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Avaliação Imunoproteica Completa mais Pesquisa de Bandas Oligoclonais no diagnóstico da Esclerose múltipla e outras doenças desmielinizantes

A esclerose múltipla é uma doença de evolução polifásica e com sintomatologia diversa, que tem no exame de LCR um excelente método de diagnóstico e de acompanhamento. Geralmente são encontrados pleocitose linfomonocitária e hiperproteinorraquia discreta, até 30 células/mm³ e até 100 mg/dL, respectivamente. Os dados liquóricos mais importantes e uteis no diagnóstico, é a presença de bandas oligoclonais, que está presente em mais de 90% dos casos. Também tem uma grande importância na determinação da produção intra-tecal de IgG, que está elevada entre 70 e 90% dos casos. No entanto, a dosagem da proteína básica de mielina, não apresenta um valor diagnóstico, por ter níveis variáveis e ser altamente específica.

No entanto, o estudo das bandas oligoclonais fica por conta da Eletroforese de proteínas. Essas bandas são imunoglobulinas sintetizadas por um ou poucos clones de plasmócitos, derivados de linfócitos B, que atuam em resposta à presença contínua de um antígeno único e altamente específico. Essa pesquisa tem uma grande importância. Pois ajudam no diagnóstico e no seguimento dos processos inflamatórios do sistema nervoso central (SNC).

Os processos infecciosos subagudos ou crônicos do nosso SNC, assim como a panencefalite esclerosante subaguda pós-sarampo, a neurossífilis e as encefalopatias virais, tendo o HIV como exemplo, costumam provocar o aparecimento dessas bandas oligoclonais, cuja a sua presença isolada no líquor e não no soro, está diretamente relacionada à síntese intre-tecal dos anticorpos. Foram desenvolvidos diversos métodos para a detecção das bandas. Entretanto, atualmente, a preferência está na isoeletrofocalização das proteínas que apresenta ótima sensibilidade, além de ser rápida e de fácil execução. A localização e a quantidade dessas bandas não tem muito significado para o diagnóstico. O que importa é a determinação das mesmas, concomitante, no soro e no líquor, para que assim possa determinar se o procedimento das bandas oligoclonais é exclusivo do sistema nervoso ou se existe um comportamento semelhante no soro.

 

Referências
http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/manuais/manual-de-neurodiagnosticos/pages/liquido-cefalorraquidiano.aspx

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criptococose

Criptococose

Criptococose

A criptococose é a principal micose que atinge o sistema nervoso central (SNC), sendo de distribuição mundial. É causada pelo Cryptococcus neoformans (nome antigo: Torula histolytica), um fungo arredondado (levedura), com diâmetro de 4 a 7 mm, que se reproduz por brotamento simples. O fungo é circundado por espessa cápsula gelatinosa mucopolissacarídica (3 a 5 mm), que se cora com o PAS ou mucicarmim (figura C).

O criptococo é encontrado como saprófita no solo, em frutas estragadas e particularmente em fezes ressecadas de pombo (uma grama pode conter 50 milhões de C. neoformans). Não é descrita transmissão inter-humana. A maioria dos casos ocorre em portadores de imunodeficiências (p. ex., AIDS) ou neoplasias do sistema linfóide.

O ser humano se infecta por inalação. Nos pulmões a doença é via de regra assintomática e de resolução espontânea. Contudo pode haver disseminação hematogênica para o SNC, onde o fungo prolifera no líquor. Geralmente, quando a doença se manifesta no SNC não é mais possível detectar a lesão pulmonar. A grande quantidade de fungos que preenche o espaço subaracnóideo (figura A) dá aspecto gelatinoso ao líquor. Os fungos se introduzem também nos espaços de Virchow-Robin, em torno dos vasos que penetram no tecido nervoso, e aí proliferam, comprimindo-os. Na superfície de corte, a presença de fungos nesta localização é notada como pequenos cistos de conteúdo gelatinoso, geralmente nos núcleos da base e no córtex cerebral, que são muito sugestivos da etiologia criptococócica. A dificuldade na circulação liquórica pode levar a dilatação ventricular. Os pacientes morrem por edema cerebral, hipertensão intracraniana e hérnias.

A meningite criptococócica se caracteriza pela abundância de parasitas que se multiplicam encontrando muito pouca resistência. A cápsula mucopolissacarídica tem papel fundamental na patogenicidade do fungo, inibindo a fagocitose e adsorvendo e neutralizando anticorpos. A reação inflamatória é mínima.

As manifestações clínicas são as de uma meningoencefalite crônica, com cefaléia, irritabilidade, confusão mental até coma, náuseas, vômitos, paresias de nervos cranianos e edema de papila. Há também febre e rigidez de nuca.

 

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se na pesquisa dos fungos no líquor pela técnica da tinta nanquim. Usa-se um centrifugado do líquor, adicionado de gotas de tinta e examinado ao microscópico entre lâmina e lamínula. A tinta preenche os espaços entre os fungos, dando um fundo negro contra o qual estes se destacam. Há pleocitose linfomonocitária, hiperproteinoraquia e hipoglicoraquia.

 

Tratamento

O tratamento é internado em unidade de infectologia com utilização de antifúgico endovenoso.

 

Fonte: http://www.medicinapratica.com.br/

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Principais Indicações

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