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Neuromielite óptica: qual é a importância do diagnóstico?

A NMO (Neuromielite Óptica) também conhecida como Síndrome de Devic, é uma doença inflamatória autoimune que acontece quando o sistema imunitário ataca a proteína das células do SNC (Sistema Nervoso Central), chamada Aquaporina 4, bem como o nervo óptico (neurite óptica) e a medula espinhal (mielite).

Sua descrição foi feita há mais de 150 anos, mas só após diversas evoluções científicas foi identificado que ela consiste em um conjunto de manifestações clínicas e laboratoriais pertencentes à apenas uma doença. Desta forma, a NMO pode ser apresentada como um quadro definido, ou apenas como um “espectro”, isto é, quando o paciente apresenta somente alguns sintomas da doença.

Diagnóstico

O diagnóstico da NMO é feito principalmente de forma clínica, contudo alguns critérios também podem levar a esta constatação, como:

  1. Presença de pelo menos um ataque de neurite óptica e de mielite;
  2. Ao menos dois dos três critérios de apoio:
  3. Lesão contígua na medula espinhal de extensão maior ou igual a três corpos vertebrais à ressonância magnética;
  4. Ressonância magnética do crânio que não preencham os critérios da esclerose múltipla;
  5. Presença do anticorpo Aquaporina 4 no sangue.

 

A importância do diagnóstico está também na chance de poder buscar conhecimentos sobre a doença, além de possivelmente possibilitar um tratamento adequado, fazendo com que o paciente possa viver de forma tranquila, mesmo convivendo com a Neuromielite Óptica.

Referências

http://www.ciem.com.br/apresentacao-da-neuromielite-optica

http://www.ciem.com.br/diagnosticos-da-neuromielite-optica

http://esclerosemultipla.com.br/2014/05/29/diagnostico-e-quadro-clinico-da-neuromielite-optica/

http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/revista-medica/materias/Pages/pesquisa-de-anticorpo-antiaquaporina-4-auxilia-o-diagnostico-de-neuromielite-optica.aspx

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Saiba como funciona a punção lombar

Saiba como funciona a punção lombar

A punção lombar é o procedimento que retira uma pequena quantidade do LCR (Líquido Cefalorraqueano), por meio de uma fina agulha, para examinar as suas características físicas, citológicas, microbiológicas e químicas. Inversamente, a punção lombar também permite que sejam injetadas substâncias medicamentosas no líquor e na medula(raquianestesia) e que a pressão no interior da câmera liquórica seja medida.

Preparo

A realização do procedimento não exige qualquer preparo prévio especial. A recomendação é que refeições muito pesadas não sejam feitas antes do exame. Se o paciente também tiver problemas de coagulação ou faz uso de medicamentos anticoagulantes, o médico deve ser avisado.

Riscos

Quando realizada corretamente, a punção lombar não apresenta riscos. Como a quantidade de líquido retirada é pequena, o procedimento não chega a causar repercussões no cérebro e na medula. Os riscos maiores estão relacionados à ocorrência de infecção ou hemorragia, que geralmente são ocasionadas por falhas técnicas. Mesmo o método sendo feito adequadamente, pode ocorrer dor no local da punção ou dor de cabeça, ambas temporárias.

A punção lombar não deve ser realizada se houver a presença ou suspeita de hipertensão liquórica muito alta, devido ao risco de deslocamento do cérebro e herniação de amígdalas cerebelares, o que pode levar à morte. Diante da possibilidade de pressão liquórica aumentada, um exame de fundo de olho e uma tomografia ou ressonância magnética devem ser realizadas antes da punção lombar.

Pós-procedimento

Após a punção lombar, o paciente pode sentir um pouco de tontura, por isso não deve dirigir veículos automotores ou operar máquinas perigosas logo em seguida. O ideal é que o paciente tenha um acompanhante para ajudá-lo.

