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Dosagem dos biomarcadores no Liquor e o Diagnóstico da doença de Alzheimer

Os sintomas iniciais da doença de Alzheimer (DA), são geralmente confundidos com o processo de envelhecimento normal. No entanto, essa confusão faz com que o paciente e seus familiares adiem a busca por uma orientação profissional, provocando um diagnóstico tardio.  Os quadros de demência apresentam um início lento dos sintomas, podendo levar meses ou até mesmo anos, mas tendo uma piora progressiva das funções cerebrais.

A certeza do diagnóstico da DA só pode ser obtida através do exame microscópico do tecido cerebral, porém, ele só é feito após o falecimento do paciente. Antes disso, o exame não é indicado, por apresentar risco ao doente. Na prática, o diagnóstico do paciente é feito através da base clínica, dependendo da avaliação feita por um médico, analisando exames e a história do paciente, para assim chegar na principal causa para a demência.

A bateria de exames é uma parte essencial para uma avaliação profunda das funções cognitivas, pois o mapeamento pode ser útil na programação do tratamento de estimulação cognitiva, que considera as habilidades que merecem investimento para serem preservadas e outras que precisam ser compensadas.

O Alzheimer não pode ser a principal hipótese no quadro demencial se houver evidências de outras doenças que justifique a demência, como uma doença vascular cerebral ou características típicas de outras demências, ou até mesmo quando o uso de medicamentos possa prejudicar a cognição.

A fase da DA anterior ao quadro de demência é o comprometimento cognitivo leve, onde ocorre alterações cognitivas que são relatadas pelo paciente ou por algum familiar, que tenha evidências de comprometimento, mas que há preservação da independência nas atividades diárias.

Pesquisas científicas estão sendo realizadas para auxiliar no diagnóstico preciso da Doença de Alzheimer, nelas são analisados os biomarcadores Beta-amiloide e a Proteína Tau. Contudo, essa análise ainda não é indicada para a prática clínica.

A Beta-amiloide é acumulada na placa senis, um dos marcos patológicos da DA. Esta proteína é produzida normalmente no cérebro, em uma quantidade pequena, que mantem os neurônios viáveis. No Alzheimer, a produção da Beta-amiloide aumenta, e essas moléculas acumulam—se como oligômeros, tendo alterações nas sinapses, como a perda de neurônios e sintomas da doença.

Normalmente, a Beta-amiloide é eliminada pelo Liquor, porém, na doença de Alzheimer o seu acúmulo faz com que o nível de liquor caia, e simultaneamente, ocorre a fosforilação da proteína tau, onde é formado emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios, que é uma representação de outra alteração patológica da DA.

A morte neuronal faz com que o fosfo-tau seja eliminado pelo liquor, aumentando ainda mais a sua concentração. Desta forma, no Alzheimer ocorre a diminuição da concentração da Beta-amiloide e aumento do fosfo-tau no liquor.

Os marcadores biológicos promovem um diagnóstico da doença prodrômica, ou seja, pessoas com queixa e dificuldade objetivamente verificadas. Entretanto, não preenche os critérios para diagnóstico de demência como, por exemplo, as que não tem prejuízo nas suas atividades. A doença prodrômica tem uma chance muito grande de se evoluir, ou até mesmo, desenvolver a demência de Alzheimer.

 

Referência

http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/atualizacoes-cientificas

http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/diagnostico

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Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é a mais freqüente doença neurodegenerativa na espécie humana. Trata-se de uma doença que acarreta alterações do funcionamento cognitivo (memória, linguagem, planejamento, habilidades visuais-espaciais) e muitas vezes também do comportamento (apatia, agitação, agressividade, delírios, entre outros), que limitam progressivamente a pessoa nas suas atividades da vida diária, sejam profissionais, sociais, de lazer ou mesmo domésticas e de auto-cuidado. O quadro clínico descrito caracteriza o que em Medicina é denominado “demência”.

