com a percepção facial que podem ser afetadas durante o curso da doença. Várias análises do volume da matéria cinzenta do cérebro detectaram que as pessoas que sofrem de Alzheimer costumam ter atrofia do giro fusiforme direito, encarregado de identificar pessoas conhecidas.

Uma doença irreversível

“Temos a concepção de que a visão se dá unicamente com os olhos, com o que se vê, mas isto não é verdade. O cérebro interpreta a informação que os olhos veem”, diz Teresa Moreno, diretora de Edições da Sociedade Espanhola de Neurologia. Ela explica que o Alzheimer é uma degeneração neuronal progressiva, que vai afetando diferentes funções de modo gradual.

Os sintomas da enfermidade podem variar dependendo das zonas do cérebro que estejam prejudicadas. “Algumas pessoas podem reconhecer o rosto de seus familiares, mas não suas vozes, ou podem não reconhecer a voz, mas sua forma de falar”, conta Moreno. Isso se deve a que as conexões neuronais que relacionam regiões do cérebro com outras se encontram afetadas. “A visão é muito complexa. Os olhos podem funcionar corretamente, mas se as conexões neuronais não funcionam bem, a percepção do mundo exterior se distorce”, diz a neurologista.

Apesar de ainda não existir tratamento ou medicamento para acabar com o Alzheimer, Teresa Moreno defende os exercícios de reabilitação cognitiva, que têm como finalidade tornar mais lentos os efeitos da doença. Além disso, recomenda estimular várias partes do cérebro com atividades simples, como falar muito com os doentes, tratá-los de modo carinhoso ou, até mesmo, escutar música com eles.

Font: brasil.elpais.com

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A importância em tratar precocemente a Esclerose

“O diagnóstico e tratamento precoce são a única maneira de frear a doença e garantir que o paciente possa ter qualidade de vida pelo maior tempo possível”, alerta o médico neurologista Leandro Calia, chefe do ambulatório especializado em pacientes com Esclerose Múltipla da Universidade de Santo Amaro (UNISA), São Paulo.

Segundo o Dr. Leandro Calia, – “Hoje existem os medicamentos imunomoduladores, que são drogas modificadoras da doença, e que alteram a sua progressão natural. A esclerose múltipla pode surgir de forma grave em alguns casos e, em outros, de forma muito leve, e pode evoluir rápida ou lentamente, não existe um padrão. O diagnóstico hoje é mais rápido porque já sabemos que a doença é muito variável”, afirma o médico.

Segundo o neurologista, a prescrição da medicação também é mais rápida porque existem drogas eficientes e, além disso, há sempre a perspectiva de novos tratamentos, cada vez mais estão surgindo novas drogas. Em muitos pacientes, os imunomoduladores diminuem a frequência dos surtos e, em alguns casos, chegam até a interrompê-los totalmente. O objetivo do tratamento é garantir que a doença evolua o mais lentamente possível e assim o paciente possa ter mais qualidade de vida, por mais tempo.

Os sintomas da Esclerose Múltipla aparecem em decorrência de surtos e são muito variados. Por isso é importante estar alerta aos primeiros sintomas, que podem ser de diversas naturezas, como a incontinência urinária, a perda de movimentos, de sensibilidade ou de força, dificuldade de equilíbrio, formigamento, problemas de visão.

“As pessoas que perceberem qualquer desses sintomas, sem causa aparente, não devem se desesperar. É fundamental procurar rapidamente um neurologista, que é quem está preparado para fazer o diagnóstico e dar início ao tratamento”, diz o Dr. Leandro Calia.

Fonte: www.drleandrocalia.com.br

 

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Dor é apenas um dos sintomas da enxaqueca