Nas primeiras horas posteriores ao exame, o paciente deve permanecer deitado e beber bastante líquido, sobretudo aqueles que contêm cafeína. Caso ocorra a dor de cabeça, o paciente deve permanecer deitado e tomar os analgésicos prescritos pelo seu médico.

Referências

http://www.abc.med.br/p/exames-e-procedimentos/358814/puncao+lombar+como+e+feita+para+que+serve+quais+sao+os+riscos+o+que+fazer+apos+o+procedimento.htm

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Barreira Hematoencefálica

O que é a Barreira Hematoencefálica?

A BHE (Barreira Hematoencefálica) é uma estrutura histológica e funcional que protege o SNC (Sistema Nervoso Central). Ela é composta por células endoteliais que revestem o sistema vascular e cerebral e desempenha um papel essencial para a manutenção da hemóstase de neurônios e células gliais, bloqueando o acesso de substâncias tóxicas endógenas ou exógenas.

A impermeabilidade da BHE é o resultado de uma série de características únicas, que acrescenta dificuldades às moléculas que tentam penetrar a barreira. Esta propriedade é baseada na existência de permeabilidade restrita do endotélio, além da presença em grandes quantidades de enzimas degradantes no interior do endotélio de modo que, com exceção da água, os gases como oxigênio, dióxido de carbono e determinadas moléculas lipossolúveis muito pequenas passam de forma íntegra.

Além das funções de permeabilidade seletiva, a Barreira Hematoencefálica possui aspectos importantes nas funções neuroimunes, incluindo a secreção de citocinas, prostaglandinas e óxido nítrico, ou seja, a BHE pode receber o estímulo de um comportamento e, simultaneamente, responder com secreções para outros, sendo esta função protagonista na resposta neuroimune.

A BHE consiste amplamente de dois compartimentos: o plexo coroide e a rede capilar do SNC.

O plexo coroide serve como uma barreira sangue líquor -, por meio de uma estrutura especializada de revestimento celular ependimário do plexo. Já as células endoteliais dos capilares cerebrais assentam na membrana, que é rodeada por pés astrocitários. Estas células endoteliais, tais como os plexos coroides, estão estreitamente unidas por tight junctions (junções apertadas) e possuem os mesmos sistemas de transporte de metabolitos e alguns íons.

O cérebro não é impermeável a todos os componentes com origem no sangue. A BHE é semipermeável, isto é, permite que somente algumas substâncias a atravessem e outas não. Desta forma, existem macromoléculas na circulação sanguínea que podem ultrapassar a Barreira Hematoencefálica.

Substâncias como o álcool, nicotina, cafeína, atravessam a BHE e são prejudiciais para o funcionamento do SNC. Já a maioria dos medicamentos não ultrapassa esta barreira. Isto constitui no desafio de tratar as doenças do sistema nervoso central.

Referências

http://olharocerebro.com/index.php/2016/01/18/barreira-hemato-encefalica/

http://www.guiasdeneuro.com/barrera-hematoencefalica/?lang=pt

http://www.scielo.br/pdf/rbti/v23n2/a16v23n2.pdf

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Parkinson e Alzheimer: qual a diferença entre eles?

Parkinson e Alzheimer: qual a diferença entre eles?

Muitas pessoas confundem o Mal de Parkinson com a Doença de Alzheimer. Mas isso tem uma razão. Ambas são enfermidades degenerativas crônicas, que se manifestam depois dos 60 anos, provocadas pelo decréscimo na produção de neurotransmissores responsáveis pela propagação de sinais na cadeia de circuitos nervosos. No entanto, há diferenças entre elas que são fundamentais para o diagnóstico e tratamento.

O Mal de Parkinson é um distúrbio motor que apresenta quatro características principais: rigidez muscular, tremor em repouso, bradicinesia – lentidão dos movimentos e instabilidade postural.