 A doença de Alzheimer manifesta-se através de uma demência progressiva, isto é, que aumenta em sua gravidade com o tempo. Os sintomas iniciam lentamente e se intensificam ao longo dos meses e anos subseqüentes. Muitos sintomas não ocorrem no início, mas surgem ao longo da evolução da doença.

Sintomas da doença de Alzheimer

Na grande maioria dos casos o primeiro sintoma é a perda de memória para fatos recentes. É importante salientar que esta perda de memória deve representar um declínio em relação ao funcionamento anterior e que também deve ser de intensidade suficiente para interferir com o desempenho do indivíduo em suas atividades diárias. Ou seja, uma perda de memória leve e ocasional não deve ser valorizada da mesma forma.

  • Perda progressiva da memória, principalmente para eventos recentes;
  • Dificuldade de linguagem, tanto para compreender quanto para expressar-se (ex., dificuldade para encontrar palavras);
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais;
  • Dificuldade de planejamento;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Dificuldade de raciocínio, juízo e crítica;
  • Em fases mais avançadas, dificuldade para lembrar-se de familiares e de amigos e para reconhecê-los;
  • Depressão;
  • Apatia;
  • Ansiedade;
  • Agitação, inquietação, às vezes, agressividade; muitas vezes com piora no final do dia;
  • Problemas de sono: troca o dia pela noite;
  • Delírios (pensamentos anormais, idéias de ciúme, perseguição, roubo, etc.);
  • Alucinações (alterações do pensamento e dos sentidos, como ver coisas que não existem);
  • Problemas motores, nas fases avançadas: dificuldade de locomoção, etc.;
  • Perda do controle das necessidades fisiológicas, nas fases avançadas
  • Dificuldade para deglutição, nas fases avançadas.

Prevenção contra a doença de Alzheimer

Há medidas gerais que ajudam a preservar a saúde mental e que diminuem o risco de a pessoa ter doença de Alzheimer.

  • Atividade mental regular e diversificada;
  • Atividade física regular;
  • Boa alimentação;
  • Bom sono;
  • Lazer;
  • Evitar maus hábitos: não fumar, beber com moderação;
  • Cuidados com a saúde física geral: tomar os medicamentos corretamente, ir ao médico regularmente.

Quando devo procurar o médico, ou levar meu familiar?

Os 10 sinais de alerta para doença de Alzheimer são:

  • Problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho;
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais;
  • Dificuldade para comunicar-se;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Diminuição da capacidade de juízo e de crítica;
  • Dificuldade de raciocínio;
  • Colocar coisas no lugar errado, muito freqüentemente;
  • Alterações freqüentes do humor e do comportamento;
  • Mudanças na personalidade;
  • Perda da iniciativa para fazer as coisas.

Diagnóstico da doença de Alzheimer

Não há, até o momento, nenhum método que isoladamente permita o diagnóstico de doença de Alzheimer com absoluta precisão. Avanços substanciais têm ocorrido nesta área, com alguns exames mais específicos e promissores em fase de pesquisa. No entanto, o diagnóstico ainda é feito pela identificação de quadro clínico característico e pela exclusão de outras causas de demência, por meio dos exames complementares (laboratoriais e de imagem).

Quando é seguido roteiro diagnóstico apropriado, baseado em recomendações e consensos internacionais e também nacionais, a identificação da doença fica em torno de 85% nas fases iniciais, aumentando de forma expressiva com o acompanhamento do paciente. Alguns casos, no entanto, podem apresentar manifestações clínicas atípicas ou, em fases muito iniciais, oferecer maiores dificuldades para sua correta identificação, necessitando de avaliação mais especializada.

É muito importante o diagnóstico ser feito o mais cedo possível, porque, nas fases iniciais da doença, o médico tem melhores condições de intervir em benefício da pessoa com doença de Alzheimer.