Tontura e vertigem frequentes também podem ser sinais da doença

Reconhecida popularmente pela dor intensa, pulsante e lateral, a enxaqueca crônica tem outros sintomas desconhecidos da maioria da população e que podem retardar o diagnóstico desta doença que compromete bastante a qualidade de vida dos pacientes. Sintomas como vertigem, tontura, enjoo ao andar de carro ou ao sentir cheiro forte e até mesmo uma dor abdominal fazem parte da lista de sinais que dificilmente ligamos à enxaqueca.
Como existem mais de 150 tipos diferentes de dor de cabeça, no Dia Nacional do Combate à Cefaleia, ainda é frequente encontrar pacientes que pouco conhecem sobre o distúrbio ou não procuram o médico especialista por confundir a enxaqueca crônica com uma dor de cabeça mais comum.
Mas, apesar do conhecimento ainda ser baixo, o número de pessoas acometidas está no sentido contrário. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, a enxaqueca é uma doença neurológica que afeta 15% da população no Brasil[i], o equivalente a 30 milhões de pessoas, sendo que a prevalência mundial no sexo feminino é de 20%, número três vezes maior do que nos homens[ii]. Já a enxaqueca crônica, um tipo de disfunção ainda mais intenso e que tem co mo princ ipal característica a dor por pelo menos 15 dias a cada mês, com duração de mais de quatro horas por dia, por mais de três meses[iii], já tinge cerca de 2% da população mundial[iv].
Apesar de ser uma doença grave e sem cura, a enxaqueca crônica pode ser controlada por meio de cuidados e tratamentos. Para que a disfunção possa ser diagnosticada corretamente, o médico neurologista ou especialista em dor precisa ter detalhes sobre as crises, por isso, um diário é sempre um suporte útil. Nele, o paciente anota por cerca de 30 dias informações que considerem:

– Horário de início da dor
– Duração
– Intensidade
– Localização
– Fator desencadeante da crise naquele dia
– Frequência
– Relação das crises com a luminosidade, sons, odores e clima 

Como o estilo de vida também é um ponto muito importante para a melhoria da cronicidade do quadro, informações sobre hábitos alimentares, atividade física, sono e medicamentos utilizados também devem fazer parte das anotações. Para o Dr. Leandro Calia, neurologista do hospital Albert Einstein, esse é um dos pontos mais complicados para adesão a qualquer tipo de tratamento de enxaqueca. “As pessoas não gostam de mudar a maneira como vivem, principalmente se isso envolver a forma como se alimentam ou a frequência com que se exercitam, mas para que os resultados sejam bons, as orientações de bons hábitos de alimentação devem ser seguidos”, comenta o médico.
A outra parte da terapia envolve medicamentos e, em alguns casos, aplicações de toxina botulínica A, que reduz de maneira significativa diversos parâmetros relacionados à dor, como número de dias, de crises de dor, intensidade e duração, proporcionando assim uma boa melhoria na qualidade de vida do paciente.
A toxina botulínica A bloqueia a liberação de neurotransmissores associados à origem da dor. A ação inibe a sensibilização das fibras nervosas que conduzem à dor, o que diminui os sinais para o sistema nervoso central, reduzindo assim a frequência e intensidade das crises. “Os efeitos de BOTOX® no tratamento de migrânea crônica duram de 3 a 6 meses e, após este período, é preciso repetir o procedimento. Apesar de não curar, a redução da dor de cabeça intensa é um grande alívio para os pacientes, pois possibilita a recuperação da qualidade de vida e o prazer de vivenciar as atividades do dia a dia”, complementa o médico.
 
BOTOX® e a enxaqueca crônica 
Em 2011, após os resultados do maior programa clínico já realizado sobre a enxaqueca crônica – o PREEMPT (Phase III Research Evaluating Migraine Prophylaxis Therapy), a redução foi em torno de 50% do número de dias e horas de dor de cabeça quando utilizada a toxina botulínica A para estes casos, na dose recomendada e aplicada entre 31 e 39 pontos da cabeça e pescoço. A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária -, principal órgão regulador no país, aprovou o tratamento para o uso da marca BOTOX® no Brasil e, desde então, diversos pacientes enxaquecosos estão se beneficiando da nova terapia. Os especialistas têm trabalhado cada vez mais para que o acesso ao diagnóstico adequado seja feito de forma cada vez mais ampla e consequentemente com melhores resultados.
Conheça alguns fatores de desencadeamento da dor – estímulos capazes de determinar o surgimento de uma crise de enxaqueca nos indivíduos predispostos
 
Sono – Alteração na rotina do sono (prolongado ou reduzido).
Alimentos e bebidas – Alto consumo de bebidas com cafeína, como chá e café, ou a privação da substância para quem consome grandes quantidades durante a semana e não repete a ingestão.
– Consumo de determinados alimentos e bebidas (variam de pessoa para pessoa).
– Jejum prolongado.
Hormônios – Alterações hormonais, como no período menstrual.
Estresse – Estresse causado por diferentes motivos.
Ambiente externo – Exposição a ruídos altos, odores fortes ou temperaturas elevadas.
Pressão atmosférica – Mudanças súbitas de pressão atmosféricas, como as provocadas por voos comerciais.
 
