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Parkinson e Alzheimer: qual a diferença entre eles?

Parkinson e Alzheimer: qual a diferença entre eles?

Muitas pessoas confundem o Mal de Parkinson com a Doença de Alzheimer. Mas isso tem uma razão. Ambas são enfermidades degenerativas crônicas, que se manifestam depois dos 60 anos, provocadas pelo decréscimo na produção de neurotransmissores responsáveis pela propagação de sinais na cadeia de circuitos nervosos. No entanto, há diferenças entre elas que são fundamentais para o diagnóstico e tratamento.

O Mal de Parkinson é um distúrbio motor que apresenta quatro características principais: rigidez muscular, tremor em repouso, bradicinesia – lentidão dos movimentos e instabilidade postural.

Esta patologia se manifesta quando ocorre uma falha na produção de dopamina, um neurotransmissor encarregado de múltiplas funções, entre elas a transferência de informações entre os neurônios que regulam a realização dos movimentos voluntários, como por exemplo, andar e conversar ao mesmo tempo. O quadro se agrava à medida que as células nervosas, que fabricam a dopamina, uma estrutura do cérebro chamada de parte compacta da substância negra, vai morrendo. Nesses casos, existe uma tendência de se instalar um comprometimento cognitivo semelhante aos que surgem nos acidentes vasculares cerebrais.

Já na doença de Alzheimer, a principal característica é o declínio progressivo de funções intelectuais. Na verdade, ela representa a forma mais comum de demência.

O processo degenerativa desta patologia se instala quando as placas de proteína beta-amiloide e emaranhados formados pela proteína tau destroem os neurônios em regiões do cérebro, como o hipocampo e o córtex cerebral. Isso explica a perda progressiva da memória, do pensamento abstrato, da capacidade de aprendizado, do domínio da linguagem e da orientação espacial, assim como algumas mudanças de comportamento. Conforme a doença vai progredindo, o seu processo degenerativo cerebral afeta as funções motoras, levando à incapacidade de realizar as atividades diárias por mais simples que sejam.

Por fim, o Parkinson e o Alzheimer são duas enfermidades neurodegenerativas distintas, cuja incidência aumenta com a idade e para as quais ainda não se conhece a cura. A manifestação dos sinais e sintomas são provocados por alterações em diferentes regiões do cérebro. Em ambos os casos, o seu início é insidioso e, muitas vezes, os primeiros sintomas não são valorizados, ficando por conta do processo de envelhecimento.

Referências

http://vivabemcomparkinson.com.br/noticias/parkinsonismo-sindrome-parkinsoniana/

http://alzheimerportugal.org/pt/text-0-9-39-41-doenca-de-parkinson-e-demencia

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Doença de Alzheimer e Liquor

Doença de Alzheimer e Liquor

A doença de Alzheimer (DA) é uma doença neurodegenerativa progressiva, que afeta mais de 37 milhões de pessoas ao redor do mundo e é a forma de demência mais comum em idosos, atingindo cerca de 5% da população a partir dos 60 anos e chega a 50% dos idosos a partir dos 85 anos. No entanto, pessoas mais novas pode desenvolver a doença. Caracteriza-se por um declínio cognitivo e comportamental, com acometimento mais precoce e intenso de memória.

A idade é o principal fator de risco da DA, aumentando ainda mais a sua incidência. Na última década, os conhecimentos sobre os diversos aspectos da doença aumentou, considerando a neuropatologia, os fatores de risco genético e ambientais, o quadro clínico e o tratamento medicamentoso e também o tratamento baseado na utilização de terapias psicossociais no controle dos pacientes com esse diagnóstico.

No Brasil, estima-se que cerca de um milhão de pessoas sofram com o Alzheimer. A doença acomete principalmente pessoas entre 60 e 90 anos, podendo aparecer antes e também depois desta faixa etária, porém com uma menor frequência.

Desde o início dos sintomas, como o esquecimento e a dificuldade para engolir, podem passar de 10 a 15 anos. A doença em si não leva à morte, mas sim as complicações decorrentes do comprometimento de diversas funções.