Ref : ABN  Doença de Alzheimer para leigos

CRM Liquor no diagnóstico de Doença de Alheimer

O CRM Liquor é um laboratório especializado em liquido cefalorraquiano ( Liquor ) . Possui equipe médica altamente especializada e infraestrutura completa para todas as análises laboratoriais no Liquor. No caso específico da Doença de Alzheimer , somos um dos poucos laboratórios a realizar em sua própria estrutura técnica  as dosagens de Biomarcadores da Doença de Alzheimer ( beta amiloide 1-42 e proteína TAU ) que podem auxiliar na investigação da Doença de Alzheimer.

www.crmliquor.com.br

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SUS já tem remédio adesivo de graça contra Alzheimer

SUS já tem remédio adesivo de graça contra Alzheimer:

Incorporação da rivastigmina adesivo transdérmico saiu no diário oficial. Adesivo dá menos efeitos colaterais do que cápsula ou solução oral.

Ótima notícia para pacientes brasileiros com Alzheimer, que estavam pagando pelo adesivo de rivastigmina.

A partir de agora, pacientes poderão obter pelo SUS um medicamento contra Alzheimer em forma de adesivo para a pele. A incorporação da rivastigmina adesivo transdérmico ao SUS foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (22/09).

O remédio que libera o princípio ativo na pele ao longo do dia, diminui efeitos colaterais como náuseas, vômitos e perda de apetite porque leva o medicamento direto à corrente sanguínea, sem passar pelo sistema digestivo.

Ele é um remédio usado no tratamento das doenças de Alzheimer e Parkinson e de acordo com sua bula, aumenta a quantidade a acetilcolina no cérebro, uma substância importante para o funcionamento da memória, aprendizagem e orientação do indivíduo.

Lançado no Brasil em 2008, o adesivo de rivastigmina libera gradativamente o princípio ativo ao longo do dia. Por levar o medicamento direto à corrente sanguínea, sem passar pelo sistema digestivo, o adesivo diminui efeitos colaterais como náuseas, vômitos e perda de apetite. O adesivo deve ser aplicado sobre a pele uma vez ao dia.

História

A rivastigmina já estava disponível no sistema público mas apenas nas formas cápsula e solução oral.

O SUS também oferece outros medicamentos para tratamento de Alzheimer : a donepezila e a galantamina.

A doença, que atinge em média 7% dos idosos, se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais.

Mas, se diagnosticada no início, é possível retardar seu avanço, ou ainda controlar os sintomas, melhorando a qualidade de vida do paciente e da família.

Fonte: G1
Créditos: sonoticiaboa
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Alzheimer, proteina tau

Esperança no tratamento de Alzheimer pode estar ligada a Proteína

Portadores da doença de Alzheimer que leva à perda de neurônios têm menos concentração de beta-amiloides e geralmente o dobro da proteína tau.

A esperança de tratamento para pacientes com Alzheimer pode estar ligada à proteína TAU. Portadores da doença, que leva à perda de neurônios, têm menos concentração de beta-amiloide e, geralmente, o dobro de proteína TAU. Novas formas de coibir o Alzheimer foram debatidas no segundo dia do Congresso Mundial do Cérebro, Comportamento e Emoções, que acontece em Buenos Aires. Segundo o psiquiatra Janus Kremer, professor da Universidade de Córdoba e especialista no tema, os testes com medicamentos para controlar a proteína TAU estão na fase três, de um total de quatro.

– Ainda não há tratamento atual para a proteína TAU. Há um teste com um derivado de azul de metileno. Mas acreditamos que esta proteína possa deter a degeneração do microtúbulo, o que daria lugar ao aumento do depósito intracelular da TAU.