Sobre BOTOX® (toxina botulínica A) 
A aplicação do BOTOX® ficou famosa no mundo todo pela indicação cosmética, no tratamento das rugas de expressão. No entanto, a substância foi descoberta para o tratamento terapêutico e aprovada em 1989 (pelo FDA, nos Estados Unidos), como uma alternativa para tratar o estrabismo.
No Brasil, a primeira toxina botulínica a ser aprovada foi o BOTOX®,marca comercial da Allergan, em 1992, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para fins terapêuticos. Hoje, BOTOX® possui nove indicações aprovadas no país: distonia, estrabismo, blefaroespasmo, espasmo hemifacial, linhas faciais hipercinéticas, espasticidade, hiperidrose, bexiga hiperativa e migrânea crônica, popularmente conhecida como enxaqueca crônica.
Fonte: Maxpress
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Doença de Parkinson

Abril é o mês do Parkinson: Muito Além do Tremor

4 milhões de pessoas no mundo apresenteam o diagnóstico de Parkinson e dia 04 de abril foi o dia NACIONAL da doença e 11 de abril o dia MUNDIAL.

Descrita em 1817 pelo médico inglês James Parkinson é a segunda doença neurológica mais frequente, ficando atrás apenas da famosa doença de Alzheimer. O neurologista Dr. Leandro Teles da capital paulista conta que o número de acometidos pela doença é crescente com o envelhecimento da população. “Ela pode ocorrer em qualquer idade e ambos os sexos, sendo mais frequentemente diagnosticada entre 50 e 70 anos e com ligeira predileção para o sexo masculino (3 homens para cada 2 mulheres)”, diz.
Estima-se ainda que cerca de 10% dos casos ocorram em pessoas abaixo dos 40 anos, desmitificando que é uma doença restrita às pessoas na terceira idade.
“Os sintomas são diversos e cada paciente apresenta uma gama peculiar de alterações com intensidade e progressão variáveis. A doença se comporta normalmente como uma afecção crônica e lentamente progressiva, com dificuldades evoluindo ao longo de anos”, fala o neurologista acrescentando que “no começo os sintomas são sutis e o diagnóstico mais difícil (principalmente para o médico não especialista), como o tempo as alterações ficam mais evidentes”.
Os sintomas, diagnóstico, causas e tratamento são descritos detalhadamente abaixo pelo neurologista Dr. Leandro.

SINTOMAS

Na doença de Parkinson os sintomas motores são os mais exuberantes, diferente do Alzheimer, onde os sintomas intelectuais são muito mais evidentes (como os esquecimentos, por exemplo). No Parkinson, o paciente apresenta tipicamente uma tríade de alterações motoras:
1-    Lentidão: perda de velocidade, parecendo estar um pouco em câmera lenta. Isso fica mais visível quando o paciente faz movimentos alterados, como abrir e fechar as mãos de forma rápida.
2-    Rigidez muscular: o membro acometido pode apresentar maior resistência à movimentação passiva, parecer mais duro, mais tenso, isso é melhor visto nas articulações, como punho e cotovelo, ou mesmo na movimentação passiva do pescoço. Essa rigidez pode ser intensificada se o paciente fizer movimentos voluntários com o outro lado do corpo durante a pesquisa da rigidez.
3-    Tremor: Apesar do tremor ser o sintoma isolado mais característico, mais conhecido pela população e médicos, ele não é presente em todos os casos. Existem formas aonde o paciente não treme (chamado de Parkinson atremulante, cerca de 15%). O tremor (quando presente) geralmente é de um tipo específico, sendo pior no repouso (melhorando com o movimento). É geralmente lento (cerca de 4 a 7 Hz), mais evidente durante a marcha, ou quando o paciente está mais nervoso ou distraído com outras tarefas. Durante o sono ele desaparece. Muitas vezes, o paciente parece estar contando dinheiro ou enrolando pílulas, dado a característica um pouco rotatória do tremor nas mãos. Outras regiões também podem tremer, como os pés, o queixo e até a cabeça. Agora, existem muitas outras causas de tremor na população, sendo o mais frequente o tremor essencial (uma doença genética, benigna, aonde o tremor é pior na ação e geralmente bilateral).