Esta patologia se manifesta quando ocorre uma falha na produção de dopamina, um neurotransmissor encarregado de múltiplas funções, entre elas a transferência de informações entre os neurônios que regulam a realização dos movimentos voluntários, como por exemplo, andar e conversar ao mesmo tempo. O quadro se agrava à medida que as células nervosas, que fabricam a dopamina, uma estrutura do cérebro chamada de parte compacta da substância negra, vai morrendo. Nesses casos, existe uma tendência de se instalar um comprometimento cognitivo semelhante aos que surgem nos acidentes vasculares cerebrais.

Já na doença de Alzheimer, a principal característica é o declínio progressivo de funções intelectuais. Na verdade, ela representa a forma mais comum de demência.

O processo degenerativa desta patologia se instala quando as placas de proteína beta-amiloide e emaranhados formados pela proteína tau destroem os neurônios em regiões do cérebro, como o hipocampo e o córtex cerebral. Isso explica a perda progressiva da memória, do pensamento abstrato, da capacidade de aprendizado, do domínio da linguagem e da orientação espacial, assim como algumas mudanças de comportamento. Conforme a doença vai progredindo, o seu processo degenerativo cerebral afeta as funções motoras, levando à incapacidade de realizar as atividades diárias por mais simples que sejam.

Por fim, o Parkinson e o Alzheimer são duas enfermidades neurodegenerativas distintas, cuja incidência aumenta com a idade e para as quais ainda não se conhece a cura. A manifestação dos sinais e sintomas são provocados por alterações em diferentes regiões do cérebro. Em ambos os casos, o seu início é insidioso e, muitas vezes, os primeiros sintomas não são valorizados, ficando por conta do processo de envelhecimento.

Referências

http://vivabemcomparkinson.com.br/noticias/parkinsonismo-sindrome-parkinsoniana/

http://alzheimerportugal.org/pt/text-0-9-39-41-doenca-de-parkinson-e-demencia

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Como é feita a análise de Líquor?

Como é feita a análise de Líquor?

O líquido cefalorraqueano (LCR) é um fluido corporal estéril de aparência clara, presente nos plexos ventriculares, canal central na medula óssea e espaço subaracnóide. Quando apresenta alterações na sua composição, isso pode indicar a presença de infecções, hidrocefalia, tumores e processos isquêmicos.

O LCR atua no suprimento de nutrientes e remoção de resíduos metabólicos do tecido nervoso. É produzido a uma taxa aproximada de 20 mL por hora pelos plexos coroidais. Seu volume total é de 6 a 60 mL em recém-nascidos, e 140 a 170 mL no adulto. O Liquor é formado em duas etapas. A primeira consiste na filtração passiva do sangue através do endotélio capilar coroidal, e a segunda através de secreção ativa pelo epitélio monoestratificado modulado por sistemas neuroendócrinos e hormonais.

Mas como é feita a análise de liquor?

A análise clínica do LCR já é iniciada com a coleta, sendo que neste ponto verifica-se se o fluído corre sob pressão, o que pode indicar uma hipertensão intracraniana, ou simplesmente em gotejamento vagaroso, que é considerado normal.

Outro ponto que deve ser analisado é se o LCR está incolor, ou seja, normal, ou com a sua aparência alterada. Podendo apresentar-se cristalino ou turvo, leitoso, xantocrômico(uma coloração rosada, alaranjada ou amarelada), ou sanguinolento, que indicaria uma hemorragia. Neste último caso, deve-se distinguir o acidente de punção, da hemorragia intracraniana. Uma quantidade do LCR deve ser reservada para análise de uma lâmina fixada e corada, para que seja feita a distinção entre as células encontradas. O comum é que haja predomínio de linfócitos, com a presença de alguns monócitos e quase nenhum neutrófilo. O aumento demasiado de leucócitos sugere a presença de infecções, sendo que o predomínio de neutrófilos indica infecção bacteriana, e o predomínio de linfócitos relaciona-se com infecções virais e tuberculosas.

A análise microbiológica consiste na coloração de Gram e a cultura para bactérias piogênicas e, caso haja suspeita de meningite tuberculosa, a coloração Ziehl-Nielsen e cultura em meio específico.

