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Neuromielite óptica

Neuromielite Óptica

A Neuromielite óptica (NMO), ou Doença de Devic, é uma doença inflamatória autoimune do sistema nervoso central, que acomete principalmente os nervos ópticos e a medula espinhal. A doença foi descrita há mais de 150 anos, e com o avanço da ciência e compreensão dos casos, houve diversas evoluções nas definições diagnósticas. Atualmente, se compreende a doença de Devic como um conjunto de manifestações clínicas e laboratoriais que pertencem a uma patologia. Ela foi considerada por muitos anos, como uma variante da esclerose múltipla. Mas atualmente se sabe que são entidades distintas.

A doença apresenta um biomarcador, ou seja, presença da doença específica: o anticorpo contra a proteína aquaporina 4 (AQP4). Ela exerce o papel regulatório no fluxo de água entre o sangue e o sistema nervoso, mas especificamente, na barreira hemato – encefálica, que é onde se separa o sangue do sistema nervoso central, e nas interfaces do liquor com o cérebro.

A AQP4 é altamente expressada em algumas regiões como os nervos ópticos, medula espinhal, nas regiões próximas aos ventrículos cerebrais, hipotálamo e tronco encefálico. Estes locais são os responsáveis pelos sintomas e quadro clínico da doença. Embora ela predomine no sistema nervoso central, a aquaporina 4 também é encontrada em outros órgãos como os rins, estômago, pulmões, glândulas e músculos esqueléticos. Porém, a não presença de anormalidades clínicas fora do sistema nervoso, permanece ainda sem explicação.

A neuromielite óptica aparece com sintomas de perda de visão – neurite óptica – em um ou ambos os olhos. Acometimento de medula (mielite), ou seja, fraqueza ou alteração de sensibilidade nos membros, ou alterações de controle dos esfíncteres, como urina ou intestino. Entretanto, as vezes os sintomas e sinais visuais e medulares ocorrem simultaneamente.

Estes sintomas e sinais tendem a ocorrer em ataques, com recuperação completa ou parcial. Após algumas semanas ou meses, mas recorrem no curso do tempo.

Pode-se apresentar como um quadro definido de neuromielite óptica, ou apenas como um espectro da NMO. Quando apenas alguns sintomas ou exames laboratoriais estão presentes em um mesmo paciente.

Os critérios utilizados para a Neuromielite óptica definida são:

  1. Presença de ao menos um ataque neurite óptica e de mielite.
  2. Ao menos 2 dos 3 critérios de apoio

 

  • Lesão contígua na medula espinhal com extensão maior ou igual a 3 corpos vertebrais à ressonância magnética, denominada “longitudinal extensa” por este motivo;
  • Ressonância magnética de crânio que não preencha critérios para esclerose múltipla;
  • Presença do anticorpo anti-aquaporina 4 (AQP4 – IgG) no sangue

 

Já o recente conceito de “espectro” da neuromielite óptica, consiste na presença concomitante da positividade do AQP4-IgG e apenas um dos eventos iniciais da neuromielite óptica, ou mielite longitudinal extensa. Pode ainda haver associação com outras doenças autoimunes como Lúpus, síndrome de Sjögren, artrite reumatoide e hipotireoidismo.

Abaixo podemos observar um resumo das apresentações clínicas do Espectro de Neuromielite óptica:

  1. Forma completa da neuromielite óptica; neurite óptica e mielite;
  2. Formas limitadas de neuromielite óptica com AQP4 (+);
  • Mielite transversa longitudinalmente extensa;
  • Neurite óptica bilateral ou recorrente;
  1. Forma óptico-espinhal da esclerose múltipla com AQP4(+);
  2. Neurite óptica ou mielite longitudinalmente extensa, associada a uma doença autoimune;
  3. Neurite óptica ou mielite longitudinalmente extensa, associada a lesão cerebral típica de NMO (hipotálamo, corpo caloso, periventricular, tronco encefálico).

 

A doença de Devic é uma patologia com manifestações complexas, que necessita ser muito bem compreendida pela história clínica, exame neurológico e exames complementares. O diagnóstico correto implica em um tratamento adequado com melhor controle evolutivo e das sequelas levando a uma diminuição da morbi/mortalidade e uma melhora na qualidade de vida.

Se você se identificou ou apresentou algum sinal/sintoma, procure um médico. Somente ele pode diagnosticar e indicar o melhor tratamento. Nunca se auto medique em situações como essa. Esse ato pode influenciar no avanço ou agravamento da patologia.