As causas do Alzheimer ainda são desconhecidas pela medicina, embora seja conhecido o processo de perda de células cerebrais. O se que sabe é que existe uma forte relação com a idade, ou seja, quanto mais idoso, maior a chance de desenvolver a doença.

O DA não tem um caráter nitidamente genético, com uma transmissão direta de geração a geração. O que se estima é que haja a transmissão da predisposição da doença, o que junto com os fatores ambientais, poderá ou não desencadeá-la.

Os primeiros sinais são a perda de memória e o comportamento alterado. No entanto, não é qualquer perda de memória que se deve ficar alerta, mas aquelas que se repete e começa a comprometer o dia-a-dia da pessoa, interferindo no funcionamento das suas atividades pessoais. Com o evoluir da doença, estas perdas são cada vez mais progressivas, comprometendo as memórias autobiográficas, como o nome dos filhos e netos.

As alterações comportamentais podem ocorrer desde o início e são muito frequentes no decorrer da doença. Indivíduos com Alzheimer podem ter características depressivas, de agitação e agressividade, ou até mesmo delírios e alucinação.

A análise do líquor (líquido cefalorraqueano), que banha todo o cérebro e a medula espinhal, pode refletir determinados processos anormais ou doenças que acometem o sistema nervoso central. Apesar da Doença de Alzheimer ser a maior causa da demência após os 65 anos, outras causas devem ser excluídas, tais como, neurossífilis, Creutzfeuldt-Jacob, entre outras, cuja análise do líquor tem importância fundamental nessa diferenciação.

O procedimento para a realização do exame de líquor é simples, seguro e pouco doloroso. A retirada do material é feita por meio da punção lombar, por um médico especialista, com uma agulha de raquianestesia, semelhante à punção da anestesia raquidiana. Após a extração do líquor, ele é analisado em equipamentos de alta tecnologia empregada, que quantificam as mínimas variações das baixas taxas de Peptídeo Beta Amilóide, associada às altas taxas de Tau e Tau Fosforilada. Essas associações estão relacionadas a Doença de Alzheimer entre 80 e 90% dos casos.

Referências
http://www.alzheimermed.com.br/diagnostico/exames-laboratoriais

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O que é o mal de Alzheimer?

O que é o mal de Alzheimer?

A doença de Alzheimer é considerada a principal causa de demência no mundo todo. Ela é uma patologia degenerativa, que deteriora as funções cerebrais, levando o paciente à uma perda de memória, da linguagem, da razão e da habilidade do indivíduo cuidar de si próprio.

Nesta doença, ocorre a deposição, em algumas áreas do cérebro, de placas de proteína, que são chamadas de amiloides ou senis. São estas proteínas que prejudicam a função cerebral e levam à destruição das regiões afetadas. Ao decorrer da doença, são observadas alterações estruturais nas células do sistema nervoso, os neurônios, levando à diminuição na produção de neurotransmissores, ou seja, de substâncias químicas que são produzidas pelos neurônios e muito importantes para o desenvolvimento de algumas funções cerebrais. Tendo como exemplo, a acetilcolina, um neurotransmissor que participa das processos de aprendizado e memória.

O Alzheimer está fortemente relacionado ao envelhecimento da população. Ela soma 100 mil novos casos a cada ano, apenas no Brasil, principalmente em pessoas com mais de 65 anos.

A medicina ainda não sabe o que realmente causa a patologia, embora sabemos que o processo de perda de células é recorrente. Mas, o que se sabe, é que existe uma forte relação com a idade, ou seja, mesmo tendo uma idade mínima de recorrência da doença, quanto mais idoso, maior a chance de desenvolver o Alzheimer.