PRINCIPAIS INDICAÇÕES DO EXAME DE LCR

  • Processos infecciosos do sistema nervoso e seus envoltórios;
  • Processos granulomatosos com imagem inespecífica;
  • Processos desmielinizantes;
  • Leucemias e linfomas (estadiamento e tratamento);
  • Imunodeficiências; – Processos infecciosos com foco não identificado;
  • Hemorragia subaracnóidea.

Referências

www.revistaseletronicas.fmu.br/index.php/ACIS/article/download/1186/1000

http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/manuais/manual-de-neurodiagnosticos/pages/liquido-cefalorraquidiano.aspx

http://www.infoescola.com/medicina/exame-do-liquido-cefalorraquidiano/

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Liquor na investigação de síndromes demenciais

Liquor na investigação de síndromes demenciais

O exame de liquor (LCR) é uma arma diagnóstica utilizada desde o final do século XIX para diagnosticar patologias neurológicas. A análise do LCR também permite o estadiamento e o seguimento de processos vasculares, infecciosos, inflamatórios e neoplásicos que podem acometer de forma direta ou indireta o Sistema Nervoso. A síndrome demencial é um distúrbio caracterizado pela deterioração da função cognitiva que afeta a memória e áreas como linguagem, pensamento, movimentos coordenados, reconhecimento e percepção, organização e realização de tarefas.

Qual é o papel do liquor na investigação das síndromes demenciais?

O exame de liquor faz parte da propedêutica na investigação das síndromes cognitivas atípicas, quando ocorre há suspeita de quadro infeccioso ou inflamatório. No caso da Doença de Alzheimer (DA), ocorre modificações detectáveis, que auxiliam na confirmação do seu diagnóstico.
A dosagem da proteína TAU, tem um aumento significativo na DA, quando comparada com controles e outras síndromes demenciais. Já a dosagem de proteína Beta-amiloide (Aβ42), é reduzida quando comparada com os níveis de controle. A análise associada dessas proteínas, traz uma boa sensibilidade e especificidade no diagnóstico de Alzheimer. Porém, a sua confirmação é baseada no diagnóstico clínico e não patológico, o que altera a precisão desses métodos.

Estudos confirmaram o valor dessas proteínas como marcadores de quadros pré-clínicos da DA, o que permite diferenciar os indivíduos com declínios cognitivos leves, que irão evoluir para o Alzheimer.
O liquor contribui para o diagnóstico de síndromes demenciais atípicas e de rápida evolução, o que provavelmente tenha algum valor nos quadros demenciais típicos ou em estágios pré-clínicos das demências.

Referências
http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/manuais/manual-de-neurodiagnosticos/pages/liquido-cefalorraquidiano.aspx
http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/artigos/Pages/o-papel-do-lcr-na-investigacao-das-sindromes-de-menciais.aspx

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Doença de Alzheimer e Liquor

Doença de Alzheimer e Liquor

A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa progressiva, que afeta mais de 37 milhões de pessoas ao redor do mundo e é a forma de demência mais comum em idosos, atingindo cerca de 5% da população a partir dos 60 anos e chega a 50% dos idosos a partir dos 85 anos. No entanto, pessoas mais novas pode desenvolver a doença. Caracteriza-se por um declínio cognitivo e comportamental, com acometimento mais precoce e intenso de memória.

A idade é o principal fator de risco da DA, aumentando ainda mais a sua incidência. Na última década, os conhecimentos sobre os diversos aspectos da doença aumentou, considerando a neuropatologia, os fatores de risco genético e ambientais, o quadro clínico e o tratamento medicamentoso e também o tratamento baseado na utilização de terapias psicossociais no controle dos pacientes com esse diagnóstico.

No Brasil, estima-se que cerca de um milhão de pessoas sofram com o Alzheimer. A doença acomete principalmente pessoas entre 60 e 90 anos, podendo aparecer antes e também depois desta faixa etária, porém com uma menor frequência.