 

 

Referências

 

http://esclerosemultipla.com.br/2014/05/29/diagnostico-e-quadro-clinico-da-neuromielite-optica/

 

http://www.ciem.com.br/apresentacao-da-neuromielite-optica

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Mielite Longitudianal Extensa ou perda visual grave

Mielite Longitudianal Extensa ou Perda Visual Grave, também conhecida como, a neuromielite óptica (NMO) é uma doença inflamatória autoimune que acomete o sistema nervoso central. É considerada por muitos como uma variante da esclerose múltipla com envolvimento exclusivo dos nervos ópticos e da medula espinhal.

A neuromielite óptica apresenta biomarcador específico: o anticorpo contra a proteína aquaporina 4 (AQP4) que exerce papel regulatório no fluxo de água entre o sangue e o sistema nervoso, especificamente, na barreira hemato-encefálica e nas interfaces do Líquor com o cérebro.

A AQP4 é altamente expressada nas regiões como os nervos ópticos, medula espinhal, nas regiões próximas aos ventrículos cerebrais (periventriculares), hipotálamo e tronco encefálico, sendo os locais responsáveis pelos sintomas e quadro clínico da doença.

Ainda que a AQP4 predomine no sistema nervoso central, ela também é encontrada em outros órgãos como os rins, estômago, pulmões, glândulas e músculos esqueléticos.

Fonte: MIELITE LONGITUDINAL EXTENSA OU PERDA VISUAL GRAVE: diagnósticos diferenciais com NMOSD26- Renan Domingues

Sendo assim, é possível dividir os sintomas conforme o local acometido:

  • A neurite óptica pode se manifestar por embaçamento visual; escurecimento ou perda da visão em um ou ambos os olhos, sendo estes sintomas frequentemente precedidos ou associados a dor ocular, principalmente à movimentação ocular.
  • A mielite (inflamação da medula espinhal) pode se manifestar por dormência ou sensação de queimação ou formigamento em uma parte do corpo; fraqueza de um ou mais membros; desequilíbrio para andar; alterações do controle da urina e do intestino.
  • Lesões no tronco encefálico podem levar a soluços, náusea e vômitos incoercíveis; vertigem; alteração da fala e deglutição; paralisia facial; dor e alteração de sensibilidade na face; perda auditiva e zumbidos.
  • Já os sintomas decorrentes das lesões no hipotálamo podem levar a narcolepsia/alterações do sono; anorexia ou hiperfagia; distúrbio na temperatura corporal e até ao coma.
  • Por último, há os sintomas relacionados às lesões corticais e subcorticais que podem se manifestar como crises convulsivas, sintomas psiquiátricos e alterações cognitivas.

A neuromielite foi descrita há mais de 150 anos e com o avanço tecnológico houve diversas evoluções nas definições diagnósticas. Nos dias de hoje pode se compreender um conjunto de manifestações clínicas e laboratoriais que pertencem a uma doença.

Fonte: MIELITE LONGITUDINAL EXTENSA OU PERDA VISUAL GRAVE: diagnósticos diferenciais com NMOSD26- Renan Domingues

Sendo, assim pode ser mostrar como um quadro “definido” de neuromielite óptica ou apenas como um “espectro” da NMO (ENMO), quando apenas alguns dos sintomas ou exames laboratoriais estão presentes em um mesmo paciente.

Critérios para o Diagnóstico da Neuromielite óptica

Os critérios para a neuromielite óptica “ definida” são:

  • A presença de ao menos um ataque de neurite óptica e de mielite;
  • Ao menos 2 dos 3 critérios de apoio:
    1. Lesão contígua na medula espinhal com extensão maior ou igual a 3 corpos vertebrais à ressonância magnética (RM), denominada “longitudinal extensa” por este motivo;
    2. RM de crânio que não preencha critérios para esclerose múltipla;
    3. Presença do anticorpo anti-aquaporina 4 (AQP4-IgG) no sangue.

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Fonte: MIELITE LONGITUDINAL EXTENSA OU PERDA VISUAL GRAVE: diagnósticos diferenciais com NMOSD26- Renan Domingues

Os critérios para “espectro” da NMO (ENMO) são:

  • Presença concomitante da positividade do AQP4-IgG;
  • Neurite óptica ou mielite longitudinal extensa

Que pode haver associação com outras doenças autoimunes como:

  • Lúpus;
  • Síndrome de Sjogren;
  • Artrite Reumatoide;
  • Hipotireoidismo

Mesmo com a classificação de NMO “definida” e de “espectro” da NMO, alguns casos atípicos não se enquadram em nenhuma das duas definições. Em função disso, há também o conceito de espectro expandido da NMO, que compreende pacientes que apresentam lesões em qualquer um dos 5 locais descritos anteriormente e que possuem pelo menos, um dos seguintes critérios de apoio:

  • Soropositividade do AQP4-IgG;
  • Lesões típicas da NMO na RM de crânio.