DIAGNÓSTICO

A doença é diagnosticada pela avaliação clínica, baseado na história clínica e nos sinais encontrados durante o exame neurológico. A doença não aparece em exames de sangue ou de imagem, como tomografia ou ressonância magnética. Os exames geralmente são feitos para afastar outras doenças que podem simular o Parkinson, tais como hidrocefalia, múltiplos AVC´s, sangramentos, etc. Muito importante também afastar o Parkinsonismo induzido por medicamentos, que geralmente é mais simétrico, com mais rigidez e parcialmente reversível com a suspensão do medicamento suspeito. As classes de medicamento que podem gerar parkisonismo são: anti-vertigem, remédios para náuseas e medicamentos para psicose e alucinações.
O diagnóstico infelizmente demora muito na nossa realidade médica atual. Os sintomas iniciais podem ser sutis e o diagnóstico pode ser confundido com problemas ortopédicos, reumatológicos ou até psiquiátricos, principalmente se o tremor não for evidente.

CAUSAS

A causa definitiva é ainda desconhecida. Acredita-se, atualmente, que existam fatores genéticos de predisposição associados a eventos ambientais ainda não completamente conhecidos.
O mecanismo da doença é a disfunção progressiva de algumas áreas cerebrais, principalmente uma região chamada substância negra, que fica em uma região bem profunda do cérebro. Os neurônios dessa região produzem dopamina, um neurotransmissor muito importante para o controle do sistema motor. Na doença, ocorre acúmulo de proteínas anormais levando à morte e disfunção desses neurônios. Durante a evolução da doença, outras áreas também são acometidas, justificando os sintomas não motores.

TRATAMENTO

Não existe cura para a doença. Trata-se de um transtorno crônico e lentamente progressivo. A evolução varia muito de caso a caso, existem alguns que evoluem em poucos anos e outros com evolução em décadas. Existem tratamentos, tanto medicamentosos como não medicamentosos, para conter os sintomas, sendo muito efetivos, principalmente nas fases iniciais da doença
Atualmente, temos diversas opções de medicamentos, que podem ser dados de forma isolada ou em associações. Eles aliviam bastante os sintomas, sem alterar diretamente a evolução (progressão) da doença. A maioria é fornecida gratuitamente pelo SUS. Além de medicamentos para o quadro motor, são por vezes necessários medicamentos para os sintomas associados, tais como distúrbio de sono, depressão, dores, etc.
Como tratamento não medicamentoso podem ser indicados: fisioterapia especializada (neurológica), fonoterapia (casos selecionados), terapia ocupacional e psicólogos, sendo a composição da equipe variável caso a caso.
Recentemente, surgiram alguns procedimentos cirúrgicos que podem ser úteis em casos bem selecionados. Um dos mais importantes consiste em implantar um eletrodo e promover estímulos elétricos em regiões específicas do cérebro para aliviar alguns sintomas motores. Esses procedimentos não garantem a cura e nem a retirada dos medicamentos, mas podem ajudar no controle de algumas manifestações nas fases mais tardias e complicadas da doença.
Fonte: Blog FisioBrasil – Leandro Teles – Graduação e Residência Médica em Neurologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Médico Preceptor (atividade docente) do Departamento de Neurologia do HC-FMUSP e membro efetivo da ACADEMIA BRASILEIRA DE NEUROLOGIA (ABN) e ligado aos hospitais Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Samaritano e Hospital das Clínicas.
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O sono do brasileiro está cada vez pior. O resultado: Ansiedade, obesidade e depressão

O corpo, cansado, se levanta vagarosamente e com menos energia. A cabeça está pesada, e parece pressionar tudo que tem embaixo. Os olhos ardem, o olhar é perdido, as olheiras se destacam. A pele se arrepia de frio, mesmo no verão. Prestar atenção no que ocorre ao redor é difícil, que dirá capturar e reter informações na memória. As pernas se arrastam. O dia se arrasta. Lá se vão mais 24 horas de desconforto e uma sensação de que nada é real. “Tudo é uma cópia de uma cópia de uma cópia…”
A noite rende o dia e está na hora de parar as atividades. Mas deitar na cama significa fazer listas:

Lista do que é preciso fazer. Lista do que se deixou de fazer. Lista dos problemas que vai se ter por ter feito (ou não) alguma coisa. Lista sobre as listas que se cria. O pensamento não para.

Daí vêm os ruídos. Muitos ruídos. Eles incomodam. Eles se destacam no silêncio. Eles se repetem, criando uma sensação desesperadora de permanência. Apagar a luz é dar entrada a mais uma noite de suplício. Ao longo dos anos, o corpo vai cobrando o preço e as faturas vêm na forma de aumento da ansiedade, mais irritabilidade, queda na concentração, obesidade, hipertensão, diabetes, doenças do coração e depressão.

Bem poderia ser pesadelo, mas é a realidade de um número cada vez maior de brasileiros. A relação entre eles e os respectivos travesseiros não anda muito boa. O bom e velho companheiro na hora de dormir tem se tornado um depósito de preocupações e estímulos.