Desde o início dos sintomas, como o esquecimento e a dificuldade para engolir, podem passar de 10 a 15 anos. A doença em si não leva à morte, mas sim as complicações decorrentes do comprometimento de diversas funções.

As causas do Alzheimer ainda são desconhecidas pela medicina, embora seja conhecido o processo de perda de células cerebrais. O se que sabe é que existe uma forte relação com a idade, ou seja, quanto mais idoso, maior a chance de desenvolver a doença.

O DA não tem um caráter nitidamente genético, com uma transmissão direta de geração a geração. O que se estima é que haja a transmissão da predisposição da doença, o que junto com os fatores ambientais, poderá ou não desencadeá-la.

Os primeiros sinais são a perda de memória e o comportamento alterado. No entanto, não é qualquer perda de memória que se deve ficar alerta, mas aquelas que se repete e começa a comprometer o dia-a-dia da pessoa, interferindo no funcionamento das suas atividades pessoais. Com o evoluir da doença, estas perdas são cada vez mais progressivas, comprometendo as memórias autobiográficas, como o nome dos filhos e netos.

As alterações comportamentais podem ocorrer desde o início e são muito frequentes no decorrer da doença. Indivíduos com Alzheimer podem ter características depressivas, de agitação e agressividade, ou até mesmo delírios e alucinação.

A análise do líquor (líquido cefalorraqueano), que banha todo o cérebro e a medula espinhal, pode refletir determinados processos anormais ou doenças que acometem o sistema nervoso central. Apesar da Doença de Alzheimer ser a maior causa da demência após os 65 anos, outras causas devem ser excluídas, tais como, neurossífilis, Creutzfeuldt-Jacob, entre outras, cuja análise do líquor tem importância fundamental nessa diferenciação.

O procedimento para a realização do exame de líquor é simples, seguro e pouco doloroso. A retirada do material é feita por meio da punção lombar, por um médico especialista, com uma agulha de raquianestesia, semelhante à punção da anestesia raquidiana. Após a extração do líquor, ele é analisado em equipamentos de alta tecnologia empregada, que quantificam as mínimas variações das baixas taxas de Peptídeo Beta Amilóide, associada às altas taxas de Tau e Tau Fosforilada. Essas associações estão relacionadas a Doença de Alzheimer entre 80 e 90% dos casos.

Referências
http://www.alzheimermed.com.br/diagnostico/exames-laboratoriais

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O que é o mal de Alzheimer?

O que é o mal de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é considerada a principal causa de demência no mundo todo. Ela é uma patologia degenerativa, que deteriora as funções cerebrais, levando o paciente à uma perda de memória, da linguagem, da razão e da habilidade do indivíduo cuidar de si próprio.

Nesta doença, ocorre a deposição, em algumas áreas do cérebro, de placas de proteína, que são chamadas de amiloides ou senis. São estas proteínas que prejudicam a função cerebral e levam à destruição das regiões afetadas. Ao decorrer da doença, são observadas alterações estruturais nas células do sistema nervoso, os neurônios, levando à diminuição na produção de neurotransmissores, ou seja, de substâncias químicas que são produzidas pelos neurônios e muito importantes para o desenvolvimento de algumas funções cerebrais. Tendo como exemplo, a acetilcolina, um neurotransmissor que participa das processos de aprendizado e memória.

O Alzheimer está fortemente relacionado ao envelhecimento da população. Ela soma 100 mil novos casos a cada ano, apenas no Brasil, principalmente em pessoas com mais de 65 anos.

A medicina ainda não sabe o que realmente causa a patologia, embora sabemos que o processo de perda de células é recorrente. Mas, o que se sabe, é que existe uma forte relação com a idade, ou seja, mesmo tendo uma idade mínima de recorrência da doença, quanto mais idoso, maior a chance de desenvolver o Alzheimer.