Como podemos observar abaixo as apresentações clínicas do “espectro da Neuromielite Óptica:

  • Forma completa da neuromielite óptica: neurite óptica e mielite;
  • Formas limitadas de neuromielite óptica com AQP4 (+);
  • Mielite transversa longitudinalmente extensa;
  • Neurite óptica bilateral ou recorrente;
  • Forma óptico-espinal da esclerose múltipla com AQP4 (+);
  • Neurite óptica ou mielite longitudinalmente extensa associada a uma doença autoimune;
  • Neurite óptica ou mielite longitudinalmente extensa associada a lesão cerebral típica de NMO (hipotálamo, corpo caloso, periventricular, tronco encefálico).

Essas patologias com diversas manifestações complexas necessitam ser muito bem compreendidas, com exame neurológico e exames complementares. Pois, o diagnóstico correto implica em um tratamento adequado com melhor controle evolutivo e das sequelas levando a uma diminuição da mortalidade e uma melhora na qualidade de vida

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Punção Liquórica

O líquido cefaloraqueano (também chamado de LCR, ou Líquor) é um líquido com composição semelhante a um filtrado do plasma sanguíneo, encontrado no canal central da medula e ao redor do cérebro. Esse líquido apresenta diversas funções, entre elas, o fornecimento de nutrientes essenciais ao órgão, à remoção de produtos da atividade neuronal do SNC, e a proteção mecânica das células e tecidos cerebrais. Seu equilíbrio de concentrações e aspectos pode ser modificado na presença de tumores, isquemias, hidrocefalias, doenças imunológicas e infecções, o que pode provocar mudanças na produção e/ou na composição desse fluído.

A análise laboratorial do líquor permite a obtenção de informações importantes para definição de diagnóstico e de conduta terapêutica, e consiste em uma avaliação a qual engloba desde aspectos físicos da amostra, até contagens globais e diferenciais das células presentes. Além do diagnóstico, a análise permite também o acompanhamento de processos vasculares, infecciosos, inflamatórios e neoplásticos que acometem, direta ou indiretamente, o Sistema Nervoso. Outra possibilidade é a administração de quimioterápicos, tanto para tratamento de tumores do Sistema Nervoso Central, como para a profilaxia do envolvimento neurológico de tumores sistêmicos.

O tempo de realização do exame é variável, mas em geral não passa de poucos minutos. A dor da coleta pode ser comparada à dor de uma picada de agulha de injeção, ou ainda, a uma coleta de sangue venoso. Previamente a realização da punção o paciente ou o acompanhante responsável deve receber informações claras sobre o exame (riscos, efeitos e precauções) e assinar a declaração do Consentimento Informado e Esclarecido como norma da Academia Brasileira de Neurologia.

A coleta de Líquor é um procedimento simples, e o paciente poderá alimentar-se normalmente, sem que haja necessidade de qualquer preparo preliminar. Apenas deve-se interromper a utilização de medicação anticoagulante, ou drogas que interfiram na coagulação sanguínea. A sedação será indicada apenas aos pacientes que estejam extremamente agitados. Para maior conforto do paciente, nos casos de dificuldades anatômicas da coluna vertebral e outras, poderá ser realizada uma anestesia local.

A análise do líquor inicia-se no momento da coleta com a verificação das pressões. O material deve ser coletado sem anticoagulante, em três tubos ou frascos seguramente estéreis e devidamente identificados. A amostra do primeiro tubo deverá ser usada para a realização das análises bioquímicas e sorológicas. O segundo será utilizado para os exames microbiológicos, já o terceiro destina-se às contagens celulares, e a determinação das diferentes populações celulares encontradas.

O CRM Liquor conta com uma estrutura completa, moderna, e de alta qualidade, desde a punção do líquor, até a análise e liberação dos resulados obtidos. O laboratório conta ainda com uma equipe altamente especializada, composta por médicos com mais de 30 anos de experiência na colea e Análise de Líquor.

Realizamos o Exame de Líquor em uma unidade exclusiva, garantindo total segurança e agilidade na liberação dos resultados.

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PML: Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva

PML: Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva é uma doença desmielinizante do sistema nervoso central (SNC) que resulta em infecção dos oligodendróticos relacionadas ao vírus neurotrópico chamado JC, membro da família papovavírus pertencente ao gênero poliomavírus.