Durante a apresentação, o psiquiatra Fernando Taragano, doutor em saúde mental, apresentou estudos sobre a atrofia cerebral, que está relacionada ao Alzheimer. A doença provoca alterações cognitivas e perda do controle emocional e compromete a autonomia, mas não a consciência do portador. Em um vídeo, uma paciente idosa com estágio avançado da doença não consegue memorizar três palavras em cinco minutos e fica desapontada. Depois do tratamento com antidepressivos e remédios combinados, ela consegue completar o teste e mostra bom humor. A pílula do Alzheimer, anunciada no início do ano pela revista Time como uma provável droga eficiente contra a doença, e a importância do monitoramento do cérebro também tiveram destaque na discussão. De acordo com as pesquisas, 25% das doenças mentais poderiam ser prevenidas através do controle do cérebro.

Font: cbn.globoradio.globo.com

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Pesquisadores encontraram placas da proteína beta-amiloide (sinal de Alzheimer) no cérebro de pacientes relativamente jovens, que haviam sido submetidos a um procedimento cirúrgico envolvendo enxertos de membranas cerebrais de cadáveres. A doença teria sido transmitida durante este tratamento

Crescem as evidências de que o Alzheimer pode ser transmissível

Um novo estudo realizado por pesquisadores suíços e austríacos lançou a hipótese de uma possível forma de transmissão da doença: por meio de cirurgia

A doença de Alzheimer pode ser transmitida durante alguns procedimentos médicos, como cirurgia, de acordo com os resultados de um estudo publicado nesta terça-feira, no periódico científico Swiss Medical Daily. No estudo, foram encontrados sinais de Alzheimer no cérebro de sete pacientes que haviam morrido de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma encefalopatia espongiforme transmissível de caráter neurodegenerativo que acomete os humanos e não tem cura. As informações são da revista científica Nature.

Os pesquisadores suíços e austríacos realizaram autópsias no cérebro das sete pessoas que haviam morrido em decorrência da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Esses pacientes foram infectadas com a rara condição décadas antes de morrerem, após receberem enxertos cirúrgicos de dura-máter (membrana que cobre o cérebro e a medula espinhal). Estes enxertos, preparados a partir de cadáveres humanos, estavam contaminados com a proteína príon que causa a doença.

Além dos danos causados pelos príons da DCJ, cinco dos sete cérebros examinados apresentavam placas de proteína beta-amiloide, associada ao Alzheimer, na matéria cinzenta do cérebro e nos vasos sanguíneos. De acordo com os cientistas, os pacientes, com idades entre 28 e 63 anos, eram muito jovens para terem desenvolvido essas placas. No grupo de controle, composto por 21 pessoas que haviam morrido de DCJ, mas que não haviam realizado enxertos cirúrgicos de dura-máter, não foram encontrados estes depósitos de proteína.

Para os autores, é possível que, além dos príons que causam a doença de Creutzfeldt-Jakob, as dura-máter transplantadas pudessem estar contaminadas com pequenos pedaços de beta-amiloide. As doenças têm longos períodos de incubação. Mas, enquanto a DCJ progride rapidamente, o Alzheimer se desenvolve lentamente, por isso nenhum dos pacientes tinha apresentado sintomas claros de Alzheimer antes de suas mortes.

Evidências anteriores – Esta é a segunda vez que um estudo sugere que o Alzheimer pode ser transmitido por meio de procedimentos médicos. Em setembro de 2014, um trabalho publicado na Nature havia sugerido que o Alzheimer poderia ser transmitido por meio de um tratamento para crescer que utilizava injeções de hormônio de crescimento retirado da hipófise de cadáveres humanos.

Os oito pacientes então avaliados também eram relativamente jovens (entre 36 e 51 anos) e haviam morrido da doença de Creutzfeldt-Jakob após receberem estas injeções. Como no estudo atual, os pesquisadores da University College de Londres, na Inglaterra, encontraram um acúmulo incomum de proteína beta-amiloide no cérebro de seis destes pacientes.

“Nossos resultados são consistentes. O fato de que o novo estudo mostra a mesma patologia emergente após um procedimento completamente diferente aumenta a nossa preocupação”, disse o neurologista John Collinge, coautor do estudo, à Nature.