Atualmente, para a prevenção da doença, pode-se atuar em cinco áreas que terão um efeito maior se realizadas conjuntamente, e principalmente, mais eficazes se iniciadas precocemente:
  • Atividade física apropriada para a idade
  • Alimentação balanceada e com alimentos naturais
  • Prevenção de fatores de risco vascular, como o controle do diabetes, hipertensão, dislipidemias.
  • Atividade intelectual, como testes, exercícios mentais, manutenção atividade profissional, programa de reabilitação cognitiva.
  • Preservação das relações sociais e familiares

Ainda não existe remédios ou procedimentos definitivos, contudo, a medicina está evoluindo rapidamente na busca dos melhores recursos para tratar e prevenir o Alzheimer.

Desde o início dos sintomas, como o esquecimento, até um comprometimento mais grave, podem passar de 10 a 15 anos. A doença de Alzheimer em si não leva à morte, mas sim a complicações decorrentes do comprometimento de diversas funções.

Referências

https://www.einstein.br/doencas-sintomas/alzheimer

http://www.fleury.com.br/saude-em-dia/dicionarios/doencas/pages/doenca-de-alzheimer.aspx

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Critérios diagnósticos da doença de Alzheimer

Critérios diagnósticos da doença de Alzheimer

Os critérios diagnósticos utilizados no Brasil e na maioria dos países, são baseados no DSM-IV para o diagnóstico de demência no declínio cognitivo progressivo nas funções cognitivas, com comprometimento da memória recente, e outra função cognitiva não relacionada a doenças psiquiátricas ou medicações que comprometa funções sociais e/ou ocupacionais do indivíduo.

O diagnóstico da doença de Alzheimer (DA) se baseia nos critérios diagnósticos do National Institute of Neurological and Communicative Disorders and Stroke e da Alzheimer’s Discase and Related Disordes Association (NINCDS – ARDA), como DA possível, provável ou definida. Os critérios possuem sensibilidade de 80% e especificidade de 70% para DA provável.

Os exames que atualmente complementam, e são recomendados no auxílio ao diagnóstico de Alzheimer, e que pode afastar outras doenças que justifiquem os sintomas.
  • Hemograma
  • Concentração sérica de ureia e creatina
  • Tiroxina livre
  • TSH
  • Albumina
  • Enzimas para avaliação de função hepática
  • Dosagem de vitamina B12
  • Dosagem de cálcio
  • Reações sorológicas para sífilis
  • Sorologia para o vírus HIV (recomendado para pacientes abaixo dos 60 anos)
  • Exame do líquido cefalorraquidiano (somente em situações particulares, como início precoce ou progressão atípica, presença de hidrocefalia e suspeita de quadro infeccioso ou inflamatório)
  • Tomografia computadorizada ou Ressonância magnética
  • Cintilografia de perfusão ou Tomografia da glicose marcada e eletroencefalograma são os métodos opcionais.

Os critérios diagnósticos para DA permaneceram os mesmos por 25 anos. Porém, em Julho de 2007, um grupo de pesquisadores iniciaram um estudo com o propósito de modificas esses parâmetros. Em Julho de 2010, os resultados foram apresentados em congresso internacional da doença de Alzheimer. O objetivo principal do estudo é o diagnóstico precoce da DA, mesmo na fase pré-clínica, buscando um grupo-alvo para um tratamento mais eficaz.

Os principais elementos na proposta de mudança dos critérios diagnósticos de para DA provável e possível são:

  1. Declínio cognitivo documentado
  • Evidência de piora cognitiva em avaliações e testes como o mini exame do estado mental ou a avaliação neuropsicológica formal.
  1. Biomarcadores positivos
  • Líquido cefalorraquidiano com redução da Beta-amiloide 42 e da proteína Tau total e TAU-fosforilada.
  1. Mutações genéticas
  • Gene da amiloide percursor proteína (APP), localizado no cromossomo 21; a mutação altera a clivagem da APP e induz acúmulo de proteína beta-amiloide.
  • Gene da presenilina 1 (PSEN 1), localizada no cromossomo 14
  • Gene da presenilina 2 (PSEN 2), localizada no cromossomo 2

Essas mutações genéticas se referem a casos de Alzheimer pré-senil, com padrão de herança autossômico dominante, que representa cerca de 5% dos casos.