Após a infecção, o vírus pode permanecer latente em vários tecidos, como o sistema reticuloendotelial e os rins, no baço, nos linfonodos, nos linfócitos e nos pulmões. Para o vírus ser detectado no SNC é preciso a reativação, na qual os linfócitos circulantes infectados, particularmente células B, cruzam a barreira hemato-encefálica, podendo levar à infecção de astrócidos junto aos vasos sanguíneos. A elevada prevalência de anticorpos IgG na população adulta e a raridade dos casos de doenças em crianças reforçam o conceito de que PML seja o resultado da reativação viral em indivíduos que se tornam imunossuprimidos.

A doença é raramente observada na ausência de imunossupressão celular. Embora a frequência de PML em não infectados pelo HIV seja de difícil estimativa. A associação parece resultar de uma combinação de imunodeficiência celular e inflamação do SNC resultantes da infecção pelo HIV.

O PML apresenta-se como doença neurológica focal associada à evidência radiológica de doença na substância branca, na ausência de efeito de massa. Sintomas motores são frequentes, incluindo monoparesia progressiva hemiparesia, ataxia ou manifestações extrapiramidais.

As ilusões descritas de alteração cognitiva são amplas, diferentemente das alterações globais lentamente evolutivas da demência associada ao HIV, a deterioração mental da PML é mais rapidamente progressiva, em conjunto com déficits neurológicos focas. Distúrbios da linguagem podem ser observados assim como disartria.

As manifestações também incluem cefaleia, convulsões e vertigem. Os distúrbios sensoriais ocorrem em cerca de 10% dos pacientes com PML, sendo menos comuns que os distúrbios motores ou visuais.

A desmielinização ocorre como processo multifocal, podendo ter raras ocasiões ser unifocal. As lesões usualmente iniciam na junção cortical entre a substância cinzenta e a branca, com disseminação concêntrica, possuem tamanho variável (de 1mm a vários centímetros), podendo aderir.

A análise do Líquor costuma ser inespecífica, geralmente refletindo anormalidades atribuídas à infecção pelo próprio HIV. A técnica para a detecção do vírus tem sido incorporada como ferramenta diagnóstica útil. O valor preditivo positivo e negativo do Líquor se aproximam a 90%, tornando-se o método de alternativa à biópsia cerebral. Embora o resultado negativo não exclua o diagnóstico, a presença de PCR positivo é suficiente para estabelecer o diagnóstico. A quantificação do DNA do vírus JC no Líquor é de extrema importância, podendo ser útil para monitorizar a resposta à terapia.

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Dor de Cabeça – Sinais de Enxaqueca

Dor de cabeça é um sintoma muito comum na população, podendo ocorrer em ambos os sexos e todas as idades. Acredita-se que mais de 90% da população adulta tenha dores pelo menos 1 x ao ano, sendo que até 75% das mulheres e 60% dos homens apresentam dores pelo menos 1 x ao mês.

Chamados tecnicamente a dor de cabeça de “cefaleia”, sendo esse um termo
inespecífico e referente ao sintoma, no caso, dor na região da cabeça (emqualquer estrutura acima do pescoço). Existem mais de 200 tipos (causas) dacefaleia, entre os mais comuns estão as dores tensionais (tensão muscular) e afamosa enxaqueca. No entanto, existem dores de cabeça que são sintomas deoutras doenças como sinusites, problemas do trigêmeo, afecções dentárias,infecções, problemas hormonais, etc. Cerca de 1% de todas as dores decabeça são provocadas por doenças potencialmente graves e preocupantes,tais como tumores, aneurismas, meningite, trombose venosa cerebral, etc.

E aí mora o perigo, é fundamental que o médico defina quais pacientes exigirão uma investigação mais minuciosa. Para isso, é fundamental uma boa histórica clínica e exames físico e neurológico bem realizados.

 

ENXAQUECA

Quem tem enxaqueca tem uma tendência aumentada a ter crises bem característica de dor, são geralmente crises fortes de dor localizada de um lado da cabeça (hemicrania) e muitas vezes com característica pulsátil(latejante, como se um coração estivesse batendo dentro da cabeça). A dor pode se acompanhar de náuseas (e mesmo vômitos), o paciente pode ficar também muito sensível ao ambiente, sentindo-se incomodado com luzes,barulho e/ou cheiros fortes.
Uma crise típica de enxaqueca pode ser muito incapacitante e durar de 4 à 72 horas. O portador pode ter crises com frequência variável, os pontos mais importantes para enxaqueca são: pré-menstrual, estresse, ficar sem comer,consumo de álcool, privação de sono, entre outros.