Atualmente, para a prevenção da doença, pode-se atuar em cinco áreas que terão um efeito maior se realizadas conjuntamente, e principalmente, mais eficazes se iniciadas precocemente:
  • Atividade física apropriada para a idade
  • Alimentação balanceada e com alimentos naturais
  • Prevenção de fatores de risco vascular, como o controle do diabetes, hipertensão, dislipidemias.
  • Atividade intelectual, como testes, exercícios mentais, manutenção atividade profissional, programa de reabilitação cognitiva.
  • Preservação das relações sociais e familiares

Ainda não existe remédios ou procedimentos definitivos, contudo, a medicina está evoluindo rapidamente na busca dos melhores recursos para tratar e prevenir o Alzheimer.

Desde o início dos sintomas, como o esquecimento, até um comprometimento mais grave, podem passar de 10 a 15 anos. A doença de Alzheimer em si não leva à morte, mas sim a complicações decorrentes do comprometimento de diversas funções.

Referências

https://www.einstein.br/doencas-sintomas/alzheimer

http://www.fleury.com.br/saude-em-dia/dicionarios/doencas/pages/doenca-de-alzheimer.aspx

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Critérios diagnósticos da doença de Alzheimer

Critérios diagnósticos da doença de Alzheimer

Os critérios diagnósticos utilizados no Brasil e na maioria dos países, são baseados no DSM-IV para o diagnóstico de demência no declínio cognitivo progressivo nas funções cognitivas, com comprometimento da memória recente, e outra função cognitiva não relacionada a doenças psiquiátricas ou medicações que comprometa funções sociais e/ou ocupacionais do indivíduo.

O diagnóstico da doença de Alzheimer (DA) se baseia nos critérios diagnósticos do National Institute of Neurological and Communicative Disorders and Stroke e da Alzheimer’s Discase and Related Disordes Association (NINCDS – ARDA), como DA possível, provável ou definida. Os critérios possuem sensibilidade de 80% e especificidade de 70% para DA provável.

Os exames que atualmente complementam, e são recomendados no auxílio ao diagnóstico de Alzheimer, e que pode afastar outras doenças que justifiquem os sintomas.
  • Hemograma
  • Concentração sérica de ureia e creatina
  • Tiroxina livre
  • TSH
  • Albumina
  • Enzimas para avaliação de função hepática
  • Dosagem de vitamina B12
  • Dosagem de cálcio
  • Reações sorológicas para sífilis
  • Sorologia para o vírus HIV (recomendado para pacientes abaixo dos 60 anos)
  • Exame do líquido cefalorraquidiano (somente em situações particulares, como início precoce ou progressão atípica, presença de hidrocefalia e suspeita de quadro infeccioso ou inflamatório)
  • Tomografia computadorizada ou Ressonância magnética
  • Cintilografia de perfusão ou Tomografia da glicose marcada e eletroencefalograma são os métodos opcionais.

Os critérios diagnósticos para DA permaneceram os mesmos por 25 anos. Porém, em Julho de 2007, um grupo de pesquisadores iniciaram um estudo com o propósito de modificas esses parâmetros. Em Julho de 2010, os resultados foram apresentados em congresso internacional da doença de Alzheimer. O objetivo principal do estudo é o diagnóstico precoce da DA, mesmo na fase pré-clínica, buscando um grupo-alvo para um tratamento mais eficaz.

Os principais elementos na proposta de mudança dos critérios diagnósticos de para DA provável e possível são:

  1. Declínio cognitivo documentado
  • Evidência de piora cognitiva em avaliações e testes como o mini exame do estado mental ou a avaliação neuropsicológica formal.
  1. Biomarcadores positivos
  • Líquido cefalorraquidiano com redução da Beta-amiloide 42 e da proteína Tau total e TAU-fosforilada.
  1. Mutações genéticas
  • Gene da amiloide percursor proteína (APP), localizado no cromossomo 21; a mutação altera a clivagem da APP e induz acúmulo de proteína beta-amiloide.
  • Gene da presenilina 1 (PSEN 1), localizada no cromossomo 14
  • Gene da presenilina 2 (PSEN 2), localizada no cromossomo 2

Essas mutações genéticas se referem a casos de Alzheimer pré-senil, com padrão de herança autossômico dominante, que representa cerca de 5% dos casos.