A aplicação desses marcadores e da proposta de revisão dos critérios diagnósticos para a DA, deve ainda ser confirmada por novos estudos. No entanto, há indícios de que possivelmente eles sejam utilizados no auxílio ao diagnóstico da doença de Alzheimer em quadros precoces. Assim, quando novos possíveis tratamentos possam ser testados, e de que, a ausência de medicações específicas que modifiquem a evolução da doença, eles irão permitir modificar os fatores de risco de podem, de certa forma, contribuir para o tratamento de suporte, como o controle de fatores de risco cardiovascular e indicação de atividades físicas e cognitivas.

Referência

http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/artigos/Pages/Doenca-de-alzheimer.aspx

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Benefícios da Safinamida na Doença de Parkinson

Benefícios da Safinamida na Doença de Parkinson: Planejamento de um Tratamento Longo e Seguro

A Safinamida é um medicamento utilizado no tratamento da Doença de Parkinson. Esta patologia é uma doença cerebral progressiva, que provoca tremores, lentidão de movimentos e rigidez muscular. O medicamento pode ser utilizado em associação com a Levodopa, individualmente, ou com outros medicamentos para a doença. Em indivíduos que apresentam o Parkinson em fase intermediária a tardia, com flutuações motoras. Estas flutuações ocorrem quando o efeito da Levodopa desaparece, e com isto, o paciente passa do seu tempo “bom”, com capacidade de movimentação, para o tempo “ruim”, com dificuldade de movimentação.

Nos pacientes que tenham a doença de Parkinson, determinadas células do cérebro que produzem a dopamina, morrem. No entanto, pela dopamina estar envolvida no controle motor, o movimento do indivíduo sofre, com o passar o tempo, um agravamento nos meus movimentos.
A substância ativa do Xadago, ou seja, a Safinamida, é um inibidor de monoaminoxidase – B (MAO-B). Ela bloqueia as enzimas monoaminoxidase do tipo B, a que decompõe a dopamina, ajudando desta forma a repor os níveis de dopamina no cérebro e melhorando os sintomas do paciente.
Mas quais são os benefícios deste tratamento?

O tratamento adjuvante da Levadopa com ou sem outros medicamentos para a doença de Parkinson, o Xadago foi comparado com o placebo, ou seja, um tratamento simulado, em dois estudos principais que incluíram 1218 pacientes com doentes de Parkinson em fase tardia e que sofriam com flutuações.

Foram realizados estudos onde, foi feito um tratamento de seis meses com o Xadago. Ele aumentou o período, durante o dia, em que os indivíduos se mantiveram em tempo “bom” e com capacidade de movimentação de 30 a 60 minutos, em comparação com o placebo. No outro estudo, foi demonstrado a manutenção deste efeito em 24 meses.

Com todas essas comprovações, a Safinamida está se tornando um os medicamentos mais importantes no tratamento da doença de Parkinson.
O Comitê dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência, concluiu que os benefícios do Xadago são maiores do que os riscos, e recomendou a sua aprovação. Eles concluíram que o efeito do medicamento no período de tempo diário durante o qual os pacientes viveram sem sintomas motores, era clinicamente relevante, levando em conta também a resposta notificada na literatura para outros medicamentos para a doença de Parkinson. Este efeito também foi mantido a longo prazo.

Esse é o início de um tratamento longo, que pode durar a vida toda, mas completamente seguro. E que te trará uma boa qualidade de vida.

Referência
http://www.ema.europa.eu/docs/pt_PT/document_library/EPAR_-_Summary_for_the_public/human/002396/WC500184968.pdf

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