 

Fonte: http://www.leandroteles.com.br/blog/2016/06/23/essa-dor-de-cabeca-e-preocupante-conheca-os-sinais-de-alarme/

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criptococose

Criptococose

Criptococose

A criptococose é a principal micose que atinge o sistema nervoso central (SNC), sendo de distribuição mundial. É causada pelo Cryptococcus neoformans (nome antigo: Torula histolytica), um fungo arredondado (levedura), com diâmetro de 4 a 7 mm, que se reproduz por brotamento simples. O fungo é circundado por espessa cápsula gelatinosa mucopolissacarídica (3 a 5 mm), que se cora com o PAS ou mucicarmim (figura C).

O criptococo é encontrado como saprófita no solo, em frutas estragadas e particularmente em fezes ressecadas de pombo (uma grama pode conter 50 milhões de C. neoformans). Não é descrita transmissão inter-humana. A maioria dos casos ocorre em portadores de imunodeficiências (p. ex., AIDS) ou neoplasias do sistema linfóide.

O ser humano se infecta por inalação. Nos pulmões a doença é via de regra assintomática e de resolução espontânea. Contudo pode haver disseminação hematogênica para o SNC, onde o fungo prolifera no líquor. Geralmente, quando a doença se manifesta no SNC não é mais possível detectar a lesão pulmonar. A grande quantidade de fungos que preenche o espaço subaracnóideo (figura A) dá aspecto gelatinoso ao líquor. Os fungos se introduzem também nos espaços de Virchow-Robin, em torno dos vasos que penetram no tecido nervoso, e aí proliferam, comprimindo-os. Na superfície de corte, a presença de fungos nesta localização é notada como pequenos cistos de conteúdo gelatinoso, geralmente nos núcleos da base e no córtex cerebral, que são muito sugestivos da etiologia criptococócica. A dificuldade na circulação liquórica pode levar a dilatação ventricular. Os pacientes morrem por edema cerebral, hipertensão intracraniana e hérnias.

A meningite criptococócica se caracteriza pela abundância de parasitas que se multiplicam encontrando muito pouca resistência. A cápsula mucopolissacarídica tem papel fundamental na patogenicidade do fungo, inibindo a fagocitose e adsorvendo e neutralizando anticorpos. A reação inflamatória é mínima.

As manifestações clínicas são as de uma meningoencefalite crônica, com cefaléia, irritabilidade, confusão mental até coma, náuseas, vômitos, paresias de nervos cranianos e edema de papila. Há também febre e rigidez de nuca.

 

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se na pesquisa dos fungos no líquor pela técnica da tinta nanquim. Usa-se um centrifugado do líquor, adicionado de gotas de tinta e examinado ao microscópico entre lâmina e lamínula. A tinta preenche os espaços entre os fungos, dando um fundo negro contra o qual estes se destacam. Há pleocitose linfomonocitária, hiperproteinoraquia e hipoglicoraquia.

 

Tratamento

O tratamento é internado em unidade de infectologia com utilização de antifúgico endovenoso.

 

Fonte: http://www.medicinapratica.com.br/

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hidrocefalia de pressão normal

Hidrocefalia de Pressão Normal

Hidrocefalia de Pressão Normal

A Hidrocefalia de Pressão Normal é uma doença ou patologia que acomete homens e mulheres na terceira idade. Caracterizada pelo acumulo do volume de líquor – líquido cefalorraquiano (LCR) nas cavidades cerebrais chamadas de ventrículos, que pressiona o cérebro causando alterações neurológicas.

A hidrocefalia é resultante de anomalias genéticas herdadas, ou desordens desenvolvidas, podendo acometer também jovens, pacientes de traumatismo crânio encefálicos e aparecer após outras patologias neurológicas. Uma estimativa recente revela que o Brasil irá registrar cerca de 10 mil novos casos por ano, devido ao contínuo crescimento da população idosa no país. Alterações cognitivas, ou neuropsicológicas se apresentam na maioria dos casos destes pacientes.

As mais típicas são a lentidão no processamento cognitivo, e nas respostas motoras, com prejuízo da memória de longo prazo, e das funções executivas (flexibilidade mental, planejamento de ações). Existe a possibilidade de reversão, mesmo que parcial, do quadro clínico com a diminuição da pressão no sistema do líquor, para isso deve ser realizada uma punção lombar com retirada de 30 a 40 ml do líquido cefalorraquiano.

Nos pacientes que respondem positivamente a esse procedimento, com declínio dos sintomas (alteração de marcha, comportamento e incontinência urinária), após a punção, há a indicação da Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP), ou seja, um procedimento cirúrgico que estabelece uma comunicação entre os ventrículos cerebrais e o peritônio (membrana que recobre a parede abdominal) por meio de um cateter. Isso irá implicar no desvio do líquido cefalorraquidiano para a cavidade abdominal, e assim, baixar a pressão no sistema do líquor.