A aplicação desses marcadores e da proposta de revisão dos critérios diagnósticos para a DA, deve ainda ser confirmada por novos estudos. No entanto, há indícios de que possivelmente eles sejam utilizados no auxílio ao diagnóstico da doença de Alzheimer em quadros precoces. Assim, quando novos possíveis tratamentos possam ser testados, e de que, a ausência de medicações específicas que modifiquem a evolução da doença, eles irão permitir modificar os fatores de risco de podem, de certa forma, contribuir para o tratamento de suporte, como o controle de fatores de risco cardiovascular e indicação de atividades físicas e cognitivas.

Referência

http://www.fleury.com.br/medicos/educacao-medica/artigos/Pages/Doenca-de-alzheimer.aspx

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Quais os principais sinais da Doença de Alzheimer?

Quais os principais sinais da Doença de Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro, que comete as pessoas com mais idade. Por conta da patologia, as suas funções cerebrais como memória, linguagem, comportamento ficam comprometidas. Isto ocorre de forma lenta e progressiva levando o indivíduo a uma dependência para executar as suas atividades diárias.

Este é um processo diferente de envelhecimento cerebral, por conta das alterações patológicas do tecido cerebral, como a deposição de proteínas anormais e morte cerebral.

Os principais sintomas da doença de Alzheimer é, principalmente, a perda de memória e o comportamento alterado. A perda de memória neste caso é bem específica. Deve-se ficar alerta naquelas que são repetitivas e que começam a comprometer o dia a dia do indivíduo, interferindo no funcionamento das suas atividades pessoais.

Quando o Alzheimer está em um estágio inicial, a pessoa se mostra confusa e esquecida, sobretudo à memória recente, de palavras e nomes, ou seja, ela esquece de efetuar pagamentos e de tomar os medicamentos. Apesar de em alguns casos a informação acabar sendo repetitiva, o paciente pode esquecer da atividade a ser realizada, ou não lembrar do que acabou de fazer.

O declínio da linguagem também é muito comum. Inicialmente ela se apresenta com uma dificuldade em encontrar palavras e nomes. Com o avanço da doença, diminui a sua capacidade de compreensão e expressão. A percepção temporal e a orientação geográfica do indivíduo também é afetada, ou seja, ele não sabe mais se localizar no tempo e espaço.

Com a evolução do Alzheimer, os sintomas cognitivos e comportamentais, o paciente perde a capacidade de ter uma vida independente. E com isso, apresentam distúrbios de comportamento, como agitação, agressividade, irritabilidade, frustração e ansiedade. Também pode ter episódios de alucinações visuais e auditivas. Em quadros avançados, o indivíduos perde a noção de asseio pessoal e doméstico, como vestir-se e pentear-se, e pode evoluir para uma incontinência urinária e fetal.

Muito provavelmente, em um futuro próximo, haverá métodos mais concretos de prevenção. Ao menor sinal de déficit de memória ou confusão, um neurologista deve ser procurado para esclarecer o sintoma.

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Dosagem dos biomarcadores no Liquor e o Diagnóstico da doença de Alzheimer

Os sintomas iniciais da doença de Alzheimer (DA), são geralmente confundidos com o processo de envelhecimento normal. No entanto, essa confusão faz com que o paciente e seus familiares adiem a busca por uma orientação profissional, provocando um diagnóstico tardio.  Os quadros de demência apresentam um início lento dos sintomas, podendo levar meses ou até mesmo anos, mas tendo uma piora progressiva das funções cerebrais.

A certeza do diagnóstico da DA só pode ser obtida através do exame microscópico do tecido cerebral, porém, ele só é feito após o falecimento do paciente. Antes disso, o exame não é indicado, por apresentar risco ao doente. Na prática, o diagnóstico do paciente é feito através da base clínica, dependendo da avaliação feita por um médico, analisando exames e a história do paciente, para assim chegar na principal causa para a demência.

A bateria de exames é uma parte essencial para uma avaliação profunda das funções cognitivas, pois o mapeamento pode ser útil na programação do tratamento de estimulação cognitiva, que considera as habilidades que merecem investimento para serem preservadas e outras que precisam ser compensadas.

O Alzheimer não pode ser a principal hipótese no quadro demencial se houver evidências de outras doenças que justifique a demência, como uma doença vascular cerebral ou características típicas de outras demências, ou até mesmo quando o uso de medicamentos possa prejudicar a cognição.

A fase da DA anterior ao quadro de demência é o comprometimento cognitivo leve, onde ocorre alterações cognitivas que são relatadas pelo paciente ou por algum familiar, que tenha evidências de comprometimento, mas que há preservação da independência nas atividades diárias.

Pesquisas científicas estão sendo realizadas para auxiliar no diagnóstico preciso da Doença de Alzheimer, nelas são analisados os biomarcadores Beta-amiloide e a Proteína Tau. Contudo, essa análise ainda não é indicada para a prática clínica.

A Beta-amiloide é acumulada na placa senis, um dos marcos patológicos da DA. Esta proteína é produzida normalmente no cérebro, em uma quantidade pequena, que mantem os neurônios viáveis. No Alzheimer, a produção da Beta-amiloide aumenta, e essas moléculas acumulam—se como oligômeros, tendo alterações nas sinapses, como a perda de neurônios e sintomas da doença.

Normalmente, a Beta-amiloide é eliminada pelo Liquor, porém, na doença de Alzheimer o seu acúmulo faz com que o nível de liquor caia, e simultaneamente, ocorre a fosforilação da proteína tau, onde é formado emaranhados neurofibrilares dentro dos neurônios, que é uma representação de outra alteração patológica da DA.

A morte neuronal faz com que o fosfo-tau seja eliminado pelo liquor, aumentando ainda mais a sua concentração. Desta forma, no Alzheimer ocorre a diminuição da concentração da Beta-amiloide e aumento do fosfo-tau no liquor.

Os marcadores biológicos promovem um diagnóstico da doença prodrômica, ou seja, pessoas com queixa e dificuldade objetivamente verificadas. Entretanto, não preenche os critérios para diagnóstico de demência como, por exemplo, as que não tem prejuízo nas suas atividades. A doença prodrômica tem uma chance muito grande de se evoluir, ou até mesmo, desenvolver a demência de Alzheimer.

 

Referência

http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/atualizacoes-cientificas

http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/diagnostico

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Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é a mais freqüente doença neurodegenerativa na espécie humana. Trata-se de uma doença que acarreta alterações do funcionamento cognitivo (memória, linguagem, planejamento, habilidades visuais-espaciais) e muitas vezes também do comportamento (apatia, agitação, agressividade, delírios, entre outros), que limitam progressivamente a pessoa nas suas atividades da vida diária, sejam profissionais, sociais, de lazer ou mesmo domésticas e de auto-cuidado. O quadro clínico descrito caracteriza o que em Medicina é denominado “demência”.

 A doença de Alzheimer manifesta-se através de uma demência progressiva, isto é, que aumenta em sua gravidade com o tempo. Os sintomas iniciam lentamente e se intensificam ao longo dos meses e anos subseqüentes. Muitos sintomas não ocorrem no início, mas surgem ao longo da evolução da doença.

Sintomas da doença de Alzheimer

Na grande maioria dos casos o primeiro sintoma é a perda de memória para fatos recentes. É importante salientar que esta perda de memória deve representar um declínio em relação ao funcionamento anterior e que também deve ser de intensidade suficiente para interferir com o desempenho do indivíduo em suas atividades diárias. Ou seja, uma perda de memória leve e ocasional não deve ser valorizada da mesma forma.

  • Perda progressiva da memória, principalmente para eventos recentes;
  • Dificuldade de linguagem, tanto para compreender quanto para expressar-se (ex., dificuldade para encontrar palavras);
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais;
  • Dificuldade de planejamento;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Dificuldade de raciocínio, juízo e crítica;
  • Em fases mais avançadas, dificuldade para lembrar-se de familiares e de amigos e para reconhecê-los;
  • Depressão;
  • Apatia;
  • Ansiedade;
  • Agitação, inquietação, às vezes, agressividade; muitas vezes com piora no final do dia;
  • Problemas de sono: troca o dia pela noite;
  • Delírios (pensamentos anormais, idéias de ciúme, perseguição, roubo, etc.);
  • Alucinações (alterações do pensamento e dos sentidos, como ver coisas que não existem);
  • Problemas motores, nas fases avançadas: dificuldade de locomoção, etc.;
  • Perda do controle das necessidades fisiológicas, nas fases avançadas
  • Dificuldade para deglutição, nas fases avançadas.

Prevenção contra a doença de Alzheimer

Há medidas gerais que ajudam a preservar a saúde mental e que diminuem o risco de a pessoa ter doença de Alzheimer.

  • Atividade mental regular e diversificada;
  • Atividade física regular;
  • Boa alimentação;
  • Bom sono;
  • Lazer;
  • Evitar maus hábitos: não fumar, beber com moderação;
  • Cuidados com a saúde física geral: tomar os medicamentos corretamente, ir ao médico regularmente.

Quando devo procurar o médico, ou levar meu familiar?

Os 10 sinais de alerta para doença de Alzheimer são:

  • Problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho;
  • Dificuldade para realizar tarefas habituais;
  • Dificuldade para comunicar-se;
  • Desorientação no tempo e no espaço;
  • Diminuição da capacidade de juízo e de crítica;
  • Dificuldade de raciocínio;
  • Colocar coisas no lugar errado, muito freqüentemente;
  • Alterações freqüentes do humor e do comportamento;
  • Mudanças na personalidade;
  • Perda da iniciativa para fazer as coisas.

Diagnóstico da doença de Alzheimer

Não há, até o momento, nenhum método que isoladamente permita o diagnóstico de doença de Alzheimer com absoluta precisão. Avanços substanciais têm ocorrido nesta área, com alguns exames mais específicos e promissores em fase de pesquisa. No entanto, o diagnóstico ainda é feito pela identificação de quadro clínico característico e pela exclusão de outras causas de demência, por meio dos exames complementares (laboratoriais e de imagem).

Quando é seguido roteiro diagnóstico apropriado, baseado em recomendações e consensos internacionais e também nacionais, a identificação da doença fica em torno de 85% nas fases iniciais, aumentando de forma expressiva com o acompanhamento do paciente. Alguns casos, no entanto, podem apresentar manifestações clínicas atípicas ou, em fases muito iniciais, oferecer maiores dificuldades para sua correta identificação, necessitando de avaliação mais especializada.

É muito importante o diagnóstico ser feito o mais cedo possível, porque, nas fases iniciais da doença, o médico tem melhores condições de intervir em benefício da pessoa com doença de Alzheimer.

Ref : ABN  Doença de Alzheimer para leigos

CRM Liquor no diagnóstico de Doença de Alheimer

O CRM Liquor é um laboratório especializado em liquido cefalorraquiano ( Liquor ) . Possui equipe médica altamente especializada e infraestrutura completa para todas as análises laboratoriais no Liquor. No caso específico da Doença de Alzheimer , somos um dos poucos laboratórios a realizar em sua própria estrutura técnica  as dosagens de Biomarcadores da Doença de Alzheimer ( beta amiloide 1-42 e proteína TAU ) que podem auxiliar na investigação da Doença de Alzheimer.

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Telefones : ( 11 )2373-3352 ou 2373-3392

Celular : (11 ) 96327-6867

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SUS já tem remédio adesivo de graça contra Alzheimer

SUS já tem remédio adesivo de graça contra Alzheimer:

Incorporação da rivastigmina adesivo transdérmico saiu no diário oficial. Adesivo dá menos efeitos colaterais do que cápsula ou solução oral.

Ótima notícia para pacientes brasileiros com Alzheimer, que estavam pagando pelo adesivo de rivastigmina.

A partir de agora, pacientes poderão obter pelo SUS um medicamento contra Alzheimer em forma de adesivo para a pele. A incorporação da rivastigmina adesivo transdérmico ao SUS foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (22/09).

O remédio que libera o princípio ativo na pele ao longo do dia, diminui efeitos colaterais como náuseas, vômitos e perda de apetite porque leva o medicamento direto à corrente sanguínea, sem passar pelo sistema digestivo.

Ele é um remédio usado no tratamento das doenças de Alzheimer e Parkinson e de acordo com sua bula, aumenta a quantidade a acetilcolina no cérebro, uma substância importante para o funcionamento da memória, aprendizagem e orientação do indivíduo.

Lançado no Brasil em 2008, o adesivo de rivastigmina libera gradativamente o princípio ativo ao longo do dia. Por levar o medicamento direto à corrente sanguínea, sem passar pelo sistema digestivo, o adesivo diminui efeitos colaterais como náuseas, vômitos e perda de apetite. O adesivo deve ser aplicado sobre a pele uma vez ao dia.

História

A rivastigmina já estava disponível no sistema público mas apenas nas formas cápsula e solução oral.

O SUS também oferece outros medicamentos para tratamento de Alzheimer : a donepezila e a galantamina.

A doença, que atinge em média 7% dos idosos, se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais.

Mas, se diagnosticada no início, é possível retardar seu avanço, ou ainda controlar os sintomas, melhorando a qualidade de vida do paciente e da família.

Fonte: G1
Créditos: sonoticiaboa
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Alzheimer, proteina tau

Esperança no tratamento de Alzheimer pode estar ligada a Proteína

Portadores da doença de Alzheimer que leva à perda de neurônios têm menos concentração de beta-amiloides e geralmente o dobro da proteína tau.

A esperança de tratamento para pacientes com Alzheimer pode estar ligada à proteína TAU. Portadores da doença, que leva à perda de neurônios, têm menos concentração de beta-amiloide e, geralmente, o dobro de proteína TAU. Novas formas de coibir o Alzheimer foram debatidas no segundo dia do Congresso Mundial do Cérebro, Comportamento e Emoções, que acontece em Buenos Aires. Segundo o psiquiatra Janus Kremer, professor da Universidade de Córdoba e especialista no tema, os testes com medicamentos para controlar a proteína TAU estão na fase três, de um total de quatro.

– Ainda não há tratamento atual para a proteína TAU. Há um teste com um derivado de azul de metileno. Mas acreditamos que esta proteína possa deter a degeneração do microtúbulo, o que daria lugar ao aumento do depósito intracelular da TAU.

Durante a apresentação, o psiquiatra Fernando Taragano, doutor em saúde mental, apresentou estudos sobre a atrofia cerebral, que está relacionada ao Alzheimer. A doença provoca alterações cognitivas e perda do controle emocional e compromete a autonomia, mas não a consciência do portador. Em um vídeo, uma paciente idosa com estágio avançado da doença não consegue memorizar três palavras em cinco minutos e fica desapontada. Depois do tratamento com antidepressivos e remédios combinados, ela consegue completar o teste e mostra bom humor. A pílula do Alzheimer, anunciada no início do ano pela revista Time como uma provável droga eficiente contra a doença, e a importância do monitoramento do cérebro também tiveram destaque na discussão. De acordo com as pesquisas, 25% das doenças mentais poderiam ser prevenidas através do controle do cérebro.

Font: cbn.globoradio.globo.com

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Pesquisadores encontraram placas da proteína beta-amiloide (sinal de Alzheimer) no cérebro de pacientes relativamente jovens, que haviam sido submetidos a um procedimento cirúrgico envolvendo enxertos de membranas cerebrais de cadáveres. A doença teria sido transmitida durante este tratamento

Crescem as evidências de que o Alzheimer pode ser transmissível

Um novo estudo realizado por pesquisadores suíços e austríacos lançou a hipótese de uma possível forma de transmissão da doença: por meio de cirurgia

A doença de Alzheimer pode ser transmitida durante alguns procedimentos médicos, como cirurgia, de acordo com os resultados de um estudo publicado nesta terça-feira, no periódico científico Swiss Medical Daily. No estudo, foram encontrados sinais de Alzheimer no cérebro de sete pacientes que haviam morrido de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma encefalopatia espongiforme transmissível de caráter neurodegenerativo que acomete os humanos e não tem cura. As informações são da revista científica Nature.

Os pesquisadores suíços e austríacos realizaram autópsias no cérebro das sete pessoas que haviam morrido em decorrência da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Esses pacientes foram infectadas com a rara condição décadas antes de morrerem, após receberem enxertos cirúrgicos de dura-máter (membrana que cobre o cérebro e a medula espinhal). Estes enxertos, preparados a partir de cadáveres humanos, estavam contaminados com a proteína príon que causa a doença.

Além dos danos causados pelos príons da DCJ, cinco dos sete cérebros examinados apresentavam placas de proteína beta-amiloide, associada ao Alzheimer, na matéria cinzenta do cérebro e nos vasos sanguíneos. De acordo com os cientistas, os pacientes, com idades entre 28 e 63 anos, eram muito jovens para terem desenvolvido essas placas. No grupo de controle, composto por 21 pessoas que haviam morrido de DCJ, mas que não haviam realizado enxertos cirúrgicos de dura-máter, não foram encontrados estes depósitos de proteína.

Para os autores, é possível que, além dos príons que causam a doença de Creutzfeldt-Jakob, as dura-máter transplantadas pudessem estar contaminadas com pequenos pedaços de beta-amiloide. As doenças têm longos períodos de incubação. Mas, enquanto a DCJ progride rapidamente, o Alzheimer se desenvolve lentamente, por isso nenhum dos pacientes tinha apresentado sintomas claros de Alzheimer antes de suas mortes.

Evidências anteriores – Esta é a segunda vez que um estudo sugere que o Alzheimer pode ser transmitido por meio de procedimentos médicos. Em setembro de 2014, um trabalho publicado na Nature havia sugerido que o Alzheimer poderia ser transmitido por meio de um tratamento para crescer que utilizava injeções de hormônio de crescimento retirado da hipófise de cadáveres humanos.

Os oito pacientes então avaliados também eram relativamente jovens (entre 36 e 51 anos) e haviam morrido da doença de Creutzfeldt-Jakob após receberem estas injeções. Como no estudo atual, os pesquisadores da University College de Londres, na Inglaterra, encontraram um acúmulo incomum de proteína beta-amiloide no cérebro de seis destes pacientes.

“Nossos resultados são consistentes. O fato de que o novo estudo mostra a mesma patologia emergente após um procedimento completamente diferente aumenta a nossa preocupação”, disse o neurologista John Collinge, coautor do estudo, à Nature.

Os autores ressaltam que o Alzheimer não é uma doença infecciosa e por isso não há risco de ser transmitida pelo contato humano. Os tratamentos médicos com material provenientes de cadáveres que levaram à morte dos indivíduos dos estudos também não são mais realizados atualmente.

Entretanto, estas descobertas são importantes para a classe médica, principalmente no que diz respeito à esterilização de materiais cirúrgicos. Por exemplo, as proteínas beta-amiloides são extremamente pegajosas e os procedimentos de esterilização padrão da cirurgia geral não são capazes de removê-la dos instrumentos, o que pode ser um risco potencial.

“É nosso trabalho como médicos ver de antemão o que pode se tornar um problema na clínica”, disse Herbert Budka, coautor do estudo.

Apesar dos resultados, os cientistas afirmam que ainda não é possível afirmar que a beta-amiloide pode ser transmitida por procedimentos médicos ou instrumentos cirúrgicos e, por isso, são necessários mais estudos sistemáticos em organismos modelo.

Font: Veja.com

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