Um total de 69% de brasileiros avaliou seu próprio sono como ruim e insatisfatório, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (IPOM), no fim de 2012. O sono do brasileiro tem sido invadido pelas preocupações com problemas familiares e financeiros (50%), estresse (40%) e a dificuldade de se desligar de televisão, celular e internet (28%).

A grande maioria (43%) dorme apenas de 3 a 5 horas, enquanto 36% dorme de 6 a 7 horas e somente 21% coloca em prática as recomendadas 8 horas ou mais.

Em 2007, dormir mal era uma queixa de 55% dos entrevistados, o que mostra um aumento de 25%. “A média de noites mal dormidas passou de duas ou três por semana para quatro ou cinco, o que pode causar grandes prejuízos para a saúde”, afirma Myriam Durante, psicoterapeuta holística e presidente do IPOM. O estudo foi realizado com cerca de 2 mil brasileiros, de 20 a 60 anos.

O grande problema de dormir mal são as consequências do dia seguinte: Cansaço, sonolência e queda de rendimento nas atividades foram relatados por 82% dos entrevistados que disseram não dormir bem. Pegar no sono é algo muito difícil para 25%. Acordar e não conseguir voltar a dormir é uma dificuldade para 18%. Alguns (36%) mencionaram que até conseguem pegar no sono de novo, mas despertam várias vezes.

Os efeitos negativos da falta de um sono profundo e reparador se arrastam pela vida do sujeito, que entra em um círculo vicioso e fica mais irritado e estressado, além de ter dificuldades para relaxar, e assim, conseguir dormir bem, descreve a psicoterapeuta.

Entre os jovens, a situação é ainda mais preocupante: 88% deles demonstraram ter um sono ruim ou insatisfatório, de acordo com uma pesquisa de 2015 do Ipom, em parceria com o Instituto Sou +Jovem.

O sono comprometido não é conversa para boi dormir. Quando não há qualidade nas noites dormidas, o metabolismo fica desorganizado e a síntese de alguns hormônios, prejudicada, o que favorece doenças graves como obesidade e depressão, explica à Unimed a neurologista Rosa Hasan, responsável pelo Laboratório do Sono do Hospital São Luiz.

Um estudo feito no Cleveland Clinic Sleep Disorders Center, em Ohio, nos Estados Unidos, com mais de 10 mil pesquisados, mostrou que pessoas que dormem menos que seis e mais de nove horas por dia sofrem uma piora na qualidade de vida e índices de depressão mais altos.

De acordo com dados da Associação de Depressão e Ansiedade dos EUA, quase três quartos dos adultos dizem que seus problemas de sono causados pelo estresse provocaram o aumento da ansiedade em suas vidas.

Enquanto dormimos, o organismo realiza funções como fortalecimento do sistema imunológico, secreção e liberação de hormônios, consolidação da memória, entre outras, explica um artigo da revista Espaço Aberto, da Universidade de São Paulo (USP). O problema é que dormir parece estar fora de moda. “Dormia-se 9 horas por noite no começo do século 20. Hoje, este tempo é cada vez menor”, explica à publicação o pneumologista e diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor), Geraldo Lorenzi-Filho.

Dormir bem também possibilita SONHAR e permitir que um universo de “coisas” aparentemente sem significado tome conta, por um período, de nossa existência. Os benefícios dos sonhos são variados, explica o neurologista Leandro Teles, membro da Academia Brasileira de Neurologia, ao Zero Hora. “Do ponto de vista cognitivo, imagina-se que ele tenha funções de ajustes importantes no aprendizado. Esquecer aquilo que não importa, consolidar memórias relevantes, organizar os arquivos mentais, etc. Também é um exercício mental de criatividade, confrontação de dilemas conscientes e inconscientes, autoconhecimento.”

Sono > preocupação

Curiosamente, dormir não é problema para a população de Baependi, uma cidade no Sul de Minas com aproximadamente 19 mil habitantes. É um município tão “tranquilo e favorável” que a população dorme como se ainda estivesse no período pré-industrial: lá, as pessoas preferem começar o dia mais cedo e ir para a cama cerca de duas mais cedo, comparando com os moradores das zonas urbanas.

Esse comportamento rendeu à cidade um estudo da USP com a Universidade de Surrey, no Reino Unido, sobre o sono na modernidade. Depois de investigar a vida de moradores de Baependi, os autores do trabalho concluíram que a hora de deitar e levantar é influenciada por fatores ambientais e genéticos.

O sono problemático é uma realidade na vida do brasileiro, mas não significa que deva ser uma característica permanente. Algumas medidas podem ser tomadas, como essas daqui, sugeridas pelo Ministério da Saúde:

1. Tenha horários regulares para dormir e acordar.
2. Vá para a cama somente na hora de dormir.
3. Tenha um ambiente para dormir adequado: limpo, escuro, sem ruídos e confortável.
4. Não tome café, bebidas alcoólicas, refrigerantes ou determinados chás em horários próximos ao de dormir.
5. Não use medicamentos para dormir sem orientação médica.
6. Se tiver dormido pouco nas noites anteriores, evite dormir de dia.
7. Jante com moderação e em horário regular e adequado.
8. Não leve problemas para a cama.
9. Realize atividades relaxantes antes do sono.
10. Seja ativo físico e mentalmente.

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Dor de Cabeça e AVC

A dor de cabeça tensional ou enxaqueca acomete milhares de pessoas diariamente. Estresse, má postura, fome e cansaço são alguns dos fatores que podem desencadear a dor. No entanto existem situações em que a dor de cabeça não deve ser ignorada. Alguns tipos de dor de cabeça podem indicar sinal de um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Para identificar quais os tipos de dor de cabeça que são mais preocupantes é preciso observar a frequência, o padrão e a evolução da dor, como aquela que não melhora e/ou aparece com freqüência e procurar um médico para um diagnóstico.

As dores de cabeça podem ser classificadas em primárias, quando a dor pode ser definida como o próprio problema. Ela é a doença e não o sintoma, e em secundárias, quando a dor é o sintoma de alguma outra doença, como por exemplo, AVC

Nem todo o derrame se manifesta com dores de cabeça, mas em alguns casos a dor pode ser sintoma de AVC e tem algumas características específicas.

A primeira característica é quando a dor de cabeça é súbita, muito aguda, forte e começa de repente e já com muita intensidade. Ela merece atenção porque pode ser uma ruptura ou distensão de aneurisma cerebral. E quando ocorre essa ruptura é gerado um AVC, ou seja, acontece um extravasamento de sangue do vaso para o tecido cerebral.

A segunda característica é a dor de cabeça que muda de padrão. É uma dor de cabeça incomum, que é diferente daquela dor que aparece com mais freqüência e que a pessoa já está acostumada, pode ser ocasionada por má postura, alimentação ou estresse, mas também pode estar relacionada a um derrame.

Se a dor for acompanhada de outros sintomas como: confusão mental, alteração na visão, dificuldade de fala ou ao caminhar, fraqueza muscular, sonolência, paralisação de um dos lados do corpo, desmaios, entre outros, o melhor a fazer é ir imediatamente para o hospital. Esses são sintomas clássicos de um AVC, mesmo que não haja dor de cabeça, o atendimento médico imediato por salvar vidas e evitar sequelas mais graves.

A fim de evitar um AVC ou derrame o melhor a fazer é eliminar os maus hábitos: Não fumar, não beber em excesso, praticar exercícios físicos, ter uma alimentação saudável, controlar a pressão e o diabetes, não usar drogas e evitar o estresse são medidas que minimizam o problema.

Lembre-se que caso você tenha alguns dos tipos de dor de cabeça citados procure seu médico para um diagnóstico preciso.

Dr. André Gustavo Lima é neurologista, especialista em prevenção de AVC , membro da Academia Brasileira de Neurologia e diretor da clínica NeuroVida.

Fonte: Segs.com.br

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Guillain-Barré deveria ter notificação obrigatória

O neurologista Mário Emílio Dourado acompanha os casos da síndrome em Natal desde 1994 e montou banco de dados próprio

Acostumado à média de 13 pacientes ao ano, médico registrou 36 vítimas da doença em 2015.

NATAL – O neurologista Mário Emílio Dourado, do Hospital Universitário Onofre Lopes, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), acompanha os casos de síndrome de Guillain-Barré em Natal desde 1994, quando passou a se interessar pela doença autoimune que surge após infecções e causa paralisia temporária. Montou um banco de dados próprio. Como a doença não é de notificação obrigatória, as informações do médico são valiosas por mostrar aumento do número de casos depois do surto de zika. Acostumado à média de 13 pacientes ao ano, Dourado registrou 36 vítimas da doença em 2015.

Foi do médico de Natal o primeiro alerta para a Academia Brasileira de Neurologia, em junho passado, associando zika e Guillain-Barré.

Se houver epidemia de zika em todo o País também haverá epidemia de Guillain-Barré?

Vai significar o aumento de casos em todo o País. Na verdade, foi o que aconteceu em Natal em maio do ano passado. Entre 1994 e 2014, a média era de 13 casos ao ano. Eu via um caso por mês. Em março de 2015, houve três casos, o que já me chamou a atenção. Em abril, foram 7. Em maio, 14. Só nos meses de outono, foram 24 pacientes com Guillain-Barré. Naqueles dias estava no auge a infecção por zika. Mas era pouco conhecida, quase não se ouvia falar em zika, muito menos em microcefalia. Em 2015, tivemos 36 casos de Guillain-Barré.

Qual o desafio para a saúde pública de tantos casos de Guillain-Barré num momento só?

É um problema sério; 30% dos pacientes que têm a forma clássica da síndrome podem desenvolver insuficiência respiratória. Esses pacientes precisam ser tratados em ambiente hospitalar, em instituições que tenham unidade intensiva, vão precisar de respiração artificial. Imagino que será uma situação catastrófica se a gente não tiver leitos em unidade intensiva.

Por que é importante saber qual infecção levou à síndrome de Guillain-Barré?

Essa é uma doença autoimune. É você atacando você mesmo. Mas a gente sabe que essa resposta é desencadeada por um agente infeccioso. Temos de saber em cada Estado o que leva à Guillain-Barré.

O que a ciência ainda precisa saber sobre Guillain-Barré?

Do ponto de vista científico, é importante descobrir como cada micróbio lesa o nervo, como ele age para provocar a síndrome. Dessa forma, podemos descobrir medicamentos mais efetivos. Guillain-Barré deve ser uma doença de notificação obrigatória.

Fonte: Estadão.com.br

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Você sabe o que é Esclerose Múltipla?

Um dos protagonistas de “A Regra do Jogo”, novela de João Emanuel Carneiro, Romero Rômulo, personagem dúbio de Alexandre Nero que oscila entre o bem e o mal, logo no início da novela sofre com visão turva e desmaio e é levado a um hospital, onde, ao fim de uma série de exames, um médico dá o diagnóstico: “Tudo leva a concluir que você tem esclerose múltipla.” Mas, afinal, o que é essa doença que na maioria dos casos chega de repente e sem alarde?

A esclerose múltipla é uma doença autoimune ainda sem cura que acomete 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo, 30 mil só no Brasil. Seria a mesma doença que sofreria a candidata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, segundo publicou o tabloide The National Enquirer.

Os primeiros sinais podem variar de uma pessoa para outra. Pode haver um formigamento na perna, uma dormência no braço, um leve tremor nas mãos, fraqueza ao segurar um copo, dificuldade para falar, caminhar ou escrever. Às vezes, surgem sintomas que parecem apontar em outra direção, como urgência urinária – aquela sensação de que não vai dar tempo de chegar ao banheiro – e intestino preso.

Os sintomas desaparecem num período entre dois dias e duas semanas. Você pensa que se trata de estresse, falta de sono ou um mal jeito qualquer. Os episódios vão se repetindo até que um sintoma mais intenso, como a paralisia de parte do corpo ou a perda da visão, faz soar o alarme.

A causa ainda é desconhecida, mas sabe-se que fatores genéticos e de ambiente podem determinar o aparecimento da doença. Um dos maiores problemas é que os sintomas são facilmente confundidos com os de outros males, e o diagnóstico precoce é extremamente importante para que possa ser controlado.

Exames

Por ser essa doença com sintomas comuns a outras patologias, nem sempre o diagnóstico é fácil. O importante é procurar um neurologista assim que surgir algum sintoma característico e que dure mais de 24 horas. Além do histórico e de exames clínicos, a ressonância magnética do crânio e da medula e exame do liquor são fundamentais para um diagnóstico assertivo.

Tratamentos

Embora ainda não haja cura para a esclerose múltipla, existem tratamentos que diminuem a ocorrência dos surtos e reduzem sua gravidade, assim como reduzem o grau de incapacidade, melhorando a qualidade de vida dos pacientes que convivem com a doença. Os corticosteroides são úteis para reduzir a intensidade dos surtos. Já os imunossupressores e imunomoduladores ajudam a espaçar os episódios de recorrência e o impacto negativo que provocam na vida dos portadores. Desde janeiro de 2015, o SUS oferece uma terapia oral para pacientes de esclerose múltipla. Até então, eram disponibilizados apenas tratamentos injetáveis na rede pública.

Cláudia Rodrigues

Foi pensando tratar-se de um infarto por conta do estresse do trabalho que a atriz Cláudia Rodrigues foi parar no hospital em 2000. Ela sentiu que a mão ficou dormente no meio da apresentação de uma peça e, com os exames, a surpresa: ela estava com esclerose múltipla. Após o diagnóstico, Cláudia precisou sair do seriado global “A Diarista”, no qual fazia sucesso como a divertida doméstica Marinete, porque enfrentava dificuldades para falar e para andar. Foi aí que a doença acabou se tornando conhecida do grande público.

Ser obrigada a deixar de atuar levou a atriz à depressão e ao isolamento. Dois anos após a interrupção do seriado e de um tratamento com remédios, fonoaudiologia e fisioterapia, Cláudia hoje consegue controlar os sintomas e recebeu liberação médica para trabalhar.

Mais mulheres

“A esclerose múltipla é até quatro vezes mais frequente em mulheres. Afeta o sistema nervoso devido à destruição das bainhas de mielina, que fazem parte da célula nervosa”, diz Beny Schmidt, professorde Patologia Cirúrgica da Universidade Federal de São Paulo.

Atinge mais dos 20 aos 40

Ao contrário do que se pensa, a esclerose múltipla é uma doença que afeta pessoas jovens, na faixa dos 20 aos 40 anos, momento do auge da vida produtiva. Por esse motivo, resulta em impacto pessoal, social e econômico considerável. A doença interfere na capacidade de realização de atividades comuns do dia a dia, já que a fadiga e a perda da coordenação motora, comuns à doença, estão significativamente correlacionadas com ansiedade, depressão e dificuldade de mobilidade. Alguns pacientes também apresentam diminuição na cognição e aumento da ocorrência de doenças mentais, fatores que interferem na realização das atividades profissionais e na qualidade de vida.

“A doença acomete pessoas jovens, cheias de planos, que só estão no início da vida. Ela é crônica, imprevisível e não tem cura, e os portadores sentem como se um muro tivesse sido colocado no meio de seu caminho”, diz a neurologista Elizabeth Regina Comini Frota, coordenadora do Departamento Científico de Neuroimunologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

“Com o conhecimento e o entendimento da esclerose múltipla, pacientes, médicos e familiares podem ultrapassar esse obstáculo, continuando a vida da melhor forma possível e convivendo com a doença”, afirma. “O preconceito é a pior parte da doença. Muitas pessoas produtivas e competentes estão trabalhando normalmente, mas tentam escondê-la, com medo de serem consideradas incapazes”, completa a neurologista.

Possíveis sintomas:

Alterações fonoaudiológicas – ligadas à fala e deglutição
Fadiga – cansaço intenso e momentaneamente incapacitante para realização da atividade desejada
Transtornos cognitivos – muito relacionados ao comprometimento da memória
Transtornos emocionais – sintomas depressivos, ansiedade, transtorno de humor, irritabilidade
Problemas no trato urinário e intestinal – bexiga hiperativa, constipação intestinal, urgência fecal
Transtornos visuais – visão embaçada ou dupla
Problemas de equilíbrio e coordenação – perda de equilíbrio, fraqueza, vertigem, falta de coordenação
Espasticidade – rigidez excessiva de um membro

Fonte: Associação Brasileira de Esclerose Múltipla

Quatro formas da doença:

Esclerose múltipla recorrente-remitente (EMRR) – É a forma mais comum da doença, representando 85% dos diagnósticos. É caracterizada por surtos (sintomas clínicos que ocorrem em episódios) bem definidos, que duram dias ou semanas e depois desaparecem, com recuperação completa ou sequelas permanentes

Esclerose múltipla primária progressiva (EMPP) – Afeta apenas 10% dos pacientes e é caracterizada por início lento e piora constante dos sintomas. Há um acúmulo de déficits e incapacidades que podem se estabilizar ou continuar por meses e até anos

Esclerose múltipla secundária progressiva (EMSP) – Começa com o curso da doença recorrente-remitente, seguido pelo desenvolvimento de uma incapacidade progressiva que muitas vezes inclui mais surtos e nenhum período de remissão (fase na qual não há atividade da doença)

Esclerose múltipla progressiva recorrente (EMPR) – Tipo mais raro da doença, acomete aproximadamente 5% dos pacientes. Caracteriza-se por declínio neurológico constante desde o início, com surtos agudos claros. Pode ou não haver recuperação após os surtos, mas a doença continua a progredir sem remissões.

Fonte: Diário da Região – São José do Rio Preto.

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