TAP Test

Busca auxiliar no diagnóstico da Hidrocefalia de Pressão Normal, onde uma equipe multidisciplinar que atua no Teste Terapêutico de Punção Lombar (TAP Test), realiza análises psicomotoras nos pacientes. A avaliação neuropsicológica quantifica objetivamente o desempenho do paciente em tarefas cognitivas através do estabelecimento de medidas individuais, e da comparação com as médias de desempenho da população nas diversas faixas etárias, podendo assim indicar o padrão de normalidade, ou o prejuízo do desempenho, nas esferas cognitivas avaliadas.

Etapas do TAP Test (Teste Ambulatorial realizado em 01 dia).

  • 1° parte: Avaliação Neuropsicológica e Avaliação de Marcha no Laboratório de Marcha.
  • 2° parte: Coleta de Líquor Cefalorraquidiano.
  • 3° parte: Reavaliação Neuropsicológica e de Marcha.

Para a realização do TAP Test o CRM Líquor conta com uma completa estrutura altamente modernizada, trazendo extrema qualidade, desde a Punção Liquórica para análise, até a liberação dos resultados obtidos, com uma equipe totalmente especializada, composta por médicos com mais de 30 anos de experiência em líquor. Realizamos todos os exames em nossa própria unidade (in house) garantindo segurança na liberação, e agilidade em seus processos, disponibilizando nos laudos todos os dados precisos para o fechamento do diagnóstico.

*Obs: Pode-se associar à Punção Lombar, a dosagem de biomarcadores para Alzheimer para um diagnóstico mais completo do paciente.

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AVC ou Derrame Cerebral

AVC ou Derrame Cerebral

AVC OU DERRAME CEREBRAL

O Acidente Vascular Cerebral decorre da  altração do fluxo de sangue ao cérebro. Responsável pela morte de células nervosas da região cerebral atingida, o AVC pode se originar de uma obstrução de vasos sanguíneos, o chamado acidente vascular isquêmico, ou de uma ruptura do vaso, conhecido por acidente vascular hemorrágico.

 – Acidente vascular isquêmico ou infarto cerebral: responsável por 80% dos casos de AVC. Esse entupimento dos vasos cerebrais pode ocorrer devido a uma trombose (formação de placas numa artéria principal do cérebro) ou embolia (quando um trombo ou uma placa de gordura originária de outra parte do corpo se solta e pela rede sanguínea chega aos vasos cerebrais).

Ataques isquêmicos transitórios, como o próprio nome indica, corresponde a obstruções temporárias do sangue a uma determinada área do cérebro. Geralmente, originada do acúmulo de plaquetas agregadas em placas nas paredes dos vasos ou formação de coágulos no coração. Os sinais e sintomas desse ataque são os mesmos do AVC, contudo tem duração de poucos minutos e deve servir de alerta para que o paciente procure assistência médica imediatamente, pois nesses casos o risco de um AVC é iminente.

 – Acidente vascular hemorrágico: o rompimento dos vasos sanguíneos se dá na maioria das vezes no interior do cérebro, a denominada hemorragia intracerebral. Em outros casos, ocorre a hemorragia subaracnóide, o sangramento entre o cérebro e a aracnóide (uma das membranas que compõe a meninge). Como conseqüência imediata, há o aumento da pressão intracraniana, que pode resultar em maior dificuldade para a chegada de sangue em outras áreas não afetadas e agravar a lesão. Esse subtipo de AVC é mais grave e tem altos indices de mortalidade.

Sintomas e sinais de alerta

Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos, como:

Dor de cabeça muito forte, de instalação súbita, sobretudo se acompanhada de vômitos.Fraqueza ou dormência na face, nos braços ou nas pernas, geralmente afetado um dos lados do corpo;Paralisia (dificuldade ou incapacidade de movimentação);Perda súbita da fala ou dificuldade para se comunicar e compreender o que se diz;Perda da visão ou dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos.

Outros sintomas do acidente vascular isquêmico são tontura, perda de equilíbrio ou de coordenação. Os ataques isquêmicos podem manifestar-se também com alterações na memória e da capacidade de planejar as atividades diárias, bem como a negligência. Neste caso, o paciente ignora objetos colocados no lado afetado, tendendo a desviar a atenção visual e auditiva para o lado normal, em detrimento do afetado.

Aos sintomas do acidente vascular hemorrágico intracerebral podem-se acrescer náuseas, vômito, confusão mental e, até mesmo, perda de consciência. O acidente vascular hemorrágico subaracnóide, por sua vez, comumente é acompanhado por sonolência, alterações nos batimentos cardíacos e freqüência respiratória e eventualmente convulsões.