Os autores ressaltam que o Alzheimer não é uma doença infecciosa e por isso não há risco de ser transmitida pelo contato humano. Os tratamentos médicos com material provenientes de cadáveres que levaram à morte dos indivíduos dos estudos também não são mais realizados atualmente.

Entretanto, estas descobertas são importantes para a classe médica, principalmente no que diz respeito à esterilização de materiais cirúrgicos. Por exemplo, as proteínas beta-amiloides são extremamente pegajosas e os procedimentos de esterilização padrão da cirurgia geral não são capazes de removê-la dos instrumentos, o que pode ser um risco potencial.

“É nosso trabalho como médicos ver de antemão o que pode se tornar um problema na clínica”, disse Herbert Budka, coautor do estudo.

Apesar dos resultados, os cientistas afirmam que ainda não é possível afirmar que a beta-amiloide pode ser transmitida por procedimentos médicos ou instrumentos cirúrgicos e, por isso, são necessários mais estudos sistemáticos em organismos modelo.

Font: Veja.com

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Alzheimer

Por que os doentes com Alzheimer deixam de reconhecer os familiares?

Estudo da Universidade de Montreal mostra que esse sintoma aparece na fase inicial da enfermidade

Tudo começa com esquecer onde estão as chaves ou quem telefonou. Depois, o senso de orientação e as lembranças vão sendo afetados, e se termina na dependência total de outra pessoa para realizar atividades comuns, como comer ou tomar banho. O mal de Alzheimer é uma alteração neurodegenerativa geralmente conhecida pelos problemas associados à perda de memória em curto e longo prazo. As pessoas que padecem da doença não são capazes de recordar nenhuma de suas experiências ao longo da vida e deixam de reconhecer os entes queridos, o que dificulta as relações com os familiares.

Um estudo recente demonstrou que a perda de memória e a capacidade de percepção visual dos rostos não se manifestam só na fase severa da doença, mas alguns sintomas já são observados em sua etapa prematura. Isso explicaria por que essas pessoas deixam de reconhecer os filhos, cônjuges ou amigos. Nessa pesquisa da Universidade de Montreal, Canadá, são comparados os resultados de 25 pessoas afetadas e os de 23 idosos sem nenhum tipo de problema neuronal. Os participantes foram submetidos ao Teste de Reconhecimento Facial de Benton (BFRT, nas siglas em inglês), provas adotadas por neurologistas e neuropsicólogos para determinar as habilidades de reconhecimento facial. O procedimento é simples: é apresentada uma série de rostos e objetos comuns, neste caso, carros em diferentes posições, e a pessoa deve indicar quais imagens são iguais.

Os resultados revelaram que as pessoas com Alzheimer processam de forma menos eficaz os rostos em posição normal do que os invertidos e os carros. “O reconhecimento de rostos invertidos depende de técnicas de estratégia local (observar os olhos, o nariz e a boca de forma individual), enquanto que nós pensamos que quando processamos caras em posição normal as múltiplas partes de um rosto são percebidas integradas, como representações holísticas das caras, e é nesse último ponto onde se encontrou menos eficiência em pessoas com Alzheimer”, afirma o pesquisador principal do projeto, Sven Joubert.

Uma possível explicação apresentada pelo estudo para as dificuldades dos doentes é que existem regiões especificamente associadas com a percepção facial que podem ser afetadas durante o curso da doença. Várias análises do volume da matéria cinzenta do cérebro detectaram que as pessoas que sofrem de Alzheimer costumam ter atrofia do giro fusiforme direito, encarregado de identificar pessoas conhecidas.

Uma doença irreversível

“Temos a concepção de que a visão se dá unicamente com os olhos, com o que se vê, mas isto não é verdade. O cérebro interpreta a informação que os olhos veem”, diz Teresa Moreno, diretora de Edições da Sociedade Espanhola de Neurologia. Ela explica que o Alzheimer é uma degeneração neuronal progressiva, que vai afetando diferentes funções de modo gradual.

Os sintomas da enfermidade podem variar dependendo das zonas do cérebro que estejam prejudicadas. “Algumas pessoas podem reconhecer o rosto de seus familiares, mas não suas vozes, ou podem não reconhecer a voz, mas sua forma de falar”, conta Moreno. Isso se deve a que as conexões neuronais que relacionam regiões do cérebro com outras se encontram afetadas. “A visão é muito complexa. Os olhos podem funcionar corretamente, mas se as conexões neuronais não funcionam bem, a percepção do mundo exterior se distorce”, diz a neurologista.

Apesar de ainda não existir tratamento ou medicamento para acabar com o Alzheimer, Teresa Moreno defende os exercícios de reabilitação cognitiva, que têm como finalidade tornar mais lentos os efeitos da doença. Além disso, recomenda estimular várias partes do cérebro com atividades simples, como falar muito com os doentes, tratá-los de modo carinhoso ou, até mesmo, escutar música com eles.

Font: brasil.elpais.com

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hidrocefalia de pressão normal

Hidrocefalia de Pressão Normal

Hidrocefalia de Pressão Normal

A Hidrocefalia de Pressão Normal é uma doença ou patologia que acomete homens e mulheres na terceira idade. Caracterizada pelo acumulo do volume de líquor – líquido cefalorraquiano (LCR) nas cavidades cerebrais chamadas de ventrículos, que pressiona o cérebro causando alterações neurológicas.

A hidrocefalia é resultante de anomalias genéticas herdadas, ou desordens desenvolvidas, podendo acometer também jovens, pacientes de traumatismo crânio encefálicos e aparecer após outras patologias neurológicas. Uma estimativa recente revela que o Brasil irá registrar cerca de 10 mil novos casos por ano, devido ao contínuo crescimento da população idosa no país. Alterações cognitivas, ou neuropsicológicas se apresentam na maioria dos casos destes pacientes.

As mais típicas são a lentidão no processamento cognitivo, e nas respostas motoras, com prejuízo da memória de longo prazo, e das funções executivas (flexibilidade mental, planejamento de ações). Existe a possibilidade de reversão, mesmo que parcial, do quadro clínico com a diminuição da pressão no sistema do líquor, para isso deve ser realizada uma punção lombar com retirada de 30 a 40 ml do líquido cefalorraquiano.

Nos pacientes que respondem positivamente a esse procedimento, com declínio dos sintomas (alteração de marcha, comportamento e incontinência urinária), após a punção, há a indicação da Derivação Ventrículo-Peritoneal (DVP), ou seja, um procedimento cirúrgico que estabelece uma comunicação entre os ventrículos cerebrais e o peritônio (membrana que recobre a parede abdominal) por meio de um cateter. Isso irá implicar no desvio do líquido cefalorraquidiano para a cavidade abdominal, e assim, baixar a pressão no sistema do líquor.

TAP Test

Busca auxiliar no diagnóstico da Hidrocefalia de Pressão Normal, onde uma equipe multidisciplinar que atua no Teste Terapêutico de Punção Lombar (TAP Test), realiza análises psicomotoras nos pacientes. A avaliação neuropsicológica quantifica objetivamente o desempenho do paciente em tarefas cognitivas através do estabelecimento de medidas individuais, e da comparação com as médias de desempenho da população nas diversas faixas etárias, podendo assim indicar o padrão de normalidade, ou o prejuízo do desempenho, nas esferas cognitivas avaliadas.

Etapas do TAP Test (Teste Ambulatorial realizado em 01 dia).

  • 1° parte: Avaliação Neuropsicológica e Avaliação de Marcha no Laboratório de Marcha.
  • 2° parte: Coleta de Líquor Cefalorraquidiano.
  • 3° parte: Reavaliação Neuropsicológica e de Marcha.