Fatores de risco

A maioria dos fatores de risco para AVC são passíveis de intervenção, portanto é possível se fazer um tratamento preventivo. A chamada prevenção primária.

Entre os fatores de risco que podem ser modificados destacam-se:

Hipertensão;Diabetes;Tabagismo;Consumo freqüente de álcool e drogas;Estresse;Colesterol elevado;Doenças cardiovasculares, sobretudo as que produzem arritmias;Sedentarismo;Doenças hematológicas.

Existem contudo fatores que podem facilitar o desencadeamento de um Acidente Vascular Cerebral e que são inerentes à vida humana, como o envelhecimento. Pessoas com mais de 55 anos possuem maior propensão a desenvolver o AVC. Características genéticas, como pertencer a raça negra, e história familiar de doenças cardiovasculares também aumentam a chance de AVC.

Esses indivíduos portanto devem ter mais atenção e fazer avaliações médicas mais frequentes.

Conclusões :

AVC É UMA DOENÇA PREVENÍVEL E PARA ISSO DEVE-SE INTERVIR NOS FATORES DE RISCO.AVC PODE SER REVERTIDO, SE O PACIENTE É ATENDIDO IMEDIATAMENTE OU NAS PRIMEIRAS TRÊS HORAS.É POSSÍVEL ALCANÇAR UMA REABILITAÇÃO ADEQUADA.

Fonte: Associação Brasileira de Neurologia

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AVC em Idosos e Jovens Mitos e Verdades

AVC em Idosos e Jovens – Mitos e Verdades

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As chances de ter AVC é maior para homens do que para mulheres. PARCIALMENTE VERDADE – “Sabe-se que ser do sexo masculino é um fator de risco para se ter AVC. No entanto, pela expectativa maior de vida, a mulher acaba tendo mais chances de se ter AVC, já que o risco da doença também aumenta com a idade do indivíduo, sobretudo acima dos 55 anos”, segundo Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares.

Estresse pode provocar AVC. PARCIALMENTE VERDADE – O sintoma “estresse” não leva ao AVC de forma direta. “O AVC é uma doença cardiovascular, uma doença de vasos, e o estresse leva a uma descarga de adrenalina muito grande ao corpo e faz com que o corpo fique mais propenso a arritmias, ao aumento da pressão arterial, e estes são os fatores de risco para o AVC. Então, uma pessoa muito estressada pode ficar mais hipertensa, e isso sim pode levar ao AVC”, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama

Crianças e jovens não têm chances de sofrer AVC. MITO – O AVC em crianças e jovens é mais comum do que se imagina, de acordo com o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. “Quando a gente fala em AVC em jovem estão inclusos os casos em pessoas abaixo dos 55 anos. O fator mais comum em crianças são doenças genéticas. Já nos jovens, é a dissecção das artérias do pescoço, que é quando há uma lesão na parede do vaso que leva o sangue ao cérebro. Esta lesão pode ocorrer por causa de um trauma, por exemplo, como a batida de um carro”.

AVC não apresenta sinais antes de ocorrer. PARCIALMENTE VERDADE – Existem pequenos AVCs, chamado de lacuna, que podem ocorrer várias vezes sem que a pessoa perceba, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. Este tipo da doença, a longo prazo, pode afetar a memória do paciente. O grande problema, segundo o especialista, é que as pessoas não se atentam aos sintomas e perdem tempo para iniciar o tratamento. “Os cinco principais sintomas são fraqueza de um lado do corpo, dormência de um lado do corpo, perda de visão súbita, dificuldade para falar e, por último, uma forte tontura”.

Se eu tiver um hábito alimentar saudável, com pouca gordura animal, não terei AVC. PARCIALMENTE VERDADE – “O que faz evitar a doença vascular e cardiovascular é um cuidado geral com a saúde. A dieta é um dos pilares deste cuidado. Se você tiver hipertensão e não tratar, mesmo tendo uma dieta saudável há o risco de se ter AVC”, afirma Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

Consumir álcool aumenta as chances de se ter AVC. PARCIALMENTE VERDADE – “O problema do álcool é que ele não vem sozinho. Ele é acompanhado de hábitos e estilo de vida não saudáveis que aumentam as chances de se ter um AVC”, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. De acordo com Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), o álcool em excesso aumenta a chance de se ter AVC hemorrágico, mas o consumo moderado, como uma taça de vinho por dia, pode ajudar na prevenção do AVC isquêmico e doenças do coração

AVC sempre deixa sequelas. MITO – Os pequenos AVCs, chamados de lacuna, não deixam sequelas instantaneamente, ocorrendo de modo silencioso. Entretanto, ocorrendo ao longo da vida, a repetição da ocorrência da doença pode causar perda de memória a longo prazo. “Se o tratamento for feito de maneira rápida, se a artéria foi recanalizada rapidamente, o paciente pode sair totalmente sem sequelas”, afirma Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN)

Sequelas do AVC são para vida toda. MITO – “Quanto mais jovem for o paciente, maior a chance de ele reverter as sequelas. Uma vez que você teve o AVC, neurônios acabam morrendo. Os jovens possuem uma neuroplasticidade que faz com que outros neurônios cubram a função dos que morreram, permitindo que o paciente se recupere em até 100%”, diz o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. Segundo o especialista, há também casos de idoso que já se recuperaram, mas é mais recorrente em jovens.

Só se tem AVC uma vez na vida. MITO – Uma vez que você teve um AVC, há uma chance maior de se ter outro, alerta o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama. “Toda vez que a gente fala em uma prevenção, falamos tanto da primária, que é para o indivíduo nunca ter a doença, e da secundária, que é o paciente que já teve o AVC e que deve se prevenir para não ter outro”, afirma. De acordo com Gisele Sampaio Silva, coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), “quando o paciente tem AVC, a doença é um marcador de que o indivíduo é um doente de alto potencial”.

Diabético ou hipertenso têm mais chances de ter AVC. VERDADE – “Tanto o diabético quanto o hipertenso têm mais chances de ter doenças vasculares. E estas são as principais causas do AVC. Existem fatores de riscos não modificável e modificável. O primeiro é a idade e o sexo do paciente. O segundo, como já diz, é controlável. Então o paciente deve controlar bem a pressão, o diabetes, não fumar, praticar exercícios físicos etc.”

 

Fonte: Uol Saúde

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AVC em Idosos e Jovens

AVC em Idosos e Jovens

Só idosos têm AVC? Sequela é para sempre? O que você sabe sobre a doença?

Durante uma visita ao Brasil, o pai do cantor Michael Jackson sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico associado a um quadro de arritmia cardíaca. Joe Jackson ficou internado durante oito dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O empresário norte-americano foi vítima do tipo mais comum de AVC, que é quando uma artéria do cérebro entope. O outro tipo é o hemorrágico, conhecido como derrame, que é quando um vaso se rompe e extravasa sangue para o cérebro. De acordo com a coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares, Neurologia Intervencionista e Terapia Intensiva em Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Gisele Sampaio Silva, quando o paciente chega a uma unidade hospitalar dentro de 4h30 é possível tratá-lo com um medicamento chamado trombolítico, no caso do isquêmico, que desfaz o coágulo e normaliza o fluxo sanguíneo até o cérebro. Caso isto seja possível, a chance de se ter uma sequela diminui consideravelmente.

“Se o tratamento for feito de maneira rápida, se a artéria foi recanalizada rapidamente, o paciente pode sair totalmente sem sequelas”, diz a especialista.

Existem também os pequenos AVCs, chamados de lacuna, que podem ocorrer várias vezes sem que a pessoa perceba, explica o neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Leandro Gama.

Este tipo da doença, a longo prazo, pode afetar a memória do paciente. O grande problema, segundo o especialista, é que as pessoas não se atentam aos sintomas e perdem tempo para iniciar o tratamento.”Os cinco principais sinais de que se está tendo um AVC são fraqueza de um lado do corpo, dormência de um lado do corpo, perda de visão súbita, dificuldade para falar e, por último, uma forte tontura”.

A doença não afeta exclusivamente pessoas idosas, apesar de ser mais comum em quem tem acima de 55 anos.

“Quando a gente fala em AVC em jovem, nós também apontamos casos em pessoas abaixo dos 55 anos. O fator mais comum em crianças são doenças genéticas. Já nos jovens, é a dissecção das artérias do pescoço, que é quando há uma lesão na parede do vaso que leva o sangue ao cérebro. Esta lesão pode ocorrer por causa de um trauma, por exemplo, como a batida de um carro”, diz Gama.

Entretanto, segundo Gama, os jovens possuem uma maior neuroplasticidade no cérebro, que faz com que outros neurônios cubram a função dos que morreram durante o AVC, fazendo com que o paciente se recupere em até 100%.

Segundo os especialistas, a melhor forma de se combater um AVC é a prevenção. Uma boa dieta, associada com exercícios físicos, o controle da pressão arterial, do diabetes, do colesterol e do triglicerídeo diminuem as chances de o indivíduo ter a doença. “Toda vez que a gente fala em uma prevenção, falamos tanto da primária, que é para o indivíduo nunca ter a doença, e da secundária, que é o paciente que já teve o AVC e que deve se prevenir para não ter outro”, afirma Gama.

Fonte: Uol Saúde

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