Para a realização do TAP Test o CRM Líquor conta com uma completa estrutura altamente modernizada, trazendo extrema qualidade, desde a Punção Liquórica para análise, até a liberação dos resultados obtidos, com uma equipe totalmente especializada, composta por médicos com mais de 30 anos de experiência em líquor. Realizamos todos os exames em nossa própria unidade (in house) garantindo segurança na liberação, e agilidade em seus processos, disponibilizando nos laudos todos os dados precisos para o fechamento do diagnóstico.

*Obs: Pode-se associar à Punção Lombar, a dosagem de biomarcadores para Alzheimer para um diagnóstico mais completo do paciente.

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Esclerose Múltipla

TAP Test

TAP TestO TAP TEST é um exame realizado em nosso serviço por uma equipe multiprofissional, formada por profissionais da área da neurologia, patologia clínica, neuropsicologia e neurofisioterapia. O teste tem como função principal auxiliar na confirmação diagnóstica e prognóstica da hidrocefalia de pressão normal. Quando este é positivo, reflete uma chance maior do paciente se beneficiar do tratamento cirúrgico de colocação da válvula. O exame consiste na realização de punção lombar, com a retirada de 30 a 50 mL de líquor. Antes da coleta são feitas duas avaliações: desempenho da marcha do paciente e exame neuropsicológico, medindo-se as capacidades cognitivas (funções cognitivas: memória, rapidez perceptivo-motora e habilidade viso-construtiva). Nos dois dias subsequentes à punção lombar, as mesmas avaliações são repetidas. No dia seguinte à coleta, as mesmas avaliações são repetidas. O resultado é positivo quando há melhora objetiva nas medidas de marcha e/ou cognitivas. O teste tem duas funções principais:

  • Confirma o diagnóstico de HPN.
  • Quando positivo, reflete uma maior chance do paciente se beneficiar do tratamento cirúrgico de colocação de válvula.

O que é o HPN?

A Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) é um tipo de demência que acomete homens e mulheres na terceira idade. Estudos epidemiológicos revelam que o Brasil registrará cerca de 11 mil novos casos por ano, devido ao crescimento da população idosa no país.  é uma síndrome caracterizada por déficit cognitivo, alteração da marcha e incontinência urinária associada a uma disfunção da circulação do líquor. Dois desses sintomas já sugerem fortemente o diagnóstico, e a tomografia do crânio ou ressonância magnética aumentam a suspeita diagnóstica quando se encontra dilatação dos ventrículos cerebrais. Caracterizada pelo acúmulo de volume do líquor – líquido cefalorraqueano (LCR) nas cavidades cerebrais chamadas de ventrículos, que pressiona o cérebro causando alterações neurológicas. a hidrocefalia é resultante de anomalias genéticas herdadas ou desordens desenvolvidas, podendo acometer também jovens vítimas de traumatismo cranioencefálico.

A Hidrocefalia de Pressão Normal pode ser confundida ou até mesmo associada com Alzheimer e Parkinson, devido à similaridade dos principais sintomas. O tratamento de escolha para a HPN é a colocação de uma válvula que permita uma redução do volume do líquor na cabeça. “Quando o resultado é positivo, ou seja, quando há melhora na capacidade de andar ou nas funções mentais previamente avaliadas, existe 76% de chance do paciente se beneficiar do tratamento cirúrgico, por isso a importância de sua realização”. Quando o Tap-Test é inconclusivo ou negativo, a orientação é repetir o teste após um mês. Se pela segunda vez for negativo, mas a suspeita clínico-imaginológica permanece sustentada, é indicado outro exame.

Em caso de dúvidas:

Entre em contato com o seu médico ou com o Laboratório CRM Liquor, tel: (11) 2373-3352.

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TAP Test

O TAP TEST é um exame realizado em nosso serviço por uma equipe multiprofissional, formada por profissionais da área da neurologia, patologia clínica, neuropsicologia e neurofisioterapia. O teste tem como função principal auxiliar na confirmação diagnóstica e prognóstica da hidrocefalia de pressão normal. Quando este é positivo, reflete uma chance maior do paciente se beneficiar